Blog VUOU

Hoje enquanto trabalhava no computador fiquei olhando a Eliza brincar com os cachorros. Ela corria, fingia latir rolava pelo chão de grama recém cortada, enquanto motivava os outros a entrar na brincadeira. Uma verdadeira selvagem. A Eliza é um serzinho único. Cheia de vitalidade e imaginação.

E ela me ensinou muitas coisas, desde aquela parte de ser irmã mais velha e ter que aprender a ser responsável, a trocar fraldas e fazer mamadeiras. Ela também me ensinou a aproveitar as fases da vida com intensidade, de maneira livre e até a última gota. E talvez essa seja uma das parte que eu mais gosto nesse processo todo, aprender com a pirralha.

Alguns dizem que é preciso crescer e parar de ser criança. Concordo que as coisas mudam, com elas as perspectivas de vida e todo resto também. Não reclamo, sei que é preciso amadurecer. O ciclo da vida é irremediável e inevitável. Mas quem disse que não dá para guardar algo de infantil dentro de nós? Por quê não encarar o cotidiano com a mesma paixão de uma criança? Olhando a Eliza daqui eu só queria ter a mesma força e animação para encarar meus dias pela frente, como ela encara suas brincadeiras. VUOU blog ELiza 2

Sei que tenho muito que aprender e talvez minhas ideias mudem lá na frente. Tudo bem, estou sujeita aos meus erros e aceito. Mas uma coisa que ando tentando fazer ultimamente é “desamadurecer”. É meio controverso, mas acredite, parece funcionar. Sei que preciso amadurecer em alguns pontos, como trabalhar, abrir minha empresa, pagar contas, INSS, e tal. Essas coisas que eu não fazia até uns dias atrás e agora preciso fazer. Agora sou uma mulher, e querendo ou não, tenho responsabilidades de uma adulta. Ao passo que também estou tentando reaver meus espírito infantil em outros aspectos. Como ser mais curiosa, querer aprender mais, experimentar novas sensações e viver os meus dias com mais intensidade.

Creio que a vida é assim, um processo de aprendizado, onde deve se guardar o melhor de cada fase. Quando eu for mais velha, vou ter que aprender a guardar o meu espírito jovem também, e assim por diante. Acredito que nunca podemos esquecer o que já fomos, aprender com o que passamos e reavermos as melhores sensações do passado.

Bem, é isso que eu estava pensando, só quis compartilhar.

Enquanto isso fico aqui, observando o sol cair, vendo ao longe a Eliza brincar com o Lucky e com o Salvatore e pensando que mesmo que eu mude lá na frente (o que provavelmente vai acontecer) sempre concordarei com Thoreau:

“Todas as coisas boas são selvagens e livres”.

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