Comida

Dia de Feira

Confesso que nunca havia parado para pensar em sustentabilidade. Tá certo que sempre ouvimos sobre a necessidade de reciclar, a importância de gerar menos lixo, e que é preciso poupar os recursos naturais, etc. Mas ser-humano é burro mesmo! Foi só a chuva parar de cair e a água começar a faltar que me vi toda preocupada com a tal da sustentabilidade e o meu papel no processo de degradação do planeta.

Péra, eu não estou querendo bancar a salvadora do mundo e dizer que temos que mudar as nossas práticas porque ainda dá tempo de reverter o processo. Sinceramente? Acho que não tem mais jeito, a coisa é daqui pra pior. Mas quando eu parei para analisar minhas atitudes percebi que eu precisava mudar, e não pela ideia romântica de, sei lá… fechar alguns buracos na camada de ozônio porque diminuí minha produção de lixo. Na verdade decidi optar por viver uma vida mais sustentável por descargo de consciência. Eu fico incomodada com alguns costumes que tenho, como a quantia de lixo que eu e minha família produzimos todos os dias, a água que gasto nos meus banhos e pensar que podíamos estar poupando ao invés de estar gastando os recursos naturais de maneira inconsequente. Uma andorinha só não faz verão, já diz o ditado, mas caí na real que eu não preciso continuar agindo dessa maneira só porque não posso resolver todos problemas do mundo. Que não é legal sentar no sofá e pensar que só porque não podemos reverter as coisas não precisamos nos incomodar e mudar nossas atitudes. Vou fazer minha parte. Como dizem, ficar de boa comigo mesma e de quebra colaborar com uma parcela de pessoas, mesmo que pequena, que se preocupa em reduzir os efeitos da nossa burrada.

O legal é que minha mãe também anda pensando no assunto e acho que esse é um bom começo para colocarmos algumas coisas em ordem aqui em casa e tentar viver uma vida mais sustentável. E eu gostaria de compartilhar essas mudanças aqui no meu blog.

E para começar vou falar sobre comida. Isso mesmo! Uma coisa tão boa, mas que é tão desperdiçada.

Nunca tinho ido ao CEASA e ontem foi meu primeiro dia na feira de abastecimento. Onde eu moro não tem essas coisas, Pinhalzinho é uma cidade muito  pequena, então foi preciso ir com minha mãe e irmã a até a cidade vizinha, Bragança Paulista. Eu não sei quantos aqui já foram à feiras de bairro ou até quem sabe ao CEASA, mas se você ainda não foi eu super indico. Sempre gostei de gastronomia e estar numa feira daquele tamanho com uma porção de opções de legumes, verduras e frutas foi uma delícia! Tudo fresquinho e comprado direto do produtor. Essa é uma boa opção para quem quer alimentos de qualidades, e o legal é que muitos produtores não utilizam agrotóxicos na lavoura. Isso mesmo, os famosos orgânicos que fazem uma diferença enorme na sua saúde e ainda por cima não prejudicam o solo com os venenos usados nas plantações.

Minha mãe fez a feira, literalmente! Voltamos para casa com uma porção de coisas gostosas e nutritivas. O bom é que dessa maneira poupamos um pouco mais do meio ambiente. Por exemplo, quase todas as frutas e legumes são colocados em caixas de madeira, não sendo necessário o uso de sacos plásticos. E a caixa de madeira nós reutilizamos de diversas maneiras. Minha mãe também comprou bastante tomate para fazer compotas de molho. Aqui em casa raramente compramos molho de tomate, evitando o lixo produzido pelas embalagens, já que reutilizamos potes de vidro de outros produtos, como azeitona e palmito, para estocar o molho de tomate caseiro.

Sim, dá um pouco mais de trabalho. Mas a facilidade custa até mais caro. Imagina quantas latinhas e pacotes já jogamos durante a nossa vida? Tem como reduzir, isso é um fato.

Vou compartilhar algumas dicas, que estou tentando seguir, para reduzir o lixo e desperdício causado pela nossa alimentação.

1-) Evite produtos industrializados: Além de fazerem mal para a saúde, toda a tranquerada que a gente come por aí acaba gerando muito lixo. Eu não estou dizendo para viver 100% livre dos industrializados ( o que não é impossível, há que pessoas que conseguem, como essa moça aqui), só acho que na hora da compra é preciso analisar e estabelecer prioridades. Dá sim para evitar as tentações nas gondolas. É preciso força! Que nem quando eu decidi não comprar jujubas porque além de não serem tão saudáveis elas estavam todas empacotadas em um monte de plástico. Nunca mais vou comer jujubas ou não comprar industrializados? Bem, vou ser sincera. Provavelmente eu compre. Mas vou tentar evitar e reduzir ao máximo!

2-) Prepare só o que você for realmente comer: A maioria do desperdício vem das sobras de comida. Só no Brasil são desperdiçadas 39 000 toneladas de comida aproveitável todos os dias! Com essa quantia dá para alimentar 19 milhões de pessoas com café da manhã, almoço e jantar. E você pode estar se perguntando, “ok, mas o que é isso comparado às minhas míseras sobrinhas?” Eu já morei num colégio interno e lá vi muito desperdício, eu mesma colaborava com ele todos os dias quando colocava mais do que poderia comer só porque o meu olho era maior que a barriga. E isso me incomodava muito. Acredito que pensar de maneira sustentável é colocar no prato só que o que vai comer, preparar a comida na quantia exata para saciar a galera e se houver sobras, bem… ninguém vai morrer se colocar o feijão pra esquentar de novo né?

3-) Compre alimentos direto dos produtores: Essa é uma boa maneira de incentivar o trabalho dos produtores rurais e ainda por cima o alimento vem mais fresco para a mesa. Muitos deles não são embalados ou passam por esses processos industriais que gastam água e só produzem lixo extra.

4-) Faça em casa: Concordo que é gostoso ir para restaurantes, mas a maioria dos estabelecimentos joga uma quantidade exorbitante de alimentos no lixo. Que tal diminuir as idas a restaurantes e fast foods, e experimentar preparar jantares em casa? Slow food tá na moda (hahahahaha) já pensou em tentar?

5-) Reduza o consumo de carne: Eu sou vegetariana, então esse não é um problema, mas achei legal colocar aqui. Para produzir a carne que os brasileiros consomem milhares de alqueires de mata são devastados, milhões de litros são gastos durante a vida do bovino e depois na hora do corte. Além da emissão de gás metano, compactação e desertificação do solo e geração de resíduos. Eu não quero te convencer a virar vegetariano, só estou dizendo que reduzir o consumo de carne é algo a se pensar.

6-) Tenha uma horta: A coisa mais legal do mundo é ter um cantinho onde possa plantar seu próprio alimento. Como eu moro em um sítio fica bem mais fácil porque aqui o que não falta é terra. Mas se você mora em um lugar pequeno ou na cidade é possível fazer uma pequena horta para temperos. Vale à pena tentar.

Bem, essas são algumas ações que estou tentando praticar no meu cotidiano. Como eu disse, não dá para mudar a mentalidade de desperdício da maioria das pessoas, mas dá para mudar a nossa. E sinceramente é muito bom sentar na mesa e comer uma comida caseira, fresquinha, feita de maneira sustentável e saber que estou fazendo a minha parte pelo o que restou da natureza.

Ainda tenho muito que aprender, mas está sendo divertido questionar meu hábitos de consumo e fazer algumas mudanças na minha rotina.

E você, tem alguma dica ou ideia sustentável que queira compartilhar?

Um grande abraço e até a próxima!

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Todas as coisas boas são selvagens e livres

Hoje enquanto trabalhava no computador fiquei olhando a Eliza brincar com os cachorros. Ela corria, fingia latir rolava pelo chão de grama recém cortada, enquanto motivava os outros a entrar na brincadeira. Uma verdadeira selvagem. A Eliza é um serzinho único. Cheia de vitalidade e imaginação.

E ela me ensinou muitas coisas, desde aquela parte de ser irmã mais velha e ter que aprender a ser responsável, a trocar fraldas e fazer mamadeiras. Ela também me ensinou a aproveitar as fases da vida com intensidade, de maneira livre e até a última gota. E talvez essa seja uma das parte que eu mais gosto nesse processo todo, aprender com a pirralha.

Alguns dizem que é preciso crescer e parar de ser criança. Concordo que as coisas mudam, com elas as perspectivas de vida e todo resto também. Não reclamo, sei que é preciso amadurecer. O ciclo da vida é irremediável e inevitável. Mas quem disse que não dá para guardar algo de infantil dentro de nós? Por quê não encarar o cotidiano com a mesma paixão de uma criança? Olhando a Eliza daqui eu só queria ter a mesma força e animação para encarar meus dias pela frente, como ela encara suas brincadeiras. VUOU blog ELiza 2

Sei que tenho muito que aprender e talvez minhas ideias mudem lá na frente. Tudo bem, estou sujeita aos meus erros e aceito. Mas uma coisa que ando tentando fazer ultimamente é “desamadurecer”. É meio controverso, mas acredite, parece funcionar. Sei que preciso amadurecer em alguns pontos, como trabalhar, abrir minha empresa, pagar contas, INSS, e tal. Essas coisas que eu não fazia até uns dias atrás e agora preciso fazer. Agora sou uma mulher, e querendo ou não, tenho responsabilidades de uma adulta. Ao passo que também estou tentando reaver meus espírito infantil em outros aspectos. Como ser mais curiosa, querer aprender mais, experimentar novas sensações e viver os meus dias com mais intensidade.

Creio que a vida é assim, um processo de aprendizado, onde deve se guardar o melhor de cada fase. Quando eu for mais velha, vou ter que aprender a guardar o meu espírito jovem também, e assim por diante. Acredito que nunca podemos esquecer o que já fomos, aprender com o que passamos e reavermos as melhores sensações do passado.

Bem, é isso que eu estava pensando, só quis compartilhar.

Enquanto isso fico aqui, observando o sol cair, vendo ao longe a Eliza brincar com o Lucky e com o Salvatore e pensando que mesmo que eu mude lá na frente (o que provavelmente vai acontecer) sempre concordarei com Thoreau:

“Todas as coisas boas são selvagens e livres”.

VUOU blog Eliza 3

 

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A aventura está só começando

Pois é pessoal, acabou. Dá para acreditar? Nem parece que a 4 anos atrás que chegamos ao UNASP para tentar a sorte, e agora, vejam só! Estamos saindo com a sensação de dever cumprindo, enfim publicitários!

Estava aqui pensando e confesso que sentirei saudades. Meu pai sempre me disse, “Hady, você vai sentir falta”. Obviamente que eu negava. Mas agora confesso. É, vocês vão fazer falta sim.

Sentirei saudades dos gêmeos e seus raps geniais, da Susie bancando a cdf em todas as aulas, da Priscille papando todos os prêmios de a melhor aluna da sala. Nossa… da Carol fazendo a melhor cara da Chloe, do Davidson e todo seu poder de resolver qualquer assunto relacionado ao som. Vou sentir falta da Shirley e suas pérolas (eu sei que você chama Sheila, Shirley hahahahaha). De cada membro do meu grupo de TCC, um mais doido que o outro! Ah, sentirei falta das brincadeiras, dos momentos tensos que passamos, das broncas que levamos, dos filmes no horário de PREX e até dos dias temáticos.

Pessoal, talvez não nos vejamos mais. Cada um vai para um lado e isso é o normal da vida. Ao mesmo tempo que bate uma dorzinha, por conta da despedida, eu estou feliz porque finalmente concluímos mais essa etapa! E mesmo com uma porção de dificuldades estamos chegando ao fim disso tudo com aquele sentimento bom de dever cumprindo! Tenho orgulho de vocês. E fico feliz por ter feito parte dessa classe.

A vida é boa sim, porque apesar dos problemas nós podemos seguir em frente, que para cada queda sempre tem a chance de levantar-se. A vida é boa porque a cada que burrada nós temos a chance de aprender com os erros e mudar a nós mesmos. A vida é boa porque temos sonhos a perseguir e descobertas a viver. A vida é boa porque ela é a nossa única chance de fazer algo de extraordinário.

Só espero que nós sempre cultivemos esse espírito criativo que aprendemos a desenvolver durante esses 4 anos. Que possamos ver o mundo com outros olhos e a cada dia usar nossa imaginação para torna-lo em um lugar melhor.

Porque passe o que passar o que realmente importa é como somos e como transmitimos isso aos outros. Eu desejo do fundo do coração que vocês sejam profissionais de sucesso. Não só espero que se deem bem financeiramente, que tenham fama e tal, mas principalmente que vocês vivam a vida sem mediocridade. Agarrem-se à um ideal, à uma ideia, corram atrás de seus sonhos. Não deixem que ninguém tire de vocês a coragem de enfrentar e encarar o caminho. Porque tudo passa, nós passamos, e o que fica para trás são as histórias e as mudanças que provocamos. Esse é o verdadeiro sucesso, de chegar ao final de uma fase, ou da vida, e poder partir em paz deixando um legado de amor para trás.

“Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas” – Albert Einstein

Agora que vamos enfrentar o “mundo real” gostaria de desejar boa sorte para todos. Que Deus nos abençoe e espero que nossos caminhos se cruzem um dia. Ficarei muito feliz com a felicidade de cada um. Obrigada por terem feito parte da minha vida.

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A Vida Acontece do Lado de Fora

“As coisas belas não clamam por atenção” – Filme A Vida Secreta Walter Mitty 

A natureza sempre me fascinou. Fui criada em uma cidade do interior de São Paulo, estudei em casa até os meus 16 anos, então já podem imaginar. Boa parte da minha vida foi em meio à animais, banhos de cachoeira e longas caminhadas pela mata.

VUOU blog 3

Olhando agora eu não poderia ter escolhido destino melhor.Semana passada tive a chance de compartilhar um pouco disso tudo com três amigos meus, a Pâm, a Zitia e o Rodi. Eles foram passar um final de semana lá em casa e em meio à conversas, caminhadas e fotografias ficou nítido que a vida simples é uma delícia. Sabe aquela coisa de sentar perto do fogão, bater papo com um prato de comida na mão? Ou ainda a alegria de sentir a chuva chegando, fazer carinho em um cachorro e dormir à luz de velas? Então. Tudo isso é muito bom! E eles não me deixam enganar.

Alguns podem achar perda de tempo, outros um tédio. Mas eu gosto de ver os dias passando na calma do campo. Não me imagino muito tempo fora daqui. Foi por essas e outras que decidi me alojar numa cabana e começar a vida a partir daqui. Mas essa uma história para outro post, aguardem.

Voltando, onde eu estava mesmo? Ah, sim!

Fiquei muito feliz em poder compartilhar meu cafofo com meus amigos. Como já ouvi uma vez, “a felicidade só é real quando compartilhada”, e essa é a mais pura verdade. Não dá para ser feliz sozinho. Deus coloca pessoas em nossas vidas, no momento certo, para que possamos aprender coisas novas, para que possamos crescer.

A melhor coisa do mundo é poder compartilhar algo que nos é especial com pessoas que saibam apreciar.

Apesar da canseira pós TCC eu fiquei muito feliz em receber vocês!VUOU post 2

A Pâm (que super manja dos assuntos de captar imagens) aproveitou para fazer um vídeo do nosso final de semana. Ficou lindo! Espero que gostem e sintam todo o amor e paz que sentimos.

Eis o primeiro post do blog, depois de meses pensando em como começar o VUOU decidi que esse post não seria de apresentação ou uma explicação do conceito dessa nova empreitada. Decidi começar assim. Com boas recordações de um final de semana memorável. Estou muito grata por tudo.

PS: Quem quiser saber um pouco mais sobre o VUOU pode clicar aqui e ir para a página de perfil.

Fotos por Rodolfo Sanches / Vídeo por Pamella Regina

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