Comida

Pizza Caseira (receita fácil)

Hoje decidi fazer um agrado para a minha irmã. A Elissa trabalha o dia inteiro no escritório, e como tenho um horário mais flexível acabei adiantando meus trabalhos para preparar um jantarzinho especial para ela. A escolha foi essa pizza, super fácil de fazer e deliciosa! Como fica muito gostosa vou compartilhar a receita com vocês, espero que gostem!

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Ingredientes para a massa:

– 1 xícara de farinha de trigo integral

– 1 xícara de farinha de trigo branca

– 2 colheres de sopa (cheias) de fermento biológico seco instantâneo

– 2 colheres de sopa (rasas) de açúcar cristal

– 4 colheres de sopa (cheias) de azeite

– 1 xícara de água morna

– sal a gosto

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Modo de fazer:

Primeiro aqueça a água, adicione o fermento e o açúcar e espere virar uma esponja. Esse ponto é quando o fermento cresce e dá uma levedura, criando bolhas na superfície. Enquanto isso junte todos os outros ingredientes em uma tigela. Após o fermento virar uma esponja adicione aos secos e sove. Deixe a massa crescer por uns 45 minutos, ou até a massa dobrar de tamanho. Eu costumo pegar um pouco da massa fazer uma bolinha e coloca-la em um copo cheio de água, quando a bolinha boiar é porque está pronta.

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Enquanto isso prepare o recheio, aí vai do gosto pessoal.

Depois que a massa crescer divida em quatro partes iguais, abra com um rolo até que esteja fina. Coloque as massas para pré assar em um forno aquecido a 220 graus. Deixe por uns 5 minutos, retire, recheie e leve novamente ao forno até que as bordas estejam douradas. Agora é só apreciar!

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Bem, vou alí terminar de limpar a cozinha e esperar a Elissa chegar, espero que ela goste. Ah, e espero que vocês tenham gostando da receita e que façam em casa, depois me contem como ficou.

Um grande abraço e até a próxima!

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Mercado de Peixes

Definitivamente o melhor lugar para ouvir boas histórias é o porto e mercado de peixes. Confesso que o cheiro não é dos melhores, mas mesmo assim vale à pena chegar bem cedo só para ver os vendedores e pescadores abrindo as barracas e desfazendo os nós das redes.

Hadassah Sorvillo

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Hadassah Sorvillo

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Dessa vez uma senhora me disse que trabalha nas mesma banca a mais de trinta anos, e que tomou as rédeas do negócio quando o marido faleceu. Outro me mostrou fotos, penduradas na parede, de tubarões que ele havia pescado. Ele parecia muito orgulhoso e forte segurando uma de suas presas com a boca aberta. Eu perguntei “E o que tem pra hoje?”, ele me mostrou um cação e disse “hoje só tenho dos pequenos”. Pensei “ainda bem que passou os tempos de glória, mesmo não querendo encontrar um tubarão na orla eu não gosto da ideia de vê-los mortos”.

Ao longe uma gaivota disputava sobras de peixe com um gato. Me retirei, o céu já estava começando a carregar de nuvens. O mar não estava para peixe e o pequeno porto foi ficando vazio, até sobrar apenas as promessas de uma chance melhor no dia seguinte.

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Diário

Aprendendo a viver. Feliz ano novo!

Não te faço promessas, não te peço nada. Minhas resoluções estão muito bem guardadas, é segredo, o mistério que faz os dias mais interessantes. Não tenho medo de ver a idade em mim, de cair, muito menos de tentar. Estou sujeita ao risco pelo qual tenho minha salvação, sem o qual a vida não vale a pena! Então que venha o inevitável! Já não tenho mais medo dessa coisa chamada vida. Me mostre o caminho, ou me leve ao fim dele. 2015… Venha surpreender-me!

Costumava fazer um apanhado no final do ano e escrever resoluções em meu antigo blog, agradecer pelo o que havia passado, relembrar o que havia aprendido e finalmente me motivar a fazer algo de bom no ano que ia iniciar. Mas não dessa vez.

Claro que tenho muito à agradecer, talvez mais do que imagine! Foi um bom ano, 2014 tratou de me ensinar da maneira certa, e algumas coisas cravou tão fundo em meu coração que ando até com medo de proclamar. Diriam que sou louca, quem sabe… Então deixo como está, no silêncio e no lugar mais secreto que posso achar, dentro de mim mesma. Há coisas que só são boas e significantes de maneira individual. Cada qual consigo mesmo.

Mas não podia deixar de publicar algo em relação ao Ano Novo, e ontem tive a sorte de ler uma antiga publicação de Clarice Lispector a um jornal da época. Um texto de Ano Novo em que ela cita Thoreau algumas (várias) vezes. Fiquei muito feliz ao ler umas das minhas escritoras favoritas citando um dos meus filósofos favoritos.

Decidi transcrever a crônica aqui no blog. Ela traduz exatamente o que sinto, uma coisa realmente espantosa essa tal empatia que alguns escritores me provocam.

Eis o texto…

Aprendendo a Viver (Clarice Lispector)

Thoreau era um filósofo americano que, entre coisas mais difíceis de se assimilar assim de repente, numa leitura de jornal, escreveu muitas coisas que talvez possam nos ajudar a viver de um modo mais inteligente, mais eficaz, mais bonito, menos angustiado.
Thoreau, por exemplo, desolava-se vendo seus vizinhos só pouparem e economizarem para um futuro longínquo. Que se pensasse um pouco no futuro, estava certo. Mas “melhore o momento presente”, exclamava. E acrescentava: “Estamos vivos agora.” E comentava com desgosto: “Eles ficam juntando tesouros que as traças e a ferrugem irão roer e os ladrões roubar.”
A mensagem é clara: não sacrifique o dia de hoje pelo de amanhã. Se você se sente infeliz agora, tome alguma providência agora, pois só na sequência dos agoras é que você existe.

Cada um de nós, aliás, fazendo um exame de consciência, lembra-se pelo menos de vários agoras que foram perdidos e que não voltarão mais. Há momentos na vida que o arrependimento de não ter tido ou não ter sido ou não ter resolvido ou não ter aceito, há momentos na vida em que o arrependimento é profundo como uma dor profunda.
Ele queria que fizéssemos agora o que queremos fazer. A vida inteira Thoreau pregou e praticou a necessidade de fazer agora o que é mais importante para cada um de nós.
Por exemplo: para os jovens que queriam tornar-se escritores mas que contemporizavam — ou esperando uma inspiração ou se dizendo que não tinham tempo por causa de estudos ou trabalhos — ele mandava ir agora para o quarto e começar a escrever.
Impacientava-se também com os que gastam tanto tempo estudando a vida que nunca chegam a viver. “É só quando esquecemos todos os nossos conhecimentos que começamos a saber.”
E dizia esta coisa forte que nos enche de coragem: “Por que não deixamos penetrar a torrente, abrimos os portões e pomos em movimento toda a nossa engrenagem?” Só em pensar em seguir o seu conselho, sinto uma corrente de vitalidade percorrer-me o sangue. Agora, meus amigos, está sendo neste próprio instante.

Thoreau achava que o medo era a causa da ruína dos nossos momentos presentes. E também as assustadoras opiniões que nós temos de nós mesmos. Dizia ele: “A opinião pública é uma tirana débil, se comparada à opinião que temos de nós mesmos.” É verdade: mesmo as pessoas cheias de segurança aparente julgam-se tão mal que no fundo estão alarmadas. E isso, na opinião de Thoreau, é grave, pois “o que um homem pensa a respeito de si mesmo determina, ou melhor, revela seu destino”.

E, por mais inesperado que isso seja, ele dizia: tenha pena de si mesmo. Isso quando se levava uma vida de desespero passivo. Ele então aconselhava um pouco menos de dureza para com eles próprios. O medo faz, segundo ele, ter-se uma covardia desnecessária. Nesse caso devia-se abrandar o julgamento de si próprio. “Creio”, escreveu, “que podemos confiar em nós mesmos muito mais do que confiamos. A natureza adapta-se tão bem à nossa fraqueza quanto à nossa força.” E repetia mil vezes aos que complicavam inutilmente as coisas — e quem de nós não faz isso? —, como eu ia dizendo, ele quase gritava com quem complicava as coisas: simplifique! simplifique!

E um dia desses, abrindo um jornal e lendo um artigo de um nome de homem que infelizmente esqueci, deparei com citações de Bernanos que na verdade vêm complementar Thoreau, mesmo que aquele jamais tenha lido este.

Em determinado ponto do artigo (só recortei esse trecho) o autor fala que a marca de Bernanos estava na veemência com que nunca cessou de denunciar a impostura do “mundo livre”. Além disso, procurava a salvação pelo risco – sem o qual a vida para ele não valia a pena – “e não pelo acolhimento senil, que não é só dos velhos, é de todos os que defendem as suas posições, inclusive ideológicas, inclusive religiosas” (o grifo é meu).

Para Bernanos, dizia o artigo, o maior pecado sobre a terra era a avareza, sob todas as formas. “A avareza e o tédio danam o mundo.” ” Dois ramos, enfim, de egoísmo”, acrescenta o autor do artigo.

Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Feliz Ano Novo!

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Prainha

O sol nem havia nascido quando acordamos. Levantei, prendi o cabelo em um coque alto e ainda de pijamas calcei os tênis e saí de casa. Nosso destino? Incerto. Queríamos ver o sol nascer e fotografar a chegada dos pescadores no porto, mas o dia clareou entre nuvens e os barcos ainda não haviam voltado da lida noturna. Já despertos e sem vontade de voltar para casa tomamos a estrada rumo a Barra do Una.

Peruíbe – Litoral Paulista

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Hadassah SorvilloComeçamos a subir a serra até chegar a uma entrada à esquerda, a placa sinalizava: Prainha. A estrada de asfalto logo deu lugar a uma estrada de terra esburacada. Chegamos à enseada quando o sol dava seus primeiros raios, ainda tímido, para logo depois desaparecer.

A praia estava deserta, as ondas quebravam nas rochas e de vez em quando um barco pesqueiro passava ao longe com sua tripulação. Tudo parecia mais lindo que o normal. E eu que nunca tive vocação para ser “musa do verão”, que nunca gostei de passar horas no sol tostando minha pele, ou de curtir a badalação na orla, simplesmente achei esse um dos melhores momentos da viagem. Olhar para a baía que cortava a encosta da montanha formando um pequeno refúgio, as poucas casas que ainda sobravam no sopé, e sentir a natureza em seu estado mais puro era hipnotizante.

Aprendi que o melhor de uma viagem não é necessariamente seguir o convencional. Que acordar cedo, se aventurar nas redondezas, e procurar lugares menos populares em horários não tão usuais pode render bons momentos. Ah, e boas fotos também!

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Berçário

A antiga casinha de bonecas virou galinheiro e a Eliza é a segunda mamãe de um bando de pintinhos.

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