Comida

Sorvete caseiro de Mocaccino (feito sem açúcar e sem leite)

Uma das coisas que mais me agrada no café é o aroma e o gosto amargo que deixa na boca. É um gosto particular, mas confesso que prefiro coisas, pessoas e comidas com personalidade forte, e que deixam um gosto entre o bom e o estranho. Me agrada o incômodo, não o incômodo ruim que machuca e magoa, mas aquilo que deixa a curiosidade aguçada.

Gosto de café de todos os tipos, mas prefiro quando gelado. Um dia desses estava dando uma olhada em um canal de gastronomia que costumo seguir o “Projeto Banquete” e lá eles publicaram a receita de um sorvete  caseiro de Mocaccino. O mais legal é que na receita não usamos açúcar ou leite e mesmo assim a textura fica cremosa e o mel deixa o sabor adocicado. Claro que experimentei e vou deixar a receita aqui com algumas pequenas alterações que fiz, mas quiserem ver o vídeo da receita original cliquem aqui. Nunca pensei que ficaria tão gostoso! Ainda mais sem leite e sem açúcar, achei uma ótima alternativa!

Mas chega de falar, vamos à receita? É muito simples!

hadassah sorvillo
Ingredientes:

– Duas garrafinhas de leite de coco

– 3 colheres de café solúvel (a gosto, ou se quiser pode passar uma xícara de café bem forte)

– 4 colheres de cacau 100%

– 3 colheres de mel (a gosto)

– 1 colher de chá de canela

Modo de fazer:

Bata todos os ingredientes em uma batedeira até que o líquido fique bem “borbulhante”, eu bati uns 15 minutos. Coloque em um pote com tampa e leve ao congelador. Quando estiver quase congelado leve para a batedeira e bata até a massa ficar macia, leve para o congelador. Repita o procedimento. Espere congelar e tcharam! Pronto! Se quiser você pode colocar chocolate granulado por cima. Fácil não é? E delicioso, uma ótima opção de tomar café nesse calor.

hadassah sorvillo

Até a próxima pessoal!

You may also like
Gastronomia
Gastronomia, sonhos e coragem tardia.
23 de agosto de 2017
Uncategorized
DIY: Horta de temperos para espaços pequenos
3 de julho de 2016
Comida
Pizza Caseira (receita fácil)
9 de Janeiro de 2015
Diário

O último dia do horário de verão

Hoje foi o último dia do horário de verão. Não sei porque, mas eu gosto desse horário. Talvez seja nostalgia, lembro que quando criança eu podia ficar mais tempo no quintal por conta do sol que ainda estava alto depois das seis da tarde. Ainda consigo ver as chuvas torrenciais e os sirilampos que saiam de suas tocas voando para todos os lados enquanto eu caçava-os aos montes. Era tão bom!

vuou 1

 

Aproveitei que hoje era sábado para dizer adeus ao horário de verão aproveitando o final do dia no meio do mato, colhendo fungos, caminhando com o Lucky e fotografando. Fiquei pensando naquilo tudo que eu via, como cada ser vivo cumpria seu papel na natureza, vivendo um dia de cada vez, apenas confiando e fazendo o que lhe era devido. Pássaros montando ninhos, cuidando de seus negócios na sua curta vida, os insetos e flores selvagens, tão efêmeros e belos, o pasto que crescia forte mas que logo seria comida para o gado, e eu ali deitada na sombra de uma árvore. Não no centro, mas parte de tudo aquilo, o centro era Deus que sustentava toda a natureza e a mim também.

O sol começou a descer escondendo-se entre as nuvens e mais um dia passava, mais uma fase terminava eu me encontrava hipnotizada por tudo aquela riqueza de detalhes, sons, cores e formas. Um mundo secreto que só posso ver quando paro e esqueço de mim e das preocupações que carrego. Sou parte da natureza, me sinto um bicho do mato que só consegue ser feliz longe da agitação e que contenta-se com o silêncio. Não sei explicar muito bem, só sei que é assim, estou bem, confiando e vivendo.

Carpe Diem, suguemos o tutano da vida.

Hadassah Sorvillo

hadassah sorvillo
hadassah sorvillo

Hadassah Sorvillo

hadassah sorvillo 7

hadassah sorvillo

hadassah sorvillo 8

hadassah sorvillo

hadassah sorvillohadassah sorvillohadassah sorvillo

hadassah sorvillo 11

hadassah sorvillo

hadassah sorvillo 16

hadassah sorvillo

hadassah sorvillo

hadassah sorvillo

You may also like
Estilo
Blackbird
24 de novembro de 2017
Fotografia
Conheça Isolda e Babette
22 de novembro de 2017
Livros
Destination Simple – rituais diários para uma vida com mais calma
17 de novembro de 2017
Entretenimento

Woodkid

Hoje o dia nasceu nublado e chuvoso, uma raridade nas atuais circunstâncias. Adoro dias assim, me deixam inspirada e até mais animada do que dias ensolarados. Mas hoje não me sinto tão animada. Só quero ficar em um canto, escrever, ouvir algum som bom e deixar-me inspirar por outros. Quero estar num casulo. Momento oportuno para ouvir Woodkid. Seus clipes são um caso à parte, me deleito toda vez que vejo, sem cansar.

Diário Simplicidade

O Tique-Taque das Horas

Não sou a única a ter altos e baixos, a ter incertezas, a ser feliz num dia e triste no outro. Não me sinto especial, e ando treinando não ter pena de mim mesma. Minha irmã me disse um dia em tom de desaprovação; “Hady às vezes você me parece muito relaxada” por causa que eu tinha aconselhado ela a diminuir um pouco o ritmo e fazer uma coisa por vez. Tento ver o que tem de ruim nisso. Claro que corro atrás dos meus sonhos, quero conquistar minha independência financeira, cuidar dos projetos que criei por mim mesma.

blog vuou

Mas esse é o caminho que estou trilhando a duros questionamentos internos. Pois a cada dia que passa morro um pouco mais ou ganho um pouco mais de vida, depende de que maneira vejo o copo. Além disso estou vendo tanta inutilidade em tantas coisas. Como diria Salomão “correr atrás de vento”. Minha mãe diz que amadureci, não sei se ela está certa, quem sabe um pouco.

As manhãs entram pela minha janela todos os dias dando um choque de realidade “ei acorda! Você ainda está aqui!” Sim ainda estou, só não sei quanto ainda me resta. Rubens Alves escreveu que o tempo é como um relógio sem ponteiros, você só pode ouvir o tique-taque. Um dia ele vai parar, mas você nunca saberá quando. Ontem deitada no sofá junto com a Elissa na sala da casa dos meus pais coloquei um disco para tocar na vitrola. Ela me perguntou “Que carinha é essa Hady?”, perdida em alguns pensamentos respondi “Tô pensando aqui, que se não fosse por Jesus a vida não estaria valendo à pena”. Caímos na risada. A política, a situação do nosso país, a perspectiva incerta em relação ao futuro nos deixou para baixo a ponto de conversamos sobre métodos de suicídio e de pessoas que deram um fim mais definitivo a todas essas aflições cotidianas. Foi uma conversa de poucos minutos, pois quando se fala da morte quando se tem vida e ainda um pouco de esperança fica pesado e desconfortável. Um arrepio passa pela espinha e você pensa, “não, eu ainda quero ver onde tudo isso vai dar”. Acabamos por concordar, é só por Ele mesmo. E nos agarramos à esperança que é algo tão subjetivo, mas tão reconfortante.

Perco minha horas ou as ganho, novamente não sei a que perspectiva olhar, perdida em devaneios. As madrugadas chegam e na solidão do meu cafofo leio poesias e o livro sagrado, que é pra ver se entendo a vida além da funcionalidade. A vida é boa. Sim… é boa quando não se pede muito. Quando não se cobra além do necessário. A vida só pode ser vivida um dia de cada vez.

Comprei uma blusa em um brechó e fui mostrar a barganha para o meu pai. Ele elogiou a escolha e disse que eu poderia usar quando saísse. “Mas eu quase nunca saio pai”, falei enquanto abotoava o último botão. Ele calmamente disse; “filha há tempo pra tudo”. Está certo pai, há tempo para todo propósito na terra. Não quero apressar-me. Permaneço assim até que os ventos me tragam uma boa nova ou me silencie de uma vez por todas. Entre um trabalho e outro, rego minhas plantas e com a mesma calma que elas levam a vida, tento sossegar-me e confiar nEle.

“Ama a simplicidade
Ama a vida
Ama a beleza
Ama a Poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama Deus”.  – Rubem Alves

natureza 13 cópia

limbo 5

limbo 2limbo 3

desenho cópia
limbo 6

limbo 7

You may also like
Estilo
Blackbird
24 de novembro de 2017
Livros
Destination Simple – rituais diários para uma vida com mais calma
17 de novembro de 2017
Diário Vida
Diário de um feriado
2 de novembro de 2017
Fotografia

Fada do dente? Que nada!

A pirralha está com sorriso janelinha! Os primeiros dentinhos caíram e eu já estou me sentindo uma velha, como o tempo voa! Parece que foi ontem que eu trocava fralda da Eliza, batia mamadeira e a colocava aninhada junto comigo na cama para ninar. Agora tá aí, uma moleca!

eliza 6
eliza 5 cópia

eliza 2 cópia

 

You may also like
Estilo
Blackbird
24 de novembro de 2017
Fotografia
Little bird
6 de novembro de 2017
Fotografia
Sweet Child O’ Mine
18 de Março de 2017
Close