Literatura

Nimona (Noelle Stevenson)

21 de dezembro de 2017
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Nimona é uma jovem metaforma com certa tendência à vilania. Lorde Ballister Coração Negro é um vilão com sede de vingança. Juntos eles vão tentar provar para todo o reino que Sir Ouropelvis e seus companheiros da Instituição de Heroísmo & Manutenção da Ordem não são os heróis que todos pensam. Uma graphic novel repleta de magia, ciência, coragem e amizade. Esse é um livro dedicado a todas as meninas monstros. Que somos todas nós que não somos uma coisa só. A história começa quando Nimona decidi oferecer os seus serviços para o famoso vilão do reino. Após muita insistência, por parte da menina, Coração-Negro decidi aceita-la como sua comparsa. Porém, aos poucos o vilão vai perceber que os poderes de Nimona são tão sombrios e misteriosos quanto o passado dela. E o lado imprevisível dela talvez seja mais perigoso do que ele está disposto a admitir. Nimona é uma graphic novel que mostra que nem tudo aquilo que vemos seja a realidade pura e simples, que há muito mais por de trás de cada pessoa e ação. Que os heróis podem não ser tão bons assim, que os vilões podem fazer maldades por causa das circunstâncias, que o poder pode estar nas mãos de pessoas ambiciosas demais para zelar pelo povo, e que um monstro pode ser na verdade um amigo disfarçado. Em Nimona o amor vem embalado junto com uma porção de histórias mal resolvidas, rancor e orgulho. Mas, assim como uma boa história de cavaleiros, a amizade e companheirismo vencerão após uma batalha com direto a dragão e armas de energia ultra tecnológicas. Nimona é uma anti-heroína apaixonante! Cheia de atitude, opinião e impulsiva. Ela não é perfeita, suas motivações muitas vezes podem ser questionáveis, mas é isso que a torna tão especial. Por mais que ela seja uma personagem com poderes mágicos e viva em outro universo, ainda assim ela consegue criar uma identidade com o leitor. Eu senti muito isso durante a leitura. Por ela ser várias em uma só ela se torna uma metáfora daquilo que todos nós também somos, um universo dentro de um corpo! A autora dedica o livro a todas as meninas monstros. E durante todo o livro fica claro como Nimona é a representação de nós, mulheres. Ela oscila em momentos de ternura e maldade, de diversão e mau humor, de expansão e introversão. Quem nunca se sentiu uma metaforma? Mudando ao longo do anos, meses, semanas e dias?

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Além de Nimona, todos os outros personagens também são muito bem trabalhados e interessantes. Alguns você terá vontade de abraçar e bater um bom papo, senti isso pela cientista Dra. Blitzmeyer. Mas, como não quero dar spoilers falando sobre cada um dos personagens sugiro que você clique aqui para ler o perfil de cada um deles <3 O livro em si é muito lindo! Essa edição é capa comum, mas vem com verniz localizado na capa e o papel do miolo é de Couché fosco (muito prazeroso de folhear) e é todo colorido. Essa capa é muito significativa, e só quem leu o livro até o fim vai entender todas as referências. A leitura é super tranquila, li em um dia. Não dá vontade de parar! Essa história realmente me pegou de jeito.

Nimona é um quadrinho que mistura magia, ciência, momentos de fofura, outros de comédia e alguns de cortar o coração. Não é uma história padrão de fantasia, e por isso que eu gostei tanto!

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A autora, Noelle Stevenson, foi premiada com um Eisner Award por Nimona. Ela também é cocriadora da aclamada série de quadrinhos Lumberjanes (que eu tenho muita vontade de ler) e já colaborou com publicações da Disney, da Marvel e da DC Comics. Formada pelo MICA, mora em Los Angeles e no tempo livre, gosta de desenhar super-heróis e reclamar de programas ruins de TV.

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Indico essa leitura para todos, mas principalmente para aquelas pessoas que se sentem meio desajustados no mundo. Os meninos e meninas monstros que vivem por aí <3

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Com amor, Hady
Literatura

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se (Mark Manson)

19 de dezembro de 2017
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A Sutil Arte de Ligar o F*da-se não é um livro de auto ajuda comum. Ele não promete entregar fórmulas secretas para ser feliz, não diz para você sempre “pensar de maneira positiva”, e todo esse tipo de sucesso enlatado que muitos livros vendem por aí. Mark Manson quer compartilhar o que ele aprendeu durante a sua vida. Ele diz que não existem fórmulas secretas para ser feliz. Que todos nós sabemos que somos cheios de falhas e limitações, mas não adianta fingir que não podemos vê-las – o melhor é reconhecer, aprender e aceitar os limões que a vida nos dá.

Quando eu era mais jovem (me senti uma senhora, hahaha) costumava ler muitos livros de auto ajuda. Na época eles tinham uma certa relevância e me ajudavam a lidar com os problemas. Porém, com o passar dos anos comecei a perceber que eu estava apenas reproduzindo o que lia nos livros. Que estava deixando de pensar por conta própria e que no final das contas eu só estava seguindo umas fórmulas meio fracassadas para alcançar a felicidade e auto entendimento. No resumo eu era uma fraude, nada do que eu lia e fazia parecia funcionar. Aí aboli os livros de auto ajuda da minha vida e decidi encontrar as respostas para as minhas indagações por conta própria.

Foi somente nesse ano que passei a ler uma coisa ou outra do gênero. Apreciando tudo com muita moderação, é claro. Até que vi na seção de lançamentos da editora Intrínseca um título que me chamou a atenção, esse livro era A Sutil Arte de Ligar o F*da-se. Além do título instigante a sinopse também era bem interessante. Um livro que convida o leitor a esquecer tudo o que ele aprendeu sobre auto ajuda e que diz não ser um livro de auto ajuda padrão. Bem era exatamente isso que eu precisava! E não me arrependi de ter comprado. A Sutil Arte de Ligar o F*da-se foi uma leitura fluida e rápida. Praticamente devorei o livro!

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Pensar Positivo? Às vezes a vida é uma droga mesmo, e a atitude mais saudável é admitir isso.

Mark Manson não tem meandros ou meias palavras. Com um estilo honesto e divertido, ele se tornou popular escrevendo em seu blog o que as pessoas realmente precisavam ouvir sobre relacionamentos e sobre a vida em geral. Ele é o tipo de pessoa que acredita que somente umas boas verdades ditas na cara serão realmente efetivas para nos fazer evoluir pessoal e profissionalmente.

O autor fala sobre a sua vida e experiências (tanto as boas como as ruins) que o fizeram amadurecer. Ele não é um psicológico, cientista ou coach, tudo o que ele aprendeu foi através das experiências cotidianas. E isso que é legal!

Ao ler o livro me senti conversando com um amigo, que fala besteira, uns palavrões, que te dá umas cortadas e me faz rir. É bem diferente de ler um livro de auto ajuda repleto de frases de efeito que só mostram histórias de sucesso e superação. Eu até me sentia mal por não ser tão boa quanto o autor. Com Manson é diferente. Ele fala sobre os seus fracassos, inclusive aqueles que nunca resultaram em sucesso, que só foram fracassos e pronto. Também conta sobre os momentos em que ele foi um babaca, os traumas que passou e como tudo isso o ajudou a perceber que a vida não é fácil, mas pode ser muito boa. Para o autor a vida não é um eterno estado de euforia. Ela pode ser bem tensa em muito momentos, mas depende da gente escolher pelo o que lutar, então foda-se o resto!

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Assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado. É daí que vem o progresso. Culpar os outros é apenas escolher sofrer.

Ah, e muito se engana quem pensa que ligar o foda-se é deixar de se importar com as pessoas, coisas e eventos. Não! Ligar o foda-se não é se tornar um babaca indiferente. Ligar o foda-se é deixar de fantasiar sobre a vida. É entender que viver não é um parque de diversões. Aceitar a realidade te faz estabelecer prioridades. E Manson nos dá algumas pistas sobre como aceitar melhor os altos e baixos da vida.

Leitura mais que indicada! Como escrevi no começo desse post eu tenho alguns receios sobre livros de auto ajuda. Porém, esse é de longe um dos mais sinceros que eu já li. Repito, ler esse livro é como conversar com um amigo, você pode até não concordar com tudo, mas sempre tirará algumas lições estando ao lado dele.

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Receitas

Receita: Chocolate quente com leite de coco e gergelim

2 de junho de 2016

O inverno nem chegou e a temperatura já está começando a cair por aqui. O que é maravilhoso, já que eu tenho uma quedinha (um tombo, na verdade) por dias frios e nublados! E como os dias gelados estão sendo mais frequentes estou aproveitando para tirar meus casacos do armário, e também para preparar receitas que se encaixam perfeitamente nessa época. E claro, vou compartilhar algumas delas com vocês! Começando por uma bebida quentinha perfeita para tomar bem debaixo das cobertas.

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Esse chocolate foge um pouco do convencional. O sabor é mais exótico, com toque de especiarias e gergelim torrado. Ele fica bem encorpado e cremoso. Não é super doce e tem um saborzinho de torrado delicioso.

Ingredientes

  • 1 barra de chocolate amargo
  • 2 xícaras de leite de coco (o ideal é que seja fresco)
  • 3 colheres de sopa de gergelim torrado e triturado
  • 250ml de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de açúcar refinado
  • Canela a gosto
  • Noz moscada a gosto

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Modo de preparar

Comece preparando o leite de coco. O ideal é que esse leite seja fresco, então bata pedaços de coco com água no liquidificador e depois coe numa peneira para separar o bagaço do líquido. Se você não tiver coco in natura você pode usar o leite de coco industrializado. Aqueles de garrafinha de vidro mesmo. Não é o mais recomendável, mas também funciona.

Em uma panela pequena adicione o leite de coco e leve ao fogo. Quando o leite estiver fervendo adicione aos poucos o chocolate amargo. Quando o chocolate estiver todo derretido adicione o gergelim torrado e triturado.

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Assim que a bebida estive bem quente é só adicionar a canela e a noz moscada e desligar. Em uma tigela à parte adicione o creme de leite, ele precisa estar geladinho, com o açúcar e bata bem com um fouet ou na batedeira. Até atingir o ponto de chantilly, reserve.

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Em canecas individuais adicione o chocolate bem quente até a metade, e preencha o restante com o creme de leite. Dê uma uma mexida bem de leve do centro para fora, para formar elipses com a mistura do creme e do chocolate. Fica tão bonito! E salpique por cima com algumas sementes de gergelim torradas.

Agora é só saborear!

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Esse chocolate quente tem sabor de alegria, de finais de semana preguiçosos em que você aproveita a calma do seu cantinho para ler ou assistir alguma série.

Se vocês fizerem não esqueçam de comentar contando o resultado e se caso tiver foto me marca lá no Instagram!

Nos vemos na próxima pessoal!

Literatura

Anne Frank foi a minha melhor amiga.

20 de maio de 2016

Quando tinha 12 anos li pela primeira vez O Diário de Anne Frank. Na época eu estudava em casa e meu círculo social era bem reduzido, se formos comparar com as demais crianças da minha idade que frequentavam a escola “normal”. Esse fato não me incomodava em absolutamente nada. Eu adorava estudar em casa! No entanto preciso ser sincera ao fato de que era uma criança solitária. Acredito, analisando hoje, que a minha personalidade introspectiva também tinha seu quinhão no fato.

Naquela época para mim era extremamente normal viver em um mundo à parte, em uma chácara com meus pais, irmãos, cachorros, papagaio, mini vaca, pônei, lagartos, galinhas, tartarugas, tucano, macaco, etc. Sim, já tive muitos animais! Era divertido ser diferente e aproveitar os benefícios de uma vida mais livre, longe de uma sala de aula. Era eu, uma casinha no campo, minha família, meus animais e meus livros. Fui muito feliz vivendo assim.

Hoje, mais madura e um pouco mais vivida, reconheço que aos doze anos minha visão de mundo era bem diferente das demais crianças da minha idade. E os livros que eu lia foram responsáveis por isso. Nas páginas gastas de muitos livros que encontrei minhas amizades mais duradouras. Não achem estranho. Há pessoas que se sentem mais confortáveis vivendo outras histórias e em outros universos. Eu era uma dessas pessoas. Muitos personagens da literatura tornaram-se meus amigos e conselheiros.

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Uma das minhas melhores amigas dessa época foi Anne Frank. Quando li os primeiros capítulos do seu diário senti uma atração instantânea pela personalidade da menina. Eu sentia como se a conhecesse de longa data. Nossas opiniões combinavam, apesar de ela ter vivido muitos anos antes de mim, numa época diferente e num cenário mundial bem mais crítico. Mas sei lá, algo nela lembrava a mim mesma. Mesmo ela sendo muito espontânea, mandona e irreverente. Talvez fosse o gosto pela escrita e sua alma sonhadora.

Com Anne Frank aprendi que escrever é a melhor maneira de entender seus próprios sentimentos e desabafar.

Aprendi que você nem sempre vai ser a pessoa mais agradável aos olhos dos outros, mas que é preciso manter-se firme aos seus ideais apesar das opiniões alheias.

Que a vida é dura, e muito, ainda mais para Anne que na adolescência precisou se esconder para salvar-se da guerra. Ser madura não é só questão de idade, você não precisa ser velho para entender algumas coisas sobre a vida. Há jovens muito mais maduros e sábios que alguns velhos por aí, isso depende de como você encara a vida, e como aproveita a sua experiência cotidiana para aprender e sempre evoluir.

Que é preciso manter alguns segredos por sanidade própria. Ser um livro aberto pode machucar as pessoas que estão ao seu lado e a si próprio. Guarde certas opiniões só para você.

Aprendi que o mundo é injusto, que pessoas boas morrem, que nem sempre o final é feliz. Anne morreu muito jovem em um campo de concentração sem nunca saber que seu diário um dia iria ser um dos livros mais vendidos do mundo! E que esse livro um dia acabou sendo adquirido pela minha avó, que por sua vez o deixou na estante da minha casa e que em uma tarde preguiçosa foi encontrado por mim. Anne nunca soube que o seu diário me ajudou, me acompanhou, alegrou, me emocionou e cativou durante anos a fio.

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Até hoje, lendo uma nova edição de capa azul (essa aí da foto), consigo entender perfeitamente o por quê de eu ter amado tanto Anne quando eu tinha doze anos. Dez anos se passaram e Anne continua sendo uma boa companhia. A menina franzina de sorriso cativante que mostrou ao mundo um ponto de vista diferente sobre a segunda guerra mundial. E o mais incrível, sem fazer a menor ideia do que estava produzindo! Muitos dizem que o livro sofreu diversas alterações, para mim pouca importa. A essência está lá, pelo menos espero que sim.

anne frank

Se um dia eu tiver uma filha vou dar de presente no seu 12º aniversário a velha edição do livro que foi da minha avó. Talvez isso demore um pouco (ou até não aconteça, quem sabe do futuro?), então pretendo presentear a Eliza Victória também com esse livro quando ela fizer doze anos. Espero que ela encontre nessas páginas o mesmo amor, coragem e determinação que eu encontrei.

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Anne foi minha melhor amiga na época em que eu não tinha muitas amigas. Anne foi a garota forte, determinada, inteligente, questionadora, ao mesmo tempo frágil e cheia de indagações sobre o mundo e sobre si mesma. Para mim Anne foi a amiga perfeita, com quem eu podia sempre contar.

Meu Deus! Como um livro pode mudar a vida de uma pessoa dessa maneira? É tão mágico! E hoje, quando acabei mais uma releitura, das inúmeras que já fiz, fiquei divagando em pensamentos sobre a importância dos livros na vida das pessoas.

Quem aí tem livros que são praticamente seus melhores amigos? Que formaram seu caráter, que te ensinaram muitas lições, que te acompanharam em jornadas pessoais? Eu tenho uma lista! Quem sabe um dia eu compartilhe aqui no VUOU.

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Me conta qual livro te faz suspirar toda vez que você lê. Vou gostar muito de saber 🙂 Até a próxima pessoal!
Receitas

Receita: Financiers

18 de maio de 2016

Financiers, ah como eu amo financiers! Amanteigados e amendoados esses bolinhos combinam muito bem com chás cítricos, café recém passado, uma tarde preguiçosa e claro, boa companhia. Ele fica ainda mais gostoso quando compartilhado.

Esse é um quitute francês que mesmo sendo muito simples ao olhar ao dar a primeira mordida dá para notar que não é qualquer bolinho. O segredo está na farinha de amêndoas que deixa o bolinho com uma casquinha externa levemente crocante e no interior uma massa fofa e saborosa. Basicamente esses são pequenos bolos feito a partir de uma mistura aerada de amêndoas moídas e claras batidas.

A história verídica ninguém sabe ao certo (ou pelo menos nas minhas pesquisas ninguém o sabe), mas no consenso geral dizem que o Financier surgiu na França, por volta dos anos 1890, quando um confeiteiro francês inspirou-se nos bolinhos que as irmãs da Ordem da Visitação preparavam. Dizem que ele assou os bolinhos de amêndoas em formato retangular, lembrando o formato de uma barra de ouro, e os chamou de Financiers para chamar a atenção da clientela dos arredores da confeitaria, que ficava em um bairro onde a bolsa de valores operava em Paris e era composta basicamente por banqueiros. Uma sacada genial! Os Financiers tornaram-se os bolinhos dos financeiros. No entanto, há quem conteste essa versão. Bem, a origem ninguém sabe ao certo, o importante é que a receita existe!

Quando fui preparar os financiers não consegui encontrar forminhas no formato retangular para vender, então usei as de cupcakes que eu já tinha aqui em casa. O que não tem problema, já que não é obrigatório o uso de forminhas retangulares, só se você quiser fazer da maneira mais tradicional.

A receita não é nenhum bicho de sete cabeças, só é preciso um pouco de atenção para preparar a beurre noisette sem deixar que ela passe do ponto.

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INGREDIENTES:

• 3 claras

• 110g de açúcar de confeiteiro, ou 14 colheres de sopa rasas.

• 55g de farinha de amêndoas, ou 7 colheres de sopa rasas.

• 35g de farinha de trigo branca, ou 5 colheres rasas.

• 100g de beurre noisette (que vou ensinar a preparar a seguir).

MODO DE PREPARO:

Em uma vasilha de vidro coloque as claras e passe pela peneira o açúcar de confeiteiro, a farinha de amêndoas e a farinha de trigo. Misture bem com uma colher de pau até a massa ficar bem homogênea. Agora adicione a beurre noisette. A beurre noisette é um estágio da manteiga, que após ser aquecida por um tempo fica com um tom de cor e aroma de amêndoa. Vamos tentar? Primeiro você leva a manteiga ao fogo bem baixinho, quando ela estiver bem derretida a manteiga vai separar as partículas sólidas das líquidas, essa é a manteiga clarificada, agora é preciso esperar até que a manteiga pare de borbulhar e ganhe uma cor marrom, de caramelo. Desligue o fogo, espere esfriar e então passe o líquido por uma peneira fina para tirar os resíduos sólidos. Então, é só adicionar à massa e misturar bem. Quando a massa estiver pronta cubra-a com um plástico filme e leve para a geladeira de um dia para o outro.

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No dia seguinte você vai notar que a massa vai estar bem firme. Agora você unta as forminhas com manteiga e divide a massa em cada uma delas. Para a forma que usei coloquei uma colher de sopa cheia da massa e a quantidade foi exata.

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Leve a forma com os bolinhos para assar ao forno pré-aquecido a 180ºC. Após 20 minutos, em média, quando os Financiers estiverem com as bordas douradas é hora de desligar o forno e esperar esfriar. Quando os bolinhos estiverem bem frios você desenforma. Aí você pode salpicar com açúcar de confeiteiro por cima e até colocar frutas, como cerejas, amoras, morangos e blueberrys para acompanhar. E tcharam! Os Financiers estão prontos para serem devorados. receitavuou9

Essa receita rende de 7 a 8 bolinhos. Mas acho uma boa ideia duplicar as medidas, porque 8 bolinhos somem num piscar de olhos! Espero que vocês tenham gostado da receita, e se alguém fizer não esquece depois de me contar o resultado e tirar uma foto bem legal e me marcar para que eu possa ver.

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Um grande abraço para todos! Até a próxima 😉