Processed with VSCO with f2 preset
Cotidiano

Segura esse rojão

Estou me sentindo uma reclamona nos últimos tempos. Se me perguntarem como a anda vida logo digo “Tá tudo bem”, mas se alguém mostrar um pouco de interesse nas minhas mazelas cotidianas logo complemento “uma loucura, tanto estudo, o trabalho então nem se fala, cansada, com sono…” Aí entra o meu modo reclamona. Mas fazer o quê… Semana passada tive vontade de chorar, sou boa nisso. As lágrimas brotam descontroladamente e sem muito esforço. E é bom, sabia? Lava a alma e alivia. Pois bem, semana tive vontade de chorar para desabafar, mas as lágrimas não brotaram. E logo vi que eu não tenho tempo para chorar. Sequei. Quem diria.

Não quero me estender nas reclamações. Então venho por meio desse post dizer que três coisas muito boas me aconteceram nas últimas três semanas. Tive minha primeira aula no curso de gastronomia, entreguei meu TCC e fiz a defesa da pós, entreguei um projeto profissional que me tirou o couro durante esse ano.

Mas posso reclamar de novo? O mundo anda tão estranho, as pessoas tão perdidas, tanto ódio, tanta intolerância… mas ainda tem tanta coisa boa, sorriso de criança, sorvete em dia quente, vento no rosto, pé no chão, subida de montanha. E assim continua a vida, uma puta sádica. Que me faz apaixonar por elas todos os dias, mas no fundo fico me perguntando se não é muito investimento por uns minutinhos de prazer.  Porém me sinto grata. Grata e reclamona… provavelmente bipolar mesmo.

No resumo, se me perguntarem como anda a vida repito Chico:

“Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate o sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão” – Meu Caro Amigo 

Então por favor me dá mais uma dose aí.

cotidiano-vuou-13

cotidiano-vuou-10

cotidiano-vuou-12

cotidiano-vuou-14

cotidiano-vuou-15

cotidiano-11


Com amor,

Hady.

You may also like
Gastronomia
Meus rumos na gastronomia
14 de outubro de 2017
Cotidiano
Menininha não cresça mais não
14 de setembro de 2017
Cotidiano Gastronomia
Gastronomia, sonhos e coragem tardia.
23 de agosto de 2017
vuou-gastronomia
Cotidiano Gastronomia

Gastronomia, sonhos e coragem tardia.

Os meus sonhos costumavam vir, na maioria das vezes, embalados em expectativas que eu criava na minha cabeça, hora irreais e muito imaturos. Não há nenhum problema em sonhar, é até muito bom. Mas estou aprendendo uma coisa, as oportunidades não aparecem, pelo menos para mim, da maneira exata que imaginei. Sem desespero. A vida vai passando e com ela cai a ficha que todos os dias estou morrendo um pouco mais. Só tenho essa chance, não vou ser besta de ficar fazendo muitas exigências. Sempre sonhei em ter um restaurante, uma padaria ou café. Mas só sonhei mesmo. Muitas vezes eu me perdia em pensamentos sobre o assunto. Cozinhar é uma paixão antiga, mas ainda pouco explorada. Já pensei várias vezes em fazer Gastronomia, mas eu sempre colocava um empecilho. Curso muito caro, mudar para São Paulo, preparar carnes, e blá blá blá… Durante alguns anos eu matutava sobre o assunto, mas sem grandes avanços. Até que um dia eu me encarei no espelho e vi uma Hadassah cansada e com uma ruguinha aparecendo. O tempo tá passando. Entrei na Internet e comecei a pesquisar cursos de Gastronomia e encontrei um que se encaixava à minha atual realidade, minhas necessidades e ao meu bolso. Não era exatamente o que eu idealizei, mas deixei esse detalhe de lado e decidi dar o melhor de mim sem exigir o momento perfeito para encarar o desafio. Porque talvez o momento perfeito seja apenas uma ilusão, talvez o momento perfeito seja aquele que a gente cria. Fiquei pensando nisso… E  numa tarde na chuvosa São Paulo fiz minha matricula em Gastronomia. Deixei de lado minhas expectativas, preconceitos, medos, e decidi encarar o desafio de fazer um curso EAD, não abandonar minha carreira atual e descobrir como unir as minhas paixões a um propósito que não seja bom somente para mim, mas também para as pessoas que eu tiver a alegria de compartilhar. Não sei o que vai dar, mas tô animada em descobrir e aprender com as minhas quedas e conquistas. Sei que não vai ser muito fácil. Terei que me abster de certas coisas para me focar nisso, mas que venha o que vier eu vou encarar.

“A vitória está reservada àqueles que estão dispostos a pagar o preço.” – Sun Tzu

Espero que vocês também não deixem suas paixões e sonhos para depois.

vuou-sp

cotidiano-vuou-2

Com amor,

Hady.

You may also like
Gastronomia
Meus rumos na gastronomia
14 de outubro de 2017
Cotidiano
Menininha não cresça mais não
14 de setembro de 2017
Cotidiano
Segura esse rojão
4 de setembro de 2017
Cotidiano

Há dias e dias…

Há dias que sou uma bagunça, um desastre ambulante, tudo que toco vira pó. Há dias que penso em desistir, bate o desespero, o coração aperta e as lágrimas teimam em sair. Há dias que nada dá certo e eu não consigo ser forte o suficiente. Para esses dias há o auto amor, o auto agrado, fazer por mim mesma o que eu faria por uma amiga amada. Nesses dias o café da manhã é caprichado e as flores vão para a mesa. Nesses dias faço uma lista de motivos para agradecer, e por mais trivial que pareça, essas pequenas ações costumam ajudar. Se a gente não se ajudar, se a gente não se completar, se a gente não der o primeiro passo, quem vai? Há dias que sou feliz e triste sozinha, e são nesses dias que aprendo a lidar melhor com a pessoa que carregarei pelo resto da vida. Que pelo menos fiquemos em bons acordos.

Com amor,

Hady

cotidiano-vuou-part1-1
Cotidiano Fotografia

Pedaços do cotidiano #1

A vida é feita de fases e eu demorei um bocado para entender os meus ciclos. Sei que ainda não me entendo por completo, mas felizmente me sinto mais preparada para enfrentar algumas adversidades que no passado me faziam sofrer além do necessário. Como atualmente, em que os meus dias estão cada vez mais agitados e compromissados. Sinto que estou remando contra a minha vontade de viver uma vida mais simples e leve, isso me deixa um pouco desconfortável, mas eu também entendo que esse é o momento de arriscar, investir em alguns sonhos antigos, estudar, trabalhar e juntar recursos. Preciso aproveitar as oportunidades que surgem. Então eu respiro fundo, tomo uma caneca de chá e continuo em frente.

• Recentemente encomendei alguns livros pelo Book Depository. Acho tão legal que as livrarias gringas mandem marca páginas com os livros. Pena que por aqui as lojas virtuais não possuem esse costume.

• Os livros que encomendei são sobre estilo de vida e simplicidade. Comprei todos sobre o mesmo assunto com a pretensão de fazer algumas pesquisas para o blog, aprender conceitos e ideias novas para passar à diante para vocês. Porém lá no fundo eu sei que vai ser ótimo para a minha vida pessoal, confesso que estou precisando me reorganizar e pensar mais sobre as minhas escolhas e rotina.

• Minha mãe começou um novo projeto, pelo menos parece com um projeto. Ela está plantando suculentas como se não houvesse amanhã e espalhando os vasos pela casa. Tem suculentas na varanda, nas mesas e até no banheiro e na cozinha! Eu acho tudo muito divertido.

• Meses atrás meu pai viajou para a África do Sul e me trouxe de presente um elefante esculpido em madeira. Fiquei tão, mas tão feliz! Sou apaixonada por elefantes e fiquei encantada pelo trabalho tão cuidadoso do artesão <3

cotidiano-vuou-par1-3

cotidiano-vuou-part1-2

cotidiano-vuou-part1-4

cotidiano-vuou-part1-5

E como estão as coisas aí do outro lado? Espero que tudo esteja bem com vocês!

Com amor,

Hady

 

You may also like
Gastronomia
Meus rumos na gastronomia
14 de outubro de 2017
Cotidiano
Menininha não cresça mais não
14 de setembro de 2017
Cotidiano
Segura esse rojão
4 de setembro de 2017
DCIM100GOPROGOPR0221.JPG
Aventuras ao ar livre Viagem

Diário de Travessia: Serra Fina, dia 2

Acordamos no topo do Camelo a 2.380 metros de altura. Depois da primeira noite na Travessia da Serra Fina estávamos tão animados para aproveitar cada minuto da experiência que nem ligamos para o frio da madrugada que formou uma camada de gelo nas barracas e no chão. Saímos dos nossos sacos de dormir aos pulos. Do lado de fora o vento estava de castigar, mas ver o nascer do dia nas montanhas valeu cada rajada na cara. O sol ainda não havia despontado, mas o céu estava clareando aos poucos criando uma atmosfera encantada. Tive a sensação de estar em um local sagrado. Me senti perto de Deus, perto do céu.

serrafina-vuou-2

Assim que o sol nasceu trocamos nossas roupas e começamos os preparos para começar a caminhada. Eu fui para o fogareiro para fazer o desjejum e meu pai foi desmontar a barraca. Depois de uma boa caneca de café quente, pão e frutas secas, colocamos todos os aparatos nas mochilas, fizemos uma oração e começamos a subida. Porque na Serra Fina é assim, subidas e mais subidas.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

A subida até o Alto do Capim Amarelo é bem íngreme, pelo percurso tivemos que nos agarrar a cordas e escalar pelos barrancos escorregadios e molhados. O que dificultava eram as mochilas e nosso corpo ainda frio. Nota; preciso lembrar de me alongar antes das caminhadas. O legal é que todo mundo do grupo apoiava um ao outro e se alguém escorregava a gente se divertia, ria e seguia em frente.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Durante a travessia há topos mais altos do que outros, eles são como pontos de referência e alguns deles possuem uma caixa de metal com um caderno e caneta dentro. Esses cadernos são um marco para os trilheiros e montanhistas. Neles deixamos nossos nomes e a data do dia que passamos pelo local. A maioria de nós também deixou um pequeno texto ou frase sobre a sensação de estar fazendo a travessia.

serrafina-vuou-7

serafins-vuou-8

É como dizem, tudo que sobe também desce, o que valeu para o segundo dia de caminhada. Assim que chegamos ao topo do Alto do Capim Amarelo tivemos que enfrentar a nossa primeira descida. Porém não é só uma simples descida, caro leitor. É uma descida chata pra caramba! A vegetação dominante é de bamboos fininhos e cortante, que pinicam a pele, enroscam nas mochilas e machucam as mãos e o rosto. Por isso, é essencial usar blusas de manga comprida, luvas e cobrir a mochila com a capa de chuva para evitar que as partes sobressalentes prendam nos galhos compridos dos bamboos. Não é lá muito gosto andar entre essa vegetação, entretanto preciso ser sincera, ela domina a trilha! Então o melhor a se fazer é focar na meta do dia e passar por cima desses galhinhos malignos.

serrafina-vuou-9

No segundo dia é essencial que chegar na Cachoeira Vermelha para abastecer a reserva de água. Então não teve choro nem vela, tivemos que manter um bom ritmo de caminhada durante todo o dia para chegar a tempo nos pontos de acampamento para pegarmos os locais mais protegidos do vento para podermos passar a noite. O almoço foi bisnaguinha, queijo parmesão e frutas secas. Não tivemos tempo para paradas mais longas e nem para cozinharmos.

serrafina-vuou-7

Pela frente, adivinhem… subidas e mais subidas! Andamos pelas cristas das montanhas, que é minha parte favorita! Andar por um caminho estreito com apenas uma grande queda a cada lado deixa tudo mais emocionante e desafiante.

serrafina-vuou-10

Assim que nos aproximamos da Cachoeira Vermelha o terreno começou a ficar mais ameno. Como ainda estava cedo e tinha luz do dia decidimos andar um pouco mais até o Rio Claro, aos pés da Pedra da Mina. Montamos nossas barracas, abastecemos nossas garrafas e tomamos nosso banho de gato (hahahaha). Ao final desse dia fiz uma baita janta, com arroz e feijão e tudo! E novamente apareceu um ratinho enquanto eu preparava a janta. Só que esse era mais atrevido do que o outro e tentou entrar na minha sacola de mantimentos. Tive que praticamente tirar-lo com as mãos.

Satisfeitos entramos na barraca às 19:00 horas, muito cedo para dormir então para garantir tomei Dramin para cair logo no sono. Tudo parecia estar bem, porém mal sabíamos o perrengue que íamos passar durante a noite. O frio dessa vez foi cruel. Meu pai e eu tivemos a nossa pior noite, acordamos muitas vezes com frio e reclamando dos pés gelados e dores no corpo. Ainda bem que a noite não dura para sempre e assim que o dia começou a despontar agradecemos a Deus, estávamos ansiosos para colocar logo as botas nos pés e subir a Pedra da Mina. Ficar na barraca estava sofrido.

CONTINUA…

1ª parte da viagem

 

You may also like
Aventuras ao ar livre
Aprenda a montar um kit de primeiros socorros para aventuras na natureza
22 de outubro de 2017
Aventuras ao ar livre Viagem
Diário de Travessia: Serra Fina, dia 3 e 4
18 de outubro de 2017
Aventuras ao ar livre Viagem
Diário da Travessia: Serra Fina, dia 1
17 de julho de 2017
Close