Literatura

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se (Mark Manson)

19 de dezembro de 2017
a sutil arte de ligar o f*da-se

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se não é um livro de auto ajuda comum. Ele não promete entregar fórmulas secretas para ser feliz, não diz para você sempre “pensar de maneira positiva”, e todo esse tipo de sucesso enlatado que muitos livros vendem por aí. Mark Manson quer compartilhar o que ele aprendeu durante a sua vida. Ele diz que não existem fórmulas secretas para ser feliz. Que todos nós sabemos que somos cheios de falhas e limitações, mas não adianta fingir que não podemos vê-las – o melhor é reconhecer, aprender e aceitar os limões que a vida nos dá.

Quando eu era mais jovem (me senti uma senhora, hahaha) costumava ler muitos livros de auto ajuda. Na época eles tinham uma certa relevância e me ajudavam a lidar com os problemas. Porém, com o passar dos anos comecei a perceber que eu estava apenas reproduzindo o que lia nos livros. Que estava deixando de pensar por conta própria e que no final das contas eu só estava seguindo umas fórmulas meio fracassadas para alcançar a felicidade e auto entendimento. No resumo eu era uma fraude, nada do que eu lia e fazia parecia funcionar. Aí aboli os livros de auto ajuda da minha vida e decidi encontrar as respostas para as minhas indagações por conta própria.

Foi somente nesse ano que passei a ler uma coisa ou outra do gênero. Apreciando tudo com muita moderação, é claro. Até que vi na seção de lançamentos da editora Intrínseca um título que me chamou a atenção, esse livro era A Sutil Arte de Ligar o F*da-se. Além do título instigante a sinopse também era bem interessante. Um livro que convida o leitor a esquecer tudo o que ele aprendeu sobre auto ajuda e que diz não ser um livro de auto ajuda padrão. Bem era exatamente isso que eu precisava! E não me arrependi de ter comprado. A Sutil Arte de Ligar o F*da-se foi uma leitura fluida e rápida. Praticamente devorei o livro!

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Pensar Positivo? Às vezes a vida é uma droga mesmo, e a atitude mais saudável é admitir isso.

Mark Manson não tem meandros ou meias palavras. Com um estilo honesto e divertido, ele se tornou popular escrevendo em seu blog o que as pessoas realmente precisavam ouvir sobre relacionamentos e sobre a vida em geral. Ele é o tipo de pessoa que acredita que somente umas boas verdades ditas na cara serão realmente efetivas para nos fazer evoluir pessoal e profissionalmente.

O autor fala sobre a sua vida e experiências (tanto as boas como as ruins) que o fizeram amadurecer. Ele não é um psicológico, cientista ou coach, tudo o que ele aprendeu foi através das experiências cotidianas. E isso que é legal!

Ao ler o livro me senti conversando com um amigo, que fala besteira, uns palavrões, que te dá umas cortadas e me faz rir. É bem diferente de ler um livro de auto ajuda repleto de frases de efeito que só mostram histórias de sucesso e superação. Eu até me sentia mal por não ser tão boa quanto o autor. Com Manson é diferente. Ele fala sobre os seus fracassos, inclusive aqueles que nunca resultaram em sucesso, que só foram fracassos e pronto. Também conta sobre os momentos em que ele foi um babaca, os traumas que passou e como tudo isso o ajudou a perceber que a vida não é fácil, mas pode ser muito boa. Para o autor a vida não é um eterno estado de euforia. Ela pode ser bem tensa em muito momentos, mas depende da gente escolher pelo o que lutar, então foda-se o resto!

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Assumir a responsabilidade pelos nossos problemas é muito mais importante, porque é daí que vem o verdadeiro aprendizado. É daí que vem o progresso. Culpar os outros é apenas escolher sofrer.

Ah, e muito se engana quem pensa que ligar o foda-se é deixar de se importar com as pessoas, coisas e eventos. Não! Ligar o foda-se não é se tornar um babaca indiferente. Ligar o foda-se é deixar de fantasiar sobre a vida. É entender que viver não é um parque de diversões. Aceitar a realidade te faz estabelecer prioridades. E Manson nos dá algumas pistas sobre como aceitar melhor os altos e baixos da vida.

Leitura mais que indicada! Como escrevi no começo desse post eu tenho alguns receios sobre livros de auto ajuda. Porém, esse é de longe um dos mais sinceros que eu já li. Repito, ler esse livro é como conversar com um amigo, você pode até não concordar com tudo, mas sempre tirará algumas lições estando ao lado dele.

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Receitas

Receita: Chocolate quente com leite de coco e gergelim

2 de junho de 2016

O inverno nem chegou e a temperatura já está começando a cair por aqui. O que é maravilhoso, já que eu tenho uma quedinha (um tombo, na verdade) por dias frios e nublados! E como os dias gelados estão sendo mais frequentes estou aproveitando para tirar meus casacos do armário, e também para preparar receitas que se encaixam perfeitamente nessa época. E claro, vou compartilhar algumas delas com vocês! Começando por uma bebida quentinha perfeita para tomar bem debaixo das cobertas.

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Esse chocolate foge um pouco do convencional. O sabor é mais exótico, com toque de especiarias e gergelim torrado. Ele fica bem encorpado e cremoso. Não é super doce e tem um saborzinho de torrado delicioso.

Ingredientes

  • 1 barra de chocolate amargo
  • 2 xícaras de leite de coco (o ideal é que seja fresco)
  • 3 colheres de sopa de gergelim torrado e triturado
  • 250ml de creme de leite fresco
  • 2 colheres de sopa de açúcar refinado
  • Canela a gosto
  • Noz moscada a gosto

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Modo de preparar

Comece preparando o leite de coco. O ideal é que esse leite seja fresco, então bata pedaços de coco com água no liquidificador e depois coe numa peneira para separar o bagaço do líquido. Se você não tiver coco in natura você pode usar o leite de coco industrializado. Aqueles de garrafinha de vidro mesmo. Não é o mais recomendável, mas também funciona.

Em uma panela pequena adicione o leite de coco e leve ao fogo. Quando o leite estiver fervendo adicione aos poucos o chocolate amargo. Quando o chocolate estiver todo derretido adicione o gergelim torrado e triturado.

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Assim que a bebida estive bem quente é só adicionar a canela e a noz moscada e desligar. Em uma tigela à parte adicione o creme de leite, ele precisa estar geladinho, com o açúcar e bata bem com um fouet ou na batedeira. Até atingir o ponto de chantilly, reserve.

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Em canecas individuais adicione o chocolate bem quente até a metade, e preencha o restante com o creme de leite. Dê uma uma mexida bem de leve do centro para fora, para formar elipses com a mistura do creme e do chocolate. Fica tão bonito! E salpique por cima com algumas sementes de gergelim torradas.

Agora é só saborear!

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Esse chocolate quente tem sabor de alegria, de finais de semana preguiçosos em que você aproveita a calma do seu cantinho para ler ou assistir alguma série.

Se vocês fizerem não esqueçam de comentar contando o resultado e se caso tiver foto me marca lá no Instagram!

Nos vemos na próxima pessoal!

Literatura

Anne Frank foi a minha melhor amiga.

20 de maio de 2016

Quando tinha 12 anos li pela primeira vez O Diário de Anne Frank. Na época eu estudava em casa e meu círculo social era bem reduzido, se formos comparar com as demais crianças da minha idade que frequentavam a escola “normal”. Esse fato não me incomodava em absolutamente nada. Eu adorava estudar em casa! No entanto preciso ser sincera ao fato de que era uma criança solitária. Acredito, analisando hoje, que a minha personalidade introspectiva também tinha seu quinhão no fato.

Naquela época para mim era extremamente normal viver em um mundo à parte, em uma chácara com meus pais, irmãos, cachorros, papagaio, mini vaca, pônei, lagartos, galinhas, tartarugas, tucano, macaco, etc. Sim, já tive muitos animais! Era divertido ser diferente e aproveitar os benefícios de uma vida mais livre, longe de uma sala de aula. Era eu, uma casinha no campo, minha família, meus animais e meus livros. Fui muito feliz vivendo assim.

Hoje, mais madura e um pouco mais vivida, reconheço que aos doze anos minha visão de mundo era bem diferente das demais crianças da minha idade. E os livros que eu lia foram responsáveis por isso. Nas páginas gastas de muitos livros que encontrei minhas amizades mais duradouras. Não achem estranho. Há pessoas que se sentem mais confortáveis vivendo outras histórias e em outros universos. Eu era uma dessas pessoas. Muitos personagens da literatura tornaram-se meus amigos e conselheiros.

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Uma das minhas melhores amigas dessa época foi Anne Frank. Quando li os primeiros capítulos do seu diário senti uma atração instantânea pela personalidade da menina. Eu sentia como se a conhecesse de longa data. Nossas opiniões combinavam, apesar de ela ter vivido muitos anos antes de mim, numa época diferente e num cenário mundial bem mais crítico. Mas sei lá, algo nela lembrava a mim mesma. Mesmo ela sendo muito espontânea, mandona e irreverente. Talvez fosse o gosto pela escrita e sua alma sonhadora.

Com Anne Frank aprendi que escrever é a melhor maneira de entender seus próprios sentimentos e desabafar.

Aprendi que você nem sempre vai ser a pessoa mais agradável aos olhos dos outros, mas que é preciso manter-se firme aos seus ideais apesar das opiniões alheias.

Que a vida é dura, e muito, ainda mais para Anne que na adolescência precisou se esconder para salvar-se da guerra. Ser madura não é só questão de idade, você não precisa ser velho para entender algumas coisas sobre a vida. Há jovens muito mais maduros e sábios que alguns velhos por aí, isso depende de como você encara a vida, e como aproveita a sua experiência cotidiana para aprender e sempre evoluir.

Que é preciso manter alguns segredos por sanidade própria. Ser um livro aberto pode machucar as pessoas que estão ao seu lado e a si próprio. Guarde certas opiniões só para você.

Aprendi que o mundo é injusto, que pessoas boas morrem, que nem sempre o final é feliz. Anne morreu muito jovem em um campo de concentração sem nunca saber que seu diário um dia iria ser um dos livros mais vendidos do mundo! E que esse livro um dia acabou sendo adquirido pela minha avó, que por sua vez o deixou na estante da minha casa e que em uma tarde preguiçosa foi encontrado por mim. Anne nunca soube que o seu diário me ajudou, me acompanhou, alegrou, me emocionou e cativou durante anos a fio.

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Até hoje, lendo uma nova edição de capa azul (essa aí da foto), consigo entender perfeitamente o por quê de eu ter amado tanto Anne quando eu tinha doze anos. Dez anos se passaram e Anne continua sendo uma boa companhia. A menina franzina de sorriso cativante que mostrou ao mundo um ponto de vista diferente sobre a segunda guerra mundial. E o mais incrível, sem fazer a menor ideia do que estava produzindo! Muitos dizem que o livro sofreu diversas alterações, para mim pouca importa. A essência está lá, pelo menos espero que sim.

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Se um dia eu tiver uma filha vou dar de presente no seu 12º aniversário a velha edição do livro que foi da minha avó. Talvez isso demore um pouco (ou até não aconteça, quem sabe do futuro?), então pretendo presentear a Eliza Victória também com esse livro quando ela fizer doze anos. Espero que ela encontre nessas páginas o mesmo amor, coragem e determinação que eu encontrei.

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Anne foi minha melhor amiga na época em que eu não tinha muitas amigas. Anne foi a garota forte, determinada, inteligente, questionadora, ao mesmo tempo frágil e cheia de indagações sobre o mundo e sobre si mesma. Para mim Anne foi a amiga perfeita, com quem eu podia sempre contar.

Meu Deus! Como um livro pode mudar a vida de uma pessoa dessa maneira? É tão mágico! E hoje, quando acabei mais uma releitura, das inúmeras que já fiz, fiquei divagando em pensamentos sobre a importância dos livros na vida das pessoas.

Quem aí tem livros que são praticamente seus melhores amigos? Que formaram seu caráter, que te ensinaram muitas lições, que te acompanharam em jornadas pessoais? Eu tenho uma lista! Quem sabe um dia eu compartilhe aqui no VUOU.

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Me conta qual livro te faz suspirar toda vez que você lê. Vou gostar muito de saber 🙂 Até a próxima pessoal!
Receitas

Receita: Financiers

18 de maio de 2016

Financiers, ah como eu amo financiers! Amanteigados e amendoados esses bolinhos combinam muito bem com chás cítricos, café recém passado, uma tarde preguiçosa e claro, boa companhia. Ele fica ainda mais gostoso quando compartilhado.

Esse é um quitute francês que mesmo sendo muito simples ao olhar ao dar a primeira mordida dá para notar que não é qualquer bolinho. O segredo está na farinha de amêndoas que deixa o bolinho com uma casquinha externa levemente crocante e no interior uma massa fofa e saborosa. Basicamente esses são pequenos bolos feito a partir de uma mistura aerada de amêndoas moídas e claras batidas.

A história verídica ninguém sabe ao certo (ou pelo menos nas minhas pesquisas ninguém o sabe), mas no consenso geral dizem que o Financier surgiu na França, por volta dos anos 1890, quando um confeiteiro francês inspirou-se nos bolinhos que as irmãs da Ordem da Visitação preparavam. Dizem que ele assou os bolinhos de amêndoas em formato retangular, lembrando o formato de uma barra de ouro, e os chamou de Financiers para chamar a atenção da clientela dos arredores da confeitaria, que ficava em um bairro onde a bolsa de valores operava em Paris e era composta basicamente por banqueiros. Uma sacada genial! Os Financiers tornaram-se os bolinhos dos financeiros. No entanto, há quem conteste essa versão. Bem, a origem ninguém sabe ao certo, o importante é que a receita existe!

Quando fui preparar os financiers não consegui encontrar forminhas no formato retangular para vender, então usei as de cupcakes que eu já tinha aqui em casa. O que não tem problema, já que não é obrigatório o uso de forminhas retangulares, só se você quiser fazer da maneira mais tradicional.

A receita não é nenhum bicho de sete cabeças, só é preciso um pouco de atenção para preparar a beurre noisette sem deixar que ela passe do ponto.

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INGREDIENTES:

• 3 claras

• 110g de açúcar de confeiteiro, ou 14 colheres de sopa rasas.

• 55g de farinha de amêndoas, ou 7 colheres de sopa rasas.

• 35g de farinha de trigo branca, ou 5 colheres rasas.

• 100g de beurre noisette (que vou ensinar a preparar a seguir).

MODO DE PREPARO:

Em uma vasilha de vidro coloque as claras e passe pela peneira o açúcar de confeiteiro, a farinha de amêndoas e a farinha de trigo. Misture bem com uma colher de pau até a massa ficar bem homogênea. Agora adicione a beurre noisette. A beurre noisette é um estágio da manteiga, que após ser aquecida por um tempo fica com um tom de cor e aroma de amêndoa. Vamos tentar? Primeiro você leva a manteiga ao fogo bem baixinho, quando ela estiver bem derretida a manteiga vai separar as partículas sólidas das líquidas, essa é a manteiga clarificada, agora é preciso esperar até que a manteiga pare de borbulhar e ganhe uma cor marrom, de caramelo. Desligue o fogo, espere esfriar e então passe o líquido por uma peneira fina para tirar os resíduos sólidos. Então, é só adicionar à massa e misturar bem. Quando a massa estiver pronta cubra-a com um plástico filme e leve para a geladeira de um dia para o outro.

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No dia seguinte você vai notar que a massa vai estar bem firme. Agora você unta as forminhas com manteiga e divide a massa em cada uma delas. Para a forma que usei coloquei uma colher de sopa cheia da massa e a quantidade foi exata.

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Leve a forma com os bolinhos para assar ao forno pré-aquecido a 180ºC. Após 20 minutos, em média, quando os Financiers estiverem com as bordas douradas é hora de desligar o forno e esperar esfriar. Quando os bolinhos estiverem bem frios você desenforma. Aí você pode salpicar com açúcar de confeiteiro por cima e até colocar frutas, como cerejas, amoras, morangos e blueberrys para acompanhar. E tcharam! Os Financiers estão prontos para serem devorados. receitavuou9

Essa receita rende de 7 a 8 bolinhos. Mas acho uma boa ideia duplicar as medidas, porque 8 bolinhos somem num piscar de olhos! Espero que vocês tenham gostado da receita, e se alguém fizer não esquece depois de me contar o resultado e tirar uma foto bem legal e me marcar para que eu possa ver.

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Um grande abraço para todos! Até a próxima 😉
Entretenimento

10 lições que aprendi com o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

22 de abril de 2016

Já comentei aqui no VUOU que O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um dos filmes mais marcantes (preferidos) da minha vida! E não é só pela trilha sonora e fotografia, que são maravilhosas, mas principalmente porque o filme me ensinou algumas lições muito importantes sobre propósitos e perspectivas de vida .

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain tem um roteiro extremamente singelo e sensível, o que o torna muito mais especial. Amélie é uma garçonete tímida que vive em Paris e leva seus dias de uma maneira bem pacata, sem muitas surpresas. Com um histórico de isolamento ela acaba vivendo em uma redoma, em seu próprio universo. Entretanto, tudo muda quando Amélie descobre uma velha caixinha em seu apartamento. A busca pelo antigo dono da caixa mudará a perspectiva de Amélie sobre a vida e suas próprias emoções.

Depois de tantos anos assistindo esse filme (não me canso) Amélie acabou tornando-se uma “amiga”, uma personagem com quem tenho empatia, que reconheço os pontos fracos e os fortes. Se você também é fã, vai me entender. Vejo muito de mim nela, e acredito que todos temos um pouco de Amélie dentro de nós.

Mas vamos ao que interessa, essas são algumas das lições que aprendi com ela:

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1- Seus ossos não são de vidro. Você vai sobreviver a umas quedas e outras.

O vizinho de Amélie é um senhorzinho que vive isolado por causa de uma doença rara que torna seus ossos tão frágeis quanto vidro. O mundo dele acaba sendo reduzido ao seu apartamento. A doença o torna um homem solitário e muito cauteloso. Muitas vezes podemos encarar a vida como esse senhorzinho. Preocupados demais se as pessoas vão nos magoar, se vamos passar por dificuldades e se vamos sofrer. Acabamos nos isolando com medo de enfrentarmos as dificuldades, e isso não é bom. Nosso coração não é de vidro, não somos tão frágeis quanto pensamos ser. A vida nos derruba, machuca, mas também ensina e nos mostra escapatórias. A felicidade é uma soma de erros e acertos, de sofrimentos e momentos de euforia. No final precisamos descobrir o equilíbrio e aprender a ter resiliência. Você não precisa ter medo dos problemas, você só tem que ter coragem e paciência para aguentar a dor, uma hora passa e você ganha resistência.

2- Aprecie o charme das coisas simples da vida.

Amélie é uma pessoa que sabe apreciar os pequenos prazeres da vida. Aquelas sensações aparentemente banais que esquecemos de prestar atenção como; afundar a mão em um saco de grãos, jogar pedrinhas no lago, prestar atenção aos sons da cidade, etc, são para ela uma fonte de alegria. Aprendi com Amélie que a vida é mais doce e verdadeira quando nos atentamos aos detalhes dela. Por mais antagônico que pareça a simplicidade é algo muito difícil de cultivar! Vivemos em uma sociedade de exageros, onde ter mais dinheiro, ter mais roupas, mais curtidas, mais isso e mais aquilo, é sinônimo de alegria e sucesso. Mas vai por mim, o prazer está naquilo que é mais íntimo e mais cru. Que tal tentar a mudar seu olhar?

3- A vida é como o Grand Tour de France.

A vida é como o Grand Tour de France (uma tradicional corrida de ciclismo), você se esforça muito para ser o vencedor, mas um simples deslize, um segundo de distração vem alguém e pá! Passa na tua frente. A vida em boa parte é aproveitar as oportunidades, é ficar firme na sua competição. As pessoas vão passar na tua frente, e oportunidade que você estava esperando irá passar junto. Então, se você realmente quer algo não dê mole, foca no seu alvo e dê seu melhor. Agora, se não rolar, bem… não se desespere. A corrida é anual, você ainda pode continuar tentando 😉

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4- Faça algo de algo de bom para alguém sem esperar reconhecimento.

Amélie descobriu que ajudar as pessoas era algo que lhe dava muita alegria e satisfação. Mas ela não deixou que seus atos de gentileza se tornassem uma maneira de acariciar o ego. Às vezes é mais fácil gostar do papel de “boa pessoa” do que praticar o ato de bondade. Se for fazer algo de bom apenas faça, não é preciso plateia. Não queira nada em troca, se é dado deve ser de graça. O universo dá voltas meu caro, um dia você oferece a mão e no outro é você que recebe o apoio de alguém.

5- Quem vai arrumar a tua bagunça?

Amélie estava tão preocupada em ajeitar a vida dos outros que esquecia que ela também tinha seus próprios problemas. Às vezes isso acontece com a gente também. Tentamos ajeitar tudo à nossa volta como uma maneira de escape. Mas não podemos nos enganar por muito tempo. Quem vai arrumar nossa bagunça? É preciso parar um momento e encarar-nos de fora para dentro. Não é uma tarefa fácil, mas arrumar a bagunça interna é essencial para tomarmos coragem de seguir em frente.

6- São tempos difíceis para os sonhadores. Mas nem pense em desistir!

“São tempos difíceis para os sonhadores”, talvez essa seja uma das frases mais famosas do filme. E ela por si só já deixa um grande recado. A vida não anda fácil para aquelas pessoas que ousam sonhar, que ainda acreditam naquilo que para muitos é só coisa de lunático. Mas quem disse que seria fácil? A questão é, o quanto a opinião alheia irá te influenciar? Não tenha medo de ser um sonhador. Não há nada de errado em ser um.

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7- Certas coisas não vão dar certo, até chegar o momento certo.

Amélie não tinha muita sorte no amor, até ela conhecer o Nino. Ela teve que passar por algumas experiências ruins para finalmente se apaixonar por alguém que a compreendia. Assim também é com a gente, e não precisamos restringir esse tópico apenas ao âmbito de relacionamentos amorosos. Tudo vai dar errado até finalmente algo dar realmente certo. O nosso problema é que nos apegamos tanto ao passado, ao ex namorado, ao ex trabalho, ex amigo, ex casa, ex sei lá mais o quê, que fechamos nossos olhos para ver o que realmente está acontecendo. Todas as experiências são válidas, são lições que aprendemos na marra, e no final são elas que nos constroem. Você é a soma das suas experiências. Então não se preocupe com os finais, ainda temos muitas páginas para escrever. Muito que aprender e analisar, e um dia você vai encontrar o que tanto procurava.

8- Tome uma iniciativa antes de acabar em uma caixa.

A vida passa muito rápido, as oportunidades não esperam e se não tomarmos cuidado vamos deixar tudo para depois até que o depois não seja mais uma opção. Antes de sermos mais um numa caixa enterrado no passado, precisamos escrever nossa história, aproveitar nossas vidas, deixar algo para trás. Sem pressão, você não precisa deixar um legado ou ser alguém famoso, um rastro de amor já é o bastante. Na real, é muito. Então corra atrás do que você quer! Um dia seremos apenas memória, e depois nem isso. Você tem só o hoje, por favor não seja mesquinho a ponto de não aproveitar.

9- Você é especial, suas peculiaridades são especiais.

Amélie era uma garota diferente, ela via o mundo de uma maneira única. E apesar de não se encaixar nos “padrões” sociais ela não deixou de ser uma pessoa encantadora. Nós também somos assim, estranhos cada um a seu modo, deslocados, com ideias diferentes, cultura, idioma, cor de cabelo, cor de pele, do topo da cabeça até a unha do pé. E quer saber? Isso é incrível! São as diferenças que dão graça e sabor. Respeite os outros, e aprenda a ser amar também.

10- Você não pode esperar um anão de jardim dar à volta ao mundo para você fazer as malas e seguir em frente.

O pai de Amélie tinha o sonho de viajar o mundo, mas após a morte da esposa ele acabou se isolando do mundo e cultivou o luto durante anos. Amélie percebeu que o pai precisa tomar uma iniciativa, sacudir a poeira e aventurar-se. Após uma brincadeira com o anão de jardim ela ajudou o seu pai a perceber que não podemos esperar muito tempo para realizarmos nossos sonhos. Nós podemos fazer! Se até um anão de jardim consegue, hahahaha. Por isso, antes de esperar o inexplicável acontecer apenas vá lá e faça. Empacote suas coisas, mude de casa, a cor do cabelo, o que for! Mas continue seguindo em frente.

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Agora é a sua vez, que lição você aprendeu com esse filme?

Quero agradecer muito por vocês estarem aqui, até a próxima pessoal!