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Diário de um feriado

Hoje dei-me ao luxo de ficar enrolando na cama até as 10:00 da manhã. Acordar devagar, fazer um chá, andar no quintal de pijama e começar o dia só depois das onze. Às vezes é bom né? Infelizmente não posso dizer que passei o dia numa boa, as provas do meu curso de gastronomia estão chegando e ainda tenho uma porção de receitas para fazer e outro tanto de material teórico para estudar. Preciso desabafar, achei que esse curso iria ser mais fácil, mas me enganei. Enfim…

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Diário Vida

Boas notícias do lado de cá

Hoje saiu o resultado da minha nota do trabalho e defesa do TCC da pós. Estou tão aliviada. Terminou, e terminou bem!! Sabe, sou uma pessoa que se preocupa demais com os resultados e sempre acho que não sou capaz, não sou suficientemente boa. Isso às vezes me deixa infeliz. Acabo me cobrando demais, ficando tensa e perdendo algumas noites de sono. Sei que isso não está certo, porém eu também deixei de tentar me mudar nesse quesito. Eu sei que se eu tentar vou me cobrar demais para mudar essa cobrança que já faço na vida em geral. Vai ser cobrança em cima de cobrança. Hahahaha confuso, eu sei. Então estou tentando tirar o melhor disso. Equilibrar.

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Vida

O sucesso de um suposto fracassado

Você já encontrou o seu objetivo de vida? 

Ano passado um empresário fez essa pergunta em uma palestra na minha antiga faculdade. E completou: Se você pudesse escolher uma pessoa em quem se espelhar, quem seria? Ele deu um tempo para escolhermos. Eu estava numa fase decisiva da minha vida, não levei a pergunta na brincadeira. Minha escolha foi rápida e consciente. Tomei a decisão que daquele minuto em diante meu foco seria baseado na vida dessa pessoa.

Ele recomeçou. “Você provavelmente pensou em um grande CEO, artista, escritor ou atleta”. Não. “Provavelmente ele foi muito bem sucedido”. Se você quer dizer que a morte dele foi um sucesso, sim, eu acho que foi. “Ele provavelmente ganhou muito dinheiro”. Não. As perguntas continuaram e no resumo os exemplos que ele citou estavam bem diferentes da minha escolha, e pelo andar da conversa daquele cara eu provavelmente seria um grande NADA na humanidade.

Liguei para minha mãe antes de dormir. “Mãe, venho por meio desse telefone te informar que serei uma total fracassada”. Disse rindo porque o fracasso, ah… o fracasso é um conceito. Toma forma de acordo com a cultura, criação e circunstâncias. O que para mim é uma definição de sucesso para você pode significar o contrário. E vá perguntar o que é sucesso para um tibetano, será uma resposta diferente, para um chinês, outra resposta.

Aquele palestrante falou uma porção de adjetivos, que na opinião dele traduziam o sucesso. Mas ele nos confessou que já tinha passado por diversos divórcios, que tinha falido duas empresas e tentado suicídio. Tudo porque ele havia buscado o sucesso. E sabe o que mais me incomodou? É que ele continuava a dizer que a fórmula para o sucesso era encontrar um trabalho, ou maneiras, que proporcionasse fama e dinheiro. Ele achou que tudo que tinha perdido, amigos, família, sanidade e amor era o preço justo a se pagar. Perdedor, pensei, por uma série de motivos ele só vomitava estupidez, na minha opinião. Mas provavelmente ele acharia o mesmo de mim se eu subisse naquele palco e dissesse o que queria para a minha vida. Respeitei o direito dele de dizer aquilo, mas não concordei com uma palavra sequer.

Que fique anotado, não tenho nada contra o dinheiro, a fama ou de conquistarmos nosso espaço e sermos relevantes. Eu quero TER, quero FAZER, mas principalmente quero SER. Uma coisa que tento lembrar é que onde meu coração estiver guardado aí estará o meu tesouro. 

“Filha você tomou a melhor escolha”, minha mãe disse. Desliguei o telefone e pensei “Pô, ainda bem que mãe existe!” , hahahaha. Eu estava calma.

Confesso que de vez em quando bate aquele medo em relação ao futuro. Há dias que me desespero. É uma luta viver focada no que acredita e ao mesmo tempo lidar com as expectativas alheias, e internas. Porque não são só os outros que exigem de nós, também fazemos um bom trabalho em cultivar medos e inseguranças. Eu piro, choro, mas quando lembro da minha escolha e foco no real motivo de eu ter optado por ela me acalmo e aos poucos tudo volta a ficar mais nítido. A verdade é que estou de passagem e vou dar o meu melhor por aqui. Quero ter a paz de sentir a tranquilidade que fiz o que estava ao meu alcance. O homem que passou por aqui e deixou um rastro de amor pelo caminho, e que escolhi com meu exemplo, será meu companheiro de jornada. Ele não aceitou ser coroado como rei, apesar da insistência do povo. Contava histórias e ensinava as pessoas ao invés de buscar juntar riquezas para si mesmo. Não quis fazer parte do grupo dos importantes da época, ao invés disso optou por andar ao lado de gente simples e humilde. Morreu por amor a nós, amor que até hoje nos conecta a ele. Para mim ele é foi muito bem-sucedido, e ainda é. O meu propósito está guardado junto dele.

Se eu encontrar desejos em mim mesma

Que nada neste mundo pode satisfazer

Só posso concluir que não fui feita para aqui (para este mundo)[…]

Porque nós, nós não estamos aqui por muito tempo

Nosso tempo é apenas um fôlego, então é melhor respirá-lo

– C. S Lewis Song / Brooke Fraser

 

*foto via: pexels

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Que tal um ano sabático?

A primeira vez que ouvi falar no termo “ano sabático” foi com o meu pai. Ele estava comentando comigo que queria poder ter um ano para descansar e dedicar-se a outros projetos. Depois da nossa conversa fiquei bem tentada a experimentar a mesma ideia no futuro.

O termo veio da origem judaíca, sábado,“dia de descanso”. Além do sétimo dia da semana, reservado para o descanso, a cada ciclo de sete anos os judeus ficavam um ano inteiro sem trabalhar. Esse ano servia para que a terra pudesse descansar depois de seis anos de colheita e lida. O costume deixou o lado religioso e a sociedade incorporou esse termo para designar uma pausa, que pode ser de um ano, mais, ou menos, para fazer outras atividades.

Historicamente o ano sabático segue a lógica que a terra, e as pessoas, precisam ter uma pausa para descansar. Algumas pessoas podem achar que essa é uma boa maneira de fugir das responsabilidades ou do trabalho, que isso é coisa de gente folgada ou vagabunda. Mas esse período de descanso não é sinônimo sedentarismo ou inatividade. Infelizmente vivemos em uma sociedade que quanto mais trabalho melhor, e pausas para descanso, que eram para serem vistas como algo normal, não são bem compreendidas. Uma pausa na rotina para experimentar novas experiências é uma boa maneira de manter-se saudável e até com um nível melhor de intelecto. Algumas universidades apoiam o ano sabático para os professores colocarem seus projetos em dia, se engajarem numa pesquisa ou curso, enfim, não é visto como perda de tempo, mas sim investimento.

Se você parar para pensar vai acabar encontrando algo que gostaria de fazer durante um ano. Cada um de nós tem um motivo para tirar um tempinho, seja para fazer um curso no exterior que irá abrir novas possibilidades para sua carreira, ou aprender uma nova língua. Quem sabe para dedicar-se a um trabalho voluntário, abrir um novo negócio, escrever um livro (sonho), ou apenas ter uma pausa para colocar a cabeça em ordem e decidir novos rumos.

Apesar de não ser algo tão comum o ano sabático já foi adotado por várias pessoas ao redor do mundo.

E se você gostou da ideia deve estar fazendo algumas perguntas do tipo; e o dinheiro? O trabalho, conforto, amigos, família, namorado (a), papagaio, cachorro, vou ter que largar tudo? O que vou fazer durante um ano? Dei uma pesquisada, li muitos artigos sobre o assunto e compilei algumas dicas de pessoas que fizeram o ano sabático.

Bem, dinheiro é preciso. Mas pare para pensar, há muitas cidades pelo mundo em que o custo de vida é bem mais baixo do que morar em uma cidade no Brasil. O site Numbeo mostra o custo de vida pelo mundo e faz a comparação com o quanto você gasta atualmente. Essa é uma boa maneira de ter uma média de gastos e escolher um destino. Outra coisa, estabeleça prioridades e guarde uma grana. Por exemplo, a Luiza Antunes do blog 360 meridianos guardou o valor de um carro de R$25.000,00 para tirar um ano sábatico. Às vezes vale a pena fazer algumas trocas ou abrir uma poupança e guardar um pouco de dinheiro todo mês. Se você quiser seguir a ideia dos judeus pode seguir o 7 em 7 e colocar a meta que daqui sete anos você vai dar uma pausa, aí você começa a poupar desde já.

Em relação ao emprego há algumas opções: pedir licença não remunerada, pedir demissão ou ainda encontrar um trabalho em que você possa fazer as atividades de maneira remota ou como trabalho temporário em outro país. A ideia do ano sabático é descansar, mas acho que é válido ter uma experiência de trabalho a distância ou em outro país. Para quem estiver procurando algo na área o portal Jobbatical pode ter ajudar a se conectar com empresas e startups que precisam de um colaborador temporário. Eles oferecem empregos temporários, com duração variável entre um mês e um ano, em Berlim, Viena, Roma, Budapeste, Bruxelas, entre outras cidades são disponibilizados no site. E além desse, há vários outros sites que te ajudam a encontrar um trabalho que pode ser remunerado, ou voluntário.

E os laços com a família, amigos, cônjuge, namorado(a)? Assim como tudo na sua vida você terá que saber lidar com a situação da maneira menos traumática possível, é uma questão de gerenciamento. Uma boa conversa ajuda. Há muitas famílias que deram a volta ao mundo e o projeto deu super certo, ou outras pessoas que foram sozinhas e que conseguiram manter seus relacionamentos apesar da distância. Depende muito, de você e de quem for encarar o desafio ao seu lado. Também há a possibilidade de os relacionamentos se desgastarem ou que haja a falta de apoio da família. Bem, não posso dizer o que você deve fazer ou o que vai acontecer. O ideal é colocar essas questões em pauta e ver até vai a tua vontade de fazer essa pausa. Agora, se houver apoio se joga!

Sobre o que fazer durante esse ano de folga também vai da sua escolha pessoal, já citei cursos, viagens, aprender uma nova língua, ser voluntário, escrever um livro, ou fazer um retiro solitário para reorganizar suas ideias. Isso depende muito. Gosto de imaginar que se eu tirasse um ano sabático seria para fazer algo que eu realmente gosto, acho que é uma boa maneira de começar a pensar em uma atividade. 

Mas o contrário também pode acontecer, assim como existem pessoas que querem tirar um ano sabático, há aquelas que não podem e nem querem se arriscar, tudo bem galera! Há pessoas que amam trabalhar e que nem cogitam a ideia de parar. O importante é estar ciente de como você conduzirá a sua vida. Só não achem que é impossível tirar essa folga de um ano, muitas pessoas já fizeram e se deram bem.

É algo a se pensar, pelo menos, não acham?

PS: E se um ano não rolar, tire uma férias merecidas 😉

Até a próxima!

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Ainda é preciso um bocado de paixão

Fui criada em um meio artístico, e sou grata pelo fato. Minha mãe fez Belas Artes e sempre incentivou o amor por esse universo. Lembro que quando éramos pequenas, eu e minha irmã, sentávamos ao lado da nossa mãe para que ela lesse a biografia de pintores famosos. Outras vezes para pintar, reproduzir quadros e experimentar coisas novas na área. Era um gosto raro, lembro hoje com muito carinho.
Crescemos e cada uma enveredou por um lado, mas a apreciação pela arte em seu contexto mais amplo permaneceu. Foi por essa e outras situações que acabei me apegando, me apaixonando, pela história, por alguns artistas, suas obras e maneiras de expressão. Em especial Van Gogh.

Vicent Van Gogh não teve uma vida muito fácil. Quando jovem desistiu da carreira confortável de pastor para experimentar aquilo que o motivava de uma maneira ardente, a arte. Apesar do esforço, dos estudos, tempo e dinheiro investidos em pinturas, Van Gogh não teve reconhecimento em vida. Passou boa parte dos seus dias dedicado a sua paixão que o levou a uma constante série de fracassos. Vítima de chacotas, humilhações e indagações internas ele foi considerado louco. O artista suicidou-se em 27 de julho de 1890.

Embora seja uma história triste e com muitos outros detalhes que não consegui escrever na breve descrição acima, considero Van Gogh uma inspiração para minha vida. Louco, pobre, sem sucesso na vida profissional, amorosa e pessoal. Talvez você ache estranho alguém considerar o artista uma inspiração.

Um dos meus livros favoritos chama-se “Cartas a Théo”, que é uma compilação de cartas trocadas entre Vicent e seu irmão mais novo, Théo. E foi nessas folhas que descobri alguém além do fracasso e loucura. Van Gogh acima de tudo era um apaixonado por aquilo que fazia. Mesmo em sua dor e ridículo ele continuou perseguindo o que amava. Para mim suas pinturas são lindas pelo simples fato de serem de Van Gogh, mas observá-las com outra visão, sabendo o quanto custou de tempo, dedicação, paixão e coragem para criá-las deixa cada uma das obras mais belas e únicas.

Um dos pensamentos que mais gosto dele está escrita em uma carta de 9 de janeiro de 1878

A partir do momento em que nos esforçamos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente também pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espírito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente. É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito […] Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais e nos tornaremos mais fortes […] E é sensato fazer estas coisas, porque a vida é curta e o tempo passa depressa.

Toda vez que penso em Van Gogh gosto de analisar a mim mesma, e gostaria que você também o fizesse. Não acho que devemos usar o fracasso de Van Gogh como uma desculpa para nossos próprios erros. Pelo contrário! Considero o pintor uma inspiração por outros motivos. Não importa o que você esteja procurando, continue, busque de coração e dedique-se. Espero que você colha os frutos ainda em vida, diferente de Van Gogh, mas assim como ele que você viva aquilo que acredita. Por que acima das expectativas alheias e das pedras e buracos no caminho há a paixão, e é esse nosso combustível. Não se deixe enganar, ainda é preciso um bocado de amor para viver de verdade.

Às vezes precisamos lembrar disso para continuarmos na caçada pelos nossos sonhos.

Boa semana!

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