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A Natureza Humana

Para uma aventura começar às vezes é preciso que duas cabeças pensem juntas e que lutem pelo mesmo ideal. É assim que encaro a aventura do Diego e da Bruna, um casal que partiu em uma viagem rumo a Patagônia em busca do contato com a natureza, o respeito ao próximo e a busca por novas experiências. Bati um papo super legal com eles e hoje vou compartilhar essa história mega inspiradora com vocês!

Em setembro de 2014 o Diego e a Bruna decidiram inverter os planos, ao invés de comprarem o sítio que estava nos planos decidiram investir as economias em um tão sonhado mochilão. Largaram o emprego, abriram um blog e partiram, aproveitando a viagem e compartilhando dicas e o diário das aventuras no A Natureza Humana.

Quando conversei com o casal não foquei tanto na viagem em si, por que tudo isso vocês podem conhecer através do blog. Então decidi abordar algumas questões que sempre me deixam com a pulga atrás da orelha no quesito “largar tudo para  viajar” e aposto que muitos de vocês provavelmente sentem o mesmo. Indagações como; “Onde encontrar essa coragem para largar tudo?”, “Qual a motivação de empreender em uma viagem sem planos certos e luxos?”, e principalmente “Como organizar tudo isso, inclusive a vida pós viagem?” 

As respostas vieram à altura. E mesmo eles dizendo que eu poderia reduzir as respostas achei que elas estavam boas demais para serem resumidas. Foi pura inspiração!

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Puerto-Rio-Tranquilo-Navegação-Cavernas-de-Mármore-Almoço-na-chegada1A MOTIVAÇÃO 

Muito legal você ter comentado sobre a motivação. Estamos vivendo um período onde somos bombardeados de informações e nós mesmos, antes da viagem nos pegávamos lendo sobre pessoas que tinham “nadado contra a maré” nesse mundo, como quem viaja, quem opta por uma vida no campo ou em comunidades, quem troca empregos bons para fazer o que ama, etc. A internet está cheia de exemplos, mas o que significa isso na vida real? Nos pegávamos insatisfeitos com nosso cotidiano mas vivíamos pondo empecilhos para mudar, quase sempre ligado a uma necessidade de estar numa zona de conforto, ter dinheiro suficiente para o caso de tudo falhar. Além disso, alguns desses exemplos pareciam intocáveis, como se aquelas pessoas fossem uma em um milhão que tem a sorte de viver assim.

Acho que o primeiro fator motivador foi conhecer melhor pessoas que realmente fizeram algo, começamos a ler livros ao invés de apenas curtir chamadas de sites “Fulano largou tudo e vive com 1 real por dia” (a gente sabe que muitas vezes simpatizamos com o título, mas nem lemos a matéria). Então acho que esse foi o primeiro ponto, aprofundar-se, conhecer a história de quem já fez escolhas similares a essa e assim entender que eram pessoas de verdade e perceber dentro dos relatos que é mais simples do que parece. Christopher McCandless é sensacional e inspirador, foi nosso primeiro exemplo com certeza, mas ele viveu há muitos anos, láaa no Alaska e morreu na sua jornada, o que o torna mais inacessível ainda, mas aos poucos fomos descobrindo também Amyr Klink, igualmente inspirador e nesse caso brasileiro, depois veio o Tiago Fantinati, paulista que fez uma trip de bike pela America do Sul, o Roy e a Michele que vivem numa cidade vizinha à nossa, que deram a volta ao mundo de carro, e tantos outros. Os livros de todos eles estão aí, com tudo mastigadinho, basta abrir a primeira página e começar. Começamos a trocar ideia com o Glauco, um amigo que já fez várias viagens de mochilão, começamos a trocar e-mails com pessoas que estavam viajando e aí a coisa foi ficando mais palpável. Acho que esse foi o grande motivador de contarmos toda a viagem no blog,

queríamos que as pessoas conhecessem gente comum, que não tem muitos recursos, fazendo isso. Queríamos estar à disposição e trocar ideias.

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O PLANEJAMENTO

O segundo ponto foi o planejamento, que já faz parte de outra pergunta, mas tem a ver com a coragem também. Quando uma ideia está no âmbito do sonho, é muito difícil concretizá-la, ainda é impalpável, mas quando você a transforma num plano, num projeto, tudo fica mais fácil. Começamos desenhando um mapa tosco num papel e marcando lugares interessantes, passamos a ler blogs de viagem de uma forma mais organizada, sempre anotando as dicas num arquivo nosso (isso ajudou muito, porque com o bombardeio de informações que temos hoje, muitas vezes recebemos tanta coisa, mas não organizamos isso na nossa mente). Outro ponto, demos um prazo para nosso sonho. Teríamos até o final do ano passado para trabalhar e deixar tudo pronto. Assim ficou muito mais fácil fazer horas extras, pegar trabalhos freelancer, economizar nos gastos do dia-a-dia…Tínhamos um foco, um objetivo e tínhamos um prazo.

É diferente de você se matar de trabalhar a vida toda.

Faltando uns quatro meses para a partida, a coisa começou a ficar mais séria, avisamos nos trabalhos que íamos sair (tínhamos um senso muito grande de responsabilidade com nossos trabalhos e sabíamos que levaria tempo para as empresas se adaptarem a isso, em nenhum momento pensamos em chegar na mesa do chefe e chutar o balde), também fomos avisando a família e os amigos mais próximos.Paramos de trabalhar um mês antes de viajar e foi o tempo para comprar os equipamentos que faltavam, organizar documentos e deixar o site pronto. Tínhamos um checklist onde íamos anotando tudo o que precisava ser feito, mas ainda assim foi um período conturbado porque parecia que não daria tempo de fazer tudo. De qualquer forma pensávamos “dia 20 vai chegar, o avião vai partir e nós estaremos lá dentro, estando prontos ou não”.

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O OBJETIVO E AS DESCOBERTAS PELO CAMINHO

Nós não sabíamos bem qual era o nosso objetivo com a viagem. Pensávamos em escrever um livro e pouco antes de partir escrevemos o que seria a primeira frase dele “eu ainda não sei sobre o que é esse livro”. Então a nossa viagem era uma busca e o autoconhecimento está muito atrelado a isso. Acho que a viagem veio complementar algo que já vínhamos buscando há algum tempo e somar ao nosso estilo de vida, por isso a escolha de lugares mais remotos. Já buscávamos esse contato com a natureza, queríamos ir de encontro ao inverso do modelo de vida atual, sentir-se conectado com o mundo, no sentido real da palavra e ao mesmo tempo buscar nossos limites, aprender a viver com pouco, aprender a explorar a natureza no sentido de descoberta, não no sentido de destruição. Aprendemos muito com ela.

E foi justamente o não ter objetivos traçados que fez com que não nos prendêssemos e estivéssemos abertos a todas as oportunidades. No final, percebemos o real sentido do nome que escolhemos, buscamos tanto o contato com a natureza, mas tomamos um tapa na cara com o aspecto humano, o convívio com as pessoas, o ser ajudado, o acolhimento foi algo muito forte no nosso caminho.

Não imaginávamos mesmo ter tanto apoio de gente que nunca tinha nos visto antes, voltamos com uma vontade imensa de retribuir tudo o que vivemos. Esse retribuir não é a quem nos ajudou, pois esse tipo de ajuda não pede nada em troca. É um retribuir ao mundo, fazer o mesmo a outras pessoas para que elas experienciem o mesmo sentimento.

A natureza foi maravilhosa, mas o humano foi surpreendente.

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Chegada-em-Coyhaique-1024x683Como disse no começo do post às vezes os rumos que tomamos dependem das pessoas com quem cruzamos pelo caminho e que decidem encarar a estrada ao nosso lado. O Diego e a Bruna são um grande exemplo disso, sem complicações e sedentos por novas experiências eles optaram por um estilo de vida simples, de contato intenso com a natureza e respeito com o próximo. Fiquei muito feliz com a conversa, eles são super gentis e humildes, o tipo de pessoas que passam bondade sem precisar de exageros. E o meu convite continua de pé, se um dia vocês quiserem conhecer lugares aqui no Brasil venham me visitar aqui na “grande” Pinhalzinho, vai ser um prazer compartilhar a minha simplicidade com vocês!

Pessoal, não deixem de visitar o blog A Natureza Humana, fotos maravilhosas, histórias encantadoras e inspiração de sobra. E não esqueçam de passar nas redes sociais e dar aquela curtida! Facebook e Instagram.

Um grande abraço e até próxima!

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Viagens

De magrela é mais legal

Ontem publiquei uma foto de uma pedalada que fiz no Instagram, e a Vitória e a Cris vieram me perguntar como eu havia começado a andar de bike e como organizava minhas viagens. Então decidi dar uma pincelada bem por cima sobre o tema, mas prometo escrever com mais detalhes em posts futuros. É que tem tanta coisa para falar que só em um post não ia dar para explicar tudo. Mas fiquei muito feliz pelo interesse, então prometo que vou escrever mais sobre o assunto. Então vamos começar!

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Nunca fui fanática por esportes, daquelas que torcem para times ou que acompanham competições, não sei, isso simplesmente não me chama atenção. Mas desde pequena minha mãe promoveu a prática de atividade físicas em casa, ainda pirralha fiz natação, tentei ginástica artística (lembro até hoje que chorei quando me colocaram na roda para praticar saltinhos hahaha), e fiz dança durante muitos anos, em específico a minha favorita o ballet clássico. Logo que entrei na faculdade virei uma sedentária convicta, precisei largar a dança e como vivia trabalhando quase não tinha tempo para fazer mais nada, além de estudar e trabalhar.

Nunca curti essa coisa de fazer academia, e só de pensar me dá um tédio! Mas onde eu morava não havia muitas opções além dos pesos e esteiras, então fui ficando cada vez mais e mais enferrujada. Até que um dia decidi experimentar andar de bike com o meu pai. E nossa, me apaixonei! Andar de bike é a junção de tudo o que eu gosto. E devo agradecer ao meu pai, pois foi com ele que comecei a fazer trilhas e viagens. Andar de bike virou um estilo de vida para a minha família.

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Por quê andar de bike é tão legal?

Na minha opinião é porque a bike te propicia novas descobertas. Fazer trilhas, cruzar cidades e até estados significa descobrir novos lugares, ver belas paisagens e experimentar novas sensações. Além disso todo o trajeto é feito pelas suas próprias forças, você que tem que conseguir chegar ao destino, é quase uma questão de honra! E é muito legal depois parar para pensar e ver que “uau, consegui chegar até aqui!”. Andar de bike é algo muito íntimo, é uma luta constante entre desistir ou cumprir uma meta.

Como começar a andar de bike?

Acho que começa pela vontade e claro, pelo fazer. Se você se interessa pelo assunto é legal pesquisar sobre o tema, encontrar clubes de pessoas que se reúnem para pedalar em sua cidade, e se não achar pense em montar um. Convide amigos, que vão convidar amigos, e assim por diante. Para percursos mais longos costumo andar com meu pai, minha irmã, o Fernando e esposa dele a Jaque. Agora quando é pelas redondezas aqui do sítio vou sozinha mesmo. Grupos são legais para você se manter motivado e para dar assistência caso algo de errado aconteça.

Também é legal saber o que você quer praticar com a sua bike, por exemplo há vários modelos de bicicletas que atendem a várias modalidades. Eu sou adepta do mountain bike e cicloturismo, então eu preciso de um modelo de bicicleta que me atenda nisso. Não adianta colocar uma bike bonitinha toda no estilo vintage, que rodaria muito bem na cidade, mas que no meio do mato ia ser um trambolho. Além de acabar com a bike só ia me causar dor de cabeça. A bicicleta é uma extensão de você, então escolha muito bem o modelo, e pense nas suas necessidades.

Como treinar?

Olha eu não sei se tem muito segredo, vou falar como eu faço. No começo é uma droga! Você não consegue subir morros, demora para chegar nos destinos e andar 10km é uma tristeza! Mas não tem como, é só com a prática que você pode melhorar. O ideal é começar devagar, sem colocar a carroça na frente dos bos. Se você nunca, nunca, andou de bike comece a dar umas voltas no parque da sua cidade, depois vai aumentando aos poucos a dificuldade e os obstáculos. Confesso que eu ainda não estou no nível que gostaria de estar, mas sei que já melhorei bastante e isso me motiva a continuar. Antigamente ir até a minha cidade era um sacrifício, e hoje eu consigo fazer 60km de estrada ferrada, com subidas bem íngremes no período de uma manhã. Treino, minha gente, é tempo e dedicação.

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Como organizar viagens de bike?

Confesso que peguei gosto mesmo pela magrela depois de uma viagem que fiz em julho de 2014, saindo daqui de casa (Pinhalzinho, SP) até Paraty (Rio de Janeiro). Meu pai já havia feito esse trajeto uma vez com alguns amigos e eu fiquei insistindo que ele fizesse comigo. E finalmente depois de muito tempo conseguimos organizar as agendas e partir para viagem que durou quatro dias. Foi um grupo de 4 pessoas, meu pai, minha irmã, eu e o Fê que é um amigo da família.

Essa foi uma das melhores experiências da minha vida! Cortar o espigão da Mantiqueira, conhecer cidadezinhas do interior de Minas, pegar trilhas em meio a mata fechada para cortar caminho, cruzar com romeiros, conversar com pessoas diferentes é muito bom! Apesar da dor extrema e do cansaço conseguimos cumprir nossa meta. E confesso que já estamos pensando na próxima aventura.

Bem, acho que nem vou responder essa pergunta direito. É que organizar uma viagem de bike não é tão simples assim. Há uma séria de coisas a analisar como: percurso, paradas, quantidade de bagagem, mantimentos, ferramentas para o cuidado das bikes, equipamento de proteção, preparação física, nossa… Uma infinidade de coisas que pretendo abordar em um próximo post sobre o assunto. Creio que assim ficará mais fácil de explicar tudinho com mais detalhes.

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O que é preciso ter para ser um bom “bikeiro”?

Se você leu esse post até aqui então já é um sinal! Não tem muito segredo. Andar de bike começa com uma simples ação, depois vem determinação e metas. Como eu disse lá em cima, andar de bike é um estilo de vida, uma filosofia pessoal. Para mim andar de bike é estar perto da natureza, superar meu corpo e mente, e o mais importante, me divertir! Sair para fora, experimentar os perrengues do trajeto, mas em compensação colher a alegria de ver lugares novos e de chegar ao meu destino.

Para entrar nessa só é preciso ter mente aberta, curiosidade, coragem e persistência. O resto, bem, você descobre pelo caminho.

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Mercado de Peixes

Definitivamente o melhor lugar para ouvir boas histórias é o porto e mercado de peixes. Confesso que o cheiro não é dos melhores, mas mesmo assim vale à pena chegar bem cedo só para ver os vendedores e pescadores abrindo as barracas e desfazendo os nós das redes.

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Dessa vez uma senhora me disse que trabalha nas mesma banca a mais de trinta anos, e que tomou as rédeas do negócio quando o marido faleceu. Outro me mostrou fotos, penduradas na parede, de tubarões que ele havia pescado. Ele parecia muito orgulhoso e forte segurando uma de suas presas com a boca aberta. Eu perguntei “E o que tem pra hoje?”, ele me mostrou um cação e disse “hoje só tenho dos pequenos”. Pensei “ainda bem que passou os tempos de glória, mesmo não querendo encontrar um tubarão na orla eu não gosto da ideia de vê-los mortos”.

Ao longe uma gaivota disputava sobras de peixe com um gato. Me retirei, o céu já estava começando a carregar de nuvens. O mar não estava para peixe e o pequeno porto foi ficando vazio, até sobrar apenas as promessas de uma chance melhor no dia seguinte.

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Prainha

O sol nem havia nascido quando acordamos. Levantei, prendi o cabelo em um coque alto e ainda de pijamas calcei os tênis e saí de casa. Nosso destino? Incerto. Queríamos ver o sol nascer e fotografar a chegada dos pescadores no porto, mas o dia clareou entre nuvens e os barcos ainda não haviam voltado da lida noturna. Já despertos e sem vontade de voltar para casa tomamos a estrada rumo a Barra do Una.

Peruíbe – Litoral Paulista

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Hadassah SorvilloComeçamos a subir a serra até chegar a uma entrada à esquerda, a placa sinalizava: Prainha. A estrada de asfalto logo deu lugar a uma estrada de terra esburacada. Chegamos à enseada quando o sol dava seus primeiros raios, ainda tímido, para logo depois desaparecer.

A praia estava deserta, as ondas quebravam nas rochas e de vez em quando um barco pesqueiro passava ao longe com sua tripulação. Tudo parecia mais lindo que o normal. E eu que nunca tive vocação para ser “musa do verão”, que nunca gostei de passar horas no sol tostando minha pele, ou de curtir a badalação na orla, simplesmente achei esse um dos melhores momentos da viagem. Olhar para a baía que cortava a encosta da montanha formando um pequeno refúgio, as poucas casas que ainda sobravam no sopé, e sentir a natureza em seu estado mais puro era hipnotizante.

Aprendi que o melhor de uma viagem não é necessariamente seguir o convencional. Que acordar cedo, se aventurar nas redondezas, e procurar lugares menos populares em horários não tão usuais pode render bons momentos. Ah, e boas fotos também!

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