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Destination Simple – rituais diários para uma vida com mais calma

Atualmente todos nós vivemos uma vida de “super”, super sobrecarregados, super conectados, super apressados, super estressados e por aí vai. E por mais que tenhamos muitas facilidades e benefícios, comparando com as gerações que nos antecederam, parece que nunca temos tempo para nada. O mais estranho é que ser uma pessoa ocupada e caótica tornou-se um estado natural, ou pelo menos aceitável. Mas não é bem por aí que a banda toca. Por mais que existam exigências no nosso cotidiano já passou da hora de repensarmos nossas atitudes e irmos com mais calma e simplicidade. Nós somos meros mortais, não super máquinas, precisamos de um tempo para esfriar a cabeça e organizar os pensamentos.

Em Destination Simple, every day rituals for a slower life (no título desse post troquei o slow life por vida com mais calma porque achei que ia ficar meio estranho se eu traduzisse ao pé da letra), a autora Brooke McAlary compartilha as suas experiências, erros e acertos em busca da simplicidade cotidiana. Brooke é australiana, mãe, produtora de um podcast muito famoso no iTunes em que ela fala sobre slow living, o The Slow Home Podcast, e também escritora no slowyourhome.com Depois de muito tempo frustada com a rotina, cansada com o exagero de notificações na internet e estafada pelo trabalho Brooke decidiu experimentar simplificar a vida. E esse pequeno livro de apenas 114 páginas é o resultado dessa busca.


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Destination Simple é uma coleção de ideias e conceitos que a autora coletou durante todo o processo de auto aprendizado em que ela buscou simplificar a mente, os dias e o lar. Brooke ressalta que simplificar a vida começa com pequenos passos. Os rituais diários são a chave para encontrar um equilíbrio, de acordo com autora. Precisamos estabelecer pequenos e rápidos rituais diários que no decorrer do dia nos ajudaram a levar a vida com mais leveza, como o de passar um tempo em silêncio, organizar a rotina em uma agenda, encontrar um fluxo para as atividades, estabelecer prioridades, agradecer mais, entre outros.

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Em cada capítulo do livro um novo ritual é abordado, logo depois há algumas sugestões de exercícios para o leitor experimentar. Achei esse ponto muito legal, porque aí dá para praticar cada sugestão e ainda por cima há uma estimativa de tempo que será gasto fazendo o ritual. Há rituais de até 5 minutos e alguns mais longos, como esse da foto acima. O importante é que todo o conteúdo do livro é didático e simples de entender.

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De modo geral o livro me agradou mais pelo fato de eu poder praticar a minha leitura em inglês. É bem tranquilo e gostoso de ler, a fonte é grande, a diagramação é agradável e por ele ser pequeno não se torna uma leitura enfadonha. Muitas das propostas que a autora sugere eu já faço, como manter uma agenda e tentar desconectar do celular, outras como agradecer mais e ficar em silêncio foram um reforço para aquilo que eu já sei que devo inserir na minha rotina, já a rotina de encontrar um ritmo para as minhas atividades diárias foi uma feliz descoberta que quero tentar experimentar em breve.


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Esse livro não mudou a minha vida, mas foi um bom exercício para repensar minhas atitudes e escolhas. Assim como o título sugere a leitura é descomplicada e simples, algumas coisas relevei como as questões do cuidado da casa e família. Como ainda não tenho a minha não fez muito sentido para mim hahaha. Mas de modo geral o saldo foi bem positivo. Essa semana vou inserir na minha rotina alguns dos rituais que a autora sugeriu. Vou compartilhar um pouco da experiência no meu Instagram (lá nos stories) e depois vou compartilhar o resultado completo com vocês aqui no VUOU. Então a gente se vê por aí 🙂

Every journey starts with one small step

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Com amor,

Hady

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Em Algum Lugar nas Estrelas (Clare Vanderpool)

Você já desejou que um livro nunca acabasse? Pois foi exatamente essa a sensação que eu tive com Em Algum Lugar Nas Estrelas, da autora Clare Vanderpool. Quando li a última linha desejei que esse livro não tivesse fim, assim como o PI é infinito <3

Admirei a vastidão do oceano. Fiquei ali fascinado com sua profundidade e seu mistério. E percebi que estava igualmente fascinado com Early Auden. Sim, ele era estranho. Sim, podia ser irritante. E, sim, era meu amigo.

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SINOPSE

* Em Algum Lugar Nas Estrelas é um romance sobre a difícil arte de crescer em um mundo que não parece estar preparado para nós. Pelo menos é desse jeito que Jack Baker se sente. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai, um comandante naval, parecia não se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O clima do colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir isolado. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early é um menino ímpar, diferente de todos outros. Inteligente, introspectivo e obsessivo, essas são algumas características do menino. Ele está crente que sabe decifrar a casas decimais do número PI em formato de uma grande odisseia. E que por de trás desses número há uma história que o levará até seu irmão dado como morto em combate, mas que ela acredita que esteja vivo. Por de trás de toda essa genialidade há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo exterior e lidar com as pessoas ao seu redor. Além disso ele tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Frank Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra Mundial, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar as festas com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, descobrem uma maneira de trazer os mortos de volta mesmo que o que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

* via Skoob 

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Ligar os pontos. Minha mãe dizia que olhar as estrelas tinha a ver com isso. “Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.”

MINHA OPINIÃO

Demorei um pouco para pegar o ritmo da leitura. Confesso que nos primeiros capítulos me bateu um certo arrependimento de ter comprado o livro, por sorte sou o tipo de pessoa que tem paciência para certas coisas e que não gosta de desistir tão facilmente. De página em página fui tomando gosto pela leitura e após 13 capítulos acabei me apaixonando pela história! Depois foi só amor, suspiros, risadas, momentos tensos e muita tristeza quando precisei dar adeus aos personagens. No final das contas eu só precisava dar uma chance para me apaixonar pela escrita e delicadeza da autora ao abordar temas difíceis como a morte, guerra, traumas e a síndrome de Asperger.

Em Algum Lugar Nas Estrelas me levou a pensar mais sobre a fé, o amor, o perdão e a amizade. Me fez ter momentos profundos de reflexão sobre a importância de nos conectarmos com as pessoas, entender suas dificuldades e restrições. Não somos perfeitos e muitas das nossas discussões e mágoas poderiam ser solucionadas com análises da situação e uma boa dose de paciência e sabedoria. Todos nós temos nosso próprio universo e nossas maneira de enfrentar as mazelas das vida. E apesar dessas diferenças todos nós estamos estamos ligados de alguma maneira uns com os outros, assim como as estrelas no céu. Não somos estrelas solitárias, em algum lugar nesse vasto céu existem pessoas que irão cruzar nossos caminhos e com elas aprenderemos muitas lições.

Também gostei como o livro lembra os filmes que passavam na Sessão da Tarde, como Conte Comigo e Os Goonies. O enredo é bem similar, garotos que saem atrás de aventuras e que durante o caminho descobrem o verdadeiro valor da amizade, enfrentam perigos, tornam-se corajosos e aprendem lições valiosas. Saindo da viagem diferentes da maneira como entraram.

Assim como esse livro me conectou aos pensamentos e lições que Vanderpool quis transmitir através da sua escrita, espero que ele também possa um dia chegar até você. Essa é uma linda história sobre dois garotos que decidiram enfrentar uma aventura e arriscar suas vidas em nome da lealdade e amizade.

Além disso, a edição está linda de maravilhosa! (hahahaha) Sério, a Darkside está caprichando demais nas edições. Apesar de não gostar de todos os títulos da editora ela está de parabéns! Não mostrei o miolo do livro nas fotos porque quero que vocês tenham uma surpresa quando abrirem um exemplar, assim como eu tive. Quero guardar esse momento para vocês <3

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Até a próxima pessoal!

Com amor,

Hady

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Remember, remember, the 5th of November – Noite das fogueiras e V de Vingança

Sabe que dia é hoje? 5 de Novembro! E você pode estar se perguntando, “e daí que é dia 5”? Bem, para alguns pode não significar muita coisa, para outros, no meu caso é uma lembrança de um dos personagens mais marcantes da literatura e cultura pop, o V da HQ V de Vingança.

De acordo com o Wikipédia (vamos confiar ok?) essa data é comemorada na Inglaterra como a Noite das Fogueiras, para relembrar A Conspiração da Pólvora que foi um levante liderado por Robert Catesby, que foi executado, assim como outros católicos insatisfeitos, cujas atividades eram consideradas subversivas pois pretendiam restaurar o poder temporal da Igreja Católica na Inglaterra. Foram, portanto, duramente reprimidas durante o reinado de Jaime I, que era protestante. Os conspiradores pretendiam explodir o Parlamento utilizando trinta e seis barris de pólvora estocados sob o prédio durante uma sessão na qual estariam presente o rei e todos os parlamentares. Guy Fawkes, como especialista em explosivos, seria responsável pela detonação da pólvora.

Porém os conspiradores notaram que o ato poderia levar à morte de diversos inocentes e defensores da causa católica. Assim, enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores, um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, que ordenou uma revista no prédio. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes, guardando a pólvora.

Capturado, Fawkes permaneceu resoluto e desafiante durante seu interrogatório, identificando-se como “John Johnson” e negando-se a fornecer informações aos seus captores. Quando lhe perguntaram o motivo de estar em posse de tanta pólvora, respondeu que a pólvora era “para explodir todos vocês, desgraçados bêbados de scotch de volta para as montanhas sujas de onde vieram”. Fawkes admitiu sua intenção de explodir o parlamento e lamentou seu fracasso. Sua coragem acabou rendendo certa admiração por parte do rei, que o descreveu como “um homem de resolução romana”.

Essa admiração não evitou que o Rei ordenasse sua tortura “de maneira progressiva e planejada”. Para a surpresa do torturador William Waad, Fawkes inicialmente resistiu aos tormentos infligidos e não forneceu informações significativas além de declarar “que rezava todo dia a Deus para o avanço da fé Católica e a salvação de sua alma podre”.

Após mais de uma semana de tortura, Fawkes cedeu e entregou o nome de oito conspiradores. Sua assinatura de confissão, que era pouco mais de um risco ilegível, é indicio do sofrimento ao qual deve ter sido submetido.

Fawkes e os demais conspiradores foram condenados à morte por decapitação e depois serem estripados e esquartejados. Em um último ato de desafio antes de ser conduzido ao local de execução, Fawkes conseguiu se desvencilhar dos guardas e pular de uma escada, quebrando o pescoço e evitando assim a tortura. Seu corpo foi esquartejado e exposto publicamente junto com o dos outros conspiradores.

A graphic novel V de Vingança possui influências da “Conspiração da Pólvora”. Um personagem que utiliza o codinome V e que utiliza uma máscara inspirada no rosto de Guy Fawkes, tenta promover uma revolução na Inglaterra fictícia (década de 1990) onde é ambientada a graphic novel. A explosão do parlamento inglês também era objetivada, buscando-se concretizar, de certa forma, os planos da conspiração da pólvora.

Já faz um ano que fiz esse vídeo falando um pouco sobre a HQ, mas ainda está valendo! Dê play para conferir. Até a próxima pessoal 😉

“Remember, remember, the 5th of November. The gunpowder, treason and plot; I know of no reason, why the gunpowder treason should ever be forgot.

 

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A Festa de Babette – A magia de cozinhar

A primeira vez que assisti ao filme A Festa de Babette foi por indicação do meu pai. Ele disse que eu precisava ver, que era minha cara, que ele tinha lembrado muito de mim… enfim, me deu vários motivos empolgados e depois de uma boa propaganda sentei uma noite após as aulas para assistir ao tal filme que meu pai tanto falou. E bem, ele estava certo.

A Festa de Babette é um filme franco-dinamarquês de 1987 e foi inspirado em um dos contos mais célebres de Karen Blixen. A história se passa na costa da Noruega onde duas senhoras puritanas, filhas de um pastor protestante, vivem de maneira devota ao preceitos luteranos pregando a salvação através da renúncia. Até que um dia recebem a visita de Babette, uma misteriosa francesa que, fugindo de Paris, lhes pede abrigo em troca de serviços domésticos. Babette é aceita no novo lar pois traz consigo uma carta de recomendação de Papin, velho amigo das senhoras que havia sido apaixonado por uma delas no passado. O vilarejo é composto por famílias extremamente religiosas e que possuem o hábito de comer apenas o básico. Pratos sonsos, sem sabor, só por sobrevivência mesmo. Um dia, Babette tira a sorte e ganha um bilhete premiado na loteria. É a possibilidade de retribuir o bem às irmãs, ela então prepara um grande jantar para a comunidade local, com os mais refinados ingredientes, com sabores e texturas jamais experimentados por aquelas pessoas. Grandes mudanças na vida simples do vilarejo se apresentam a partir desse jantar.

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O filme, em suma, fala sobre como os personagens tão alienados em suas convicções não se permitiam aos prazeres de uma boa refeição. Achavam que Babette era uma bruxa, como se cozinhar fosse um ritual de feitiçaria. Rubem Alves em uma de suas crônicas diz que certa maneira eles estavam certos. “Que era feitiçaria, era mesmo. Só que não do tipo que eles imaginavam. Achavam que Babette iria por suas almas a perder. Não iriam para o céu. De fato, a feitiçaria aconteceu: sopa de tartaruga, cailles au sarcophage, vinhos maravilhosos, o prazer amaciando os sentimentos e pensamentos, as durezas e rugas do corpo sendo alisadas pelo paladar, as máscaras caindo, os rostos endurecidos ficando bonitos pelo riso, in vino veritas. Está tudo no filme A Festa de Babette. Terminado o banquete, já na rua, eles se dão as mãos numa grande roda e cantam como crianças… Perceberam, de repente, que o céu não se encontra depois que se morre. Ele acontece em raros momentos de magia e encantamento, quando a máscara-armadura que cobre o nosso rosto cai e nos tornamos crianças de novo.”

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O encanto dessa história está exatamente nessa quebra de conceitos, nessas mudanças que algumas sensações podem acarretar. No caso, um jantar saboroso, uma mesa bem posta, um cardápio bem elaborado. A graça de compartilhar momentos, interagir todos juntos em uma mesa com infinitas possibilidades de sensações. Os moradores daquele vilarejo descobrem uma alegria a muito esquecida e que foi desperta pelo simples ato de degustar um saboroso jantar.

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Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. – Rubem Alves

Gosto de pensar que uma boa comida é porta para o coração, porta para as recordações, porta para o carinho. Meu pai me indicou esse filme porque ele sabia que assim como Babette eu vejo graça em preparar pequenos encantamentos na cozinha. Não que eu me ache uma grande cozinheira, apenas quero deixar as pessoas ao meu redor felizes ao compartilhar uma refeição. Comer é algo bom, todo mundo sabe disso, mas poucos são os que encontram a felicidade em servir, em cozinhar. A graça de ir até o mercado, ou feira, e escolher os ingredientes, ir para cozinhar e seguir receitas, experimentar e criar suas próprias técnicas, aguçar o sabor e por fim montar a mesa, servir e observar as as reações das pessoas.

A comida tem essa magia, os encantos visuais, o toque, o sabor, com amor, gerar momentos de prazer. Sem pressa. O prazer de preparar as etapas, montar os pratos, é uma construção. Concordo com Rubem Alves. “O prazer de comer mesmo não é muito demorado. Pode até ser muito rápido, como no McDonald’s. O que é demorado são os prazeres preliminares, arrastados — quanto mais demora maior é a fome, maior a alegria no gozo final.” 

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Muitas reflexões podem ser tiradas de A Festa de Babette, mas para mim o que ficou mais marcado foi que a vida tem seus prazeres e que fomos dotados por Deus para espalhar alegria e boas sensações. Um artista ao pintar seu quadro, um escritor ao publicar uma história, um cantor ao provocar empatia com suas letras, um arquiteto ao construir belos prédios, e um cozinheiro preparando seus pratos. Um cozinheiro renomado que trabalha em um restaurante famoso, um pizzaiolo, a mãe, a vó, você, não importa a posição ou grau de instrução, cozinhar sempre será uma grande magia.

Penso que Deus deve ter sido um artista brincalhão para inventar coisas tão incríveis para se comer. Penso mais: que ele foi gracioso. Deu-nos as coisas incompletas, cruas. Deixou-nos o prazer de inventar a culinária. – Rubem Alves

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