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Meu amigo urso

Rodolfo,

essa deve ser a décima vez que começo a escrever esse post. Digitei as primeiras frases e acabei voltando atrás e apagando tudo. Agora pensado aqui com meus botões imagino que seria bem mais fácil se na vida fosse assim também. Se pudéssemos apagar certas coisas que fizemos para poder ter a chance de recomeçar depois de ter analisado bem os fatos. Pergunta; se você pudesse apagar sua história e recomeçar em algum ponto da sua vida, de onde começaria?

A nossa vida é feita de escolhas, ô frase clichê, mas é bem verdadeira. E você tá ligado que não dá para apertar delete depois de ter escrito algo né? Por isso que a gente ainda vai quebrar a cara, vamos nos arriscar, meter os pés pelas mãos e não adianta eu te dizer que vai ser fácil, porque não vai . Mas sabe, tudo bem. É, isso mesmo… TÁ TUDO BEM. Acho que às vezes supervalorizamos os estragos, negamos o sofrimento e esquecemos que eles também fazem parte. Tristeza bem manipulada nos ensina muitas coisas. Quando fiz aquela pergunta lá em cima, se você pudesse escolher o que apagar na sua vida, foi para te lembrar daquilo que você já aprendeu que não quer. Porque não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar nossa visão em relação a eles.

Gosto de me imaginar como um rio. Ou no conceito de que preciso fluir como um rio. Contornando montanhas, quebrando-me nas pedras, caindo de penhascos, repousando em córregos tranquilos, refletindo a luz do luar em noites de verão, servindo aos seres vivos com meus dons e por fim desaguando no mar. Todas as partes, boas e ruins possuem seus ensinamentos. Você também é um rio, claro que figurativamente hahaha. Todos somos parte de algo bem maior. E acho que deveríamos parar com essa mania de grandeza, de pensar que só nossa dor importa, só nossa opinião é válida, que carregamos a verdade e blábláblá. O dia em quer pararmos de olhar apenas para o nosso próprio umbigo vamos acabar encontrando soluções, motivos para continuar, tesouros que o dinheiro não pode comprar, beleza nos detalhes e por fim ouvir a voz de Deus sussurrando em nossas mentes como um bom amigo conselheiro.

Então prometa uma coisa junto comigo? Nada de fugir, e se cairmos não tem problema! Que sejamos como um bebê aprendendo a engatinhar. Você já viu um? Para mim é uma das cenas mais lindas do mundo! Bebês não desistem apesar das quedas, não sentem vergonha pelas pernas bambas e passos errados. Nunca vi tanto empenho e determinação. E no final eles descobrem o equilíbrio, e percebem que podem andar com firmeza, saltar, dançar, correr.

Obrigada pela visita e por ter me deixado te fotografar.

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Te dedico essa música:


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Fotografia

Ophelias

Às vezes é bom sair um pouco da realidade, entrar em um personagem e criar um universo novo, seu. A fotografia me proporciona essa possibilidade. Usar minha imaginação para criar cenários que não consigo viver no dia a dia. De vez em quando é bom, o desafio de encarar um personagem, por alguns minutos.
Hoje quando minha irmã acabou de me maquiar para a sessão de fotos levei um susto, hahaha! Fazia muito, muito tempo que não usava maquiagem forte. Ao mesmo tempo foi divertido, porque eu sabia que poderia “viver” nas fotos uma personagem inspirada em musas medievais, na poesia de artistas e fotógrafos que me inspiram.

Algumas pessoas já me perguntaram de onde tiro ideias para as fotografias, então decidi compartilhar um pouco do processo de criação das fotos acima. Acho legal falar um pouco sobre isso, porque como não são fotos de estilo de vida, diários, natureza, etc, precisei criar um conceito para elas. E para criar esse conceito foi preciso beber um pouco de cada fonte como pintura, música, cinema e literatura.

1-) Lendas do Rei Arthur e a Irmandade Pré-Rafaelita

Sou fascinada pelas lendas do Rei Arthur, e buscando quadros inspirados nesse período acabei me deparando com o a Irmandade Pré-Rafaelita, que foi um grupo artístico, fundado em 1848, que desejava tornar ao estilo medieval, gótico e temas como as lendas do Rei Arthur e artistas como Dante. Esses artistas buscavam a matéria da alma e a espiritualidade. Esta representação do “sonho” se traduz formalmente na busca da harmonia e equilíbrio entre os elementos. A pintura com base no desenho vai resultar em imagens quase ornamentais repletas de pormenores e detalhes fotográficos, onde o traçado fluido e gráfico busca realçar aspectos estéticos, independentemente da sua semelhança ou não com a realidade. A sensibilidade estética de pinturas poéticas onde o romance e o erotismo, unidos a uma certa inocência, têm lugar de destaque.

RESULTADO: Eu e minha irmã nos inspiramos nas mulheres pintadas por esses artistas. Elas possuem uma áurea de inocência, ao mesmo tempo que são intensas e misteriosas. E o título do post é inspirado no quadro de um desses artistas, John Everett Millais. E também de uma personagem de Hamlet, de William Shakespeare.

John William Waterhouse 2

john william waterhouse 1

2-) O véu transparente de Alice Pike Barney

Alice Pike Barney

3-) As fotografias de Julia Margaret Cameron

Sou apaixonada pelo trabalho de Julia Margaret Cameron! Mesmo só tendo começado a fotografar aos 48 anos e por prazer, Cameron deixou uma obra significativa e pontual na história da fotografia. Sua estética mescla subjetividade e teatralidade. E a sua marca são os “olhares” que os fotografados carregam.

julia margaret cameron

4-) A beleza de 1920 

Como sou um zero à esquerda com maquiagem pedi à minha irmã que me desse uma força nesse quesito. A ideia era trazer um pouco mais de peso para as fotografias através de olhares marcantes. As roupas já eram leves e românticas demais, precisávamos desse contra ponto. Nos inspiramos em musas da década de 20.

dolores costello

5-) A Fotografia e arte de Summertime Sadness – Lana Del Rey

 

Foi legal fazer essas fotos, ainda mais pelo processo de pesquisa, acho que essa é a parte que mais gosto! Mas querem saber a real… a melhor parte mesmo foi acabar a sessão, tirar a maquiagem, colocar o pijama e comer panquecas. Acho que não consigo segurar a personagem de musa medieval, hahahaha.

Até a próxima pessoal 😉

Pesquisa, Produção, Fotografia e Edição: Hadassah Sorvillo / Maquiagem: Elissa Sorvillo / Figurino: Velharias encontradas no baú da mamãe

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Coisas selvagens

Semana passada um beija-flor entrou em casa, e enquanto minha mãe corria de um lado para pegar o bichinho eu corria do outro para pegar a minha câmera. Na hora de sacar as fotos fiquei admirada ao notar como ele tentava de todas as maneiras se ver livre das mãos da minha mãe, com toda as forças que seu pequeno corpo permitia ele dava tudo que tinha para ganhar liberdade. “Solta mãe, ele precisa voar”, eu disse enquanto desligava a câmera. E em um segundo ele já havia sumido.

Hoje pela manhã quando fui cuidar do nosso papagaio notei que dois azulões tinham entrado por engano em uma gaiola vazia no jardim. Um deles conseguiu achar a saída, o outro passou um bom tempo se esforçando, mas sem muito progresso. Para ajudar enfiei a mão por dentro da entrada e me aproximei do passarinho, bem a tempo de levar uma bela de uma bicada. Ele não estava colaborando. Munida de um pano de prato consegui acalmar o bichinho e tirá-lo da gaiola. Quando fui soltá-lo nem foi preciso abrir as mãos por completo, foi só ele sentir a “prisão afrouxar” para tomar impulso e ganhar o céu. Pela tarde a Eliza veio do jardim trazendo uma borboleta à beira da morte. Ela voava e voltava a cair, e mesmo sem forças ainda tentava bater as asas. Colocamos a pobrezinha em uma árvore para poder finalmente descansar.

A natureza me ensinou que há seres que são belos por serem essencialmente livres e selvagens, retê-los ou querer possuí-los por puro capricho tira a beleza do que foi feito para viver sem amarras, sem sufoco. Você não precisa segurar algo com as mãos para ser feliz. Aceite que certas coisas nunca vão lhe pertencer e nem por isso há motivo para ficar triste. Abra as mãos. Não há nada mais corajoso do que respeitar a liberdade alheia.

Viva sem querer possuir tudo que lhe aparece pela frente, aprenda a conquistar. Ao invés de aprisionar os passarinhos aprenda a cuidar do espaço proporcionando, assim, um bom convívio. Plante árvores e espalhe comedouros com frutas, um dia eles voltarão por vontade própria. E então você poderá compartilhar momentos de alegria sem precisar tirar a liberdade de ninguém.

Isso vale para as pessoas também.

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho! – Mário Quintana

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azulão

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Em um chuvoso amanhecer de Junho

Hoje o sol decidiu não dar o ar de sua graça desse lado do planeta. Céu cinza, vento gelado e névoa me fizeram acordar feliz da vida. Sempre gostei de dias nublados. Gosto da sensação, acho cada canto mágico, como se eu estivesse em um antigo livro de cavalaria.

Ainda de pijama e cabelo bagunçado saí pelo quintal de casa para fotografar.  Queria poder colocar o cheiro de terra molhada, as gotas de água alojadas nas folhas das árvores, o chuvisco gelado caindo na pele e o o cheiro de café quente, em um pote e guardar para em casos de emergência. Não é sempre que os dias nascem tão poéticos assim.blogvuou_diaschuvosos_2

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