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Desse lado

Domingo é pré ressaca. Só que o meu tipo de ressaca é bem diferente do que muitas pessoas podem imaginar, nada a ver com ressacas das baladas… lembra mais o mar que se encolhe todinho numa mansidão e depois chega arrastando tudo pela frente, transbordando, puxando o que fica na praia no vai e vem. Domingo é dia de aproveitar o que faz bem para a alma (isso quando se é permitido).

O meu tipo de alimento são os livros, pinturas e fotografia. Segunda é dia de invadir a praia, correr atrás do que quer, mesmo sem muitas certezas. Semana chega e se você não transbordar o que fará? É preciso viver com paixão, é preciso ser mar.

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O último dia do horário de verão

Hoje foi o último dia do horário de verão. Não sei porque, mas eu gosto desse horário. Talvez seja nostalgia, lembro que quando criança eu podia ficar mais tempo no quintal por conta do sol que ainda estava alto depois das seis da tarde. Ainda consigo ver as chuvas torrenciais e os sirilampos que saiam de suas tocas voando para todos os lados enquanto eu caçava-os aos montes. Era tão bom!

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Aproveitei que hoje era sábado para dizer adeus ao horário de verão aproveitando o final do dia no meio do mato, colhendo fungos, caminhando com o Lucky e fotografando. Fiquei pensando naquilo tudo que eu via, como cada ser vivo cumpria seu papel na natureza, vivendo um dia de cada vez, apenas confiando e fazendo o que lhe era devido. Pássaros montando ninhos, cuidando de seus negócios na sua curta vida, os insetos e flores selvagens, tão efêmeros e belos, o pasto que crescia forte mas que logo seria comida para o gado, e eu ali deitada na sombra de uma árvore. Não no centro, mas parte de tudo aquilo, o centro era Deus que sustentava toda a natureza e a mim também.

O sol começou a descer escondendo-se entre as nuvens e mais um dia passava, mais uma fase terminava eu me encontrava hipnotizada por tudo aquela riqueza de detalhes, sons, cores e formas. Um mundo secreto que só posso ver quando paro e esqueço de mim e das preocupações que carrego. Sou parte da natureza, me sinto um bicho do mato que só consegue ser feliz longe da agitação e que contenta-se com o silêncio. Não sei explicar muito bem, só sei que é assim, estou bem, confiando e vivendo.

Carpe Diem, suguemos o tutano da vida.

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O Tique-Taque das Horas

Não sou a única a ter altos e baixos, a ter incertezas, a ser feliz num dia e triste no outro. Não me sinto especial, e ando treinando não ter pena de mim mesma. Minha irmã me disse um dia em tom de desaprovação; “Hady às vezes você me parece muito relaxada” por causa que eu tinha aconselhado ela a diminuir um pouco o ritmo e fazer uma coisa por vez. Tento ver o que tem de ruim nisso. Claro que corro atrás dos meus sonhos, quero conquistar minha independência financeira, cuidar dos projetos que criei por mim mesma.

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Mas esse é o caminho que estou trilhando a duros questionamentos internos. Pois a cada dia que passa morro um pouco mais ou ganho um pouco mais de vida, depende de que maneira vejo o copo. Além disso estou vendo tanta inutilidade em tantas coisas. Como diria Salomão “correr atrás de vento”. Minha mãe diz que amadureci, não sei se ela está certa, quem sabe um pouco.

As manhãs entram pela minha janela todos os dias dando um choque de realidade “ei acorda! Você ainda está aqui!” Sim ainda estou, só não sei quanto ainda me resta. Rubens Alves escreveu que o tempo é como um relógio sem ponteiros, você só pode ouvir o tique-taque. Um dia ele vai parar, mas você nunca saberá quando. Ontem deitada no sofá junto com a Elissa na sala da casa dos meus pais coloquei um disco para tocar na vitrola. Ela me perguntou “Que carinha é essa Hady?”, perdida em alguns pensamentos respondi “Tô pensando aqui, que se não fosse por Jesus a vida não estaria valendo à pena”. Caímos na risada. A política, a situação do nosso país, a perspectiva incerta em relação ao futuro nos deixou para baixo a ponto de conversamos sobre métodos de suicídio e de pessoas que deram um fim mais definitivo a todas essas aflições cotidianas. Foi uma conversa de poucos minutos, pois quando se fala da morte quando se tem vida e ainda um pouco de esperança fica pesado e desconfortável. Um arrepio passa pela espinha e você pensa, “não, eu ainda quero ver onde tudo isso vai dar”. Acabamos por concordar, é só por Ele mesmo. E nos agarramos à esperança que é algo tão subjetivo, mas tão reconfortante.

Perco minha horas ou as ganho, novamente não sei a que perspectiva olhar, perdida em devaneios. As madrugadas chegam e na solidão do meu cafofo leio poesias e o livro sagrado, que é pra ver se entendo a vida além da funcionalidade. A vida é boa. Sim… é boa quando não se pede muito. Quando não se cobra além do necessário. A vida só pode ser vivida um dia de cada vez.

Comprei uma blusa em um brechó e fui mostrar a barganha para o meu pai. Ele elogiou a escolha e disse que eu poderia usar quando saísse. “Mas eu quase nunca saio pai”, falei enquanto abotoava o último botão. Ele calmamente disse; “filha há tempo pra tudo”. Está certo pai, há tempo para todo propósito na terra. Não quero apressar-me. Permaneço assim até que os ventos me tragam uma boa nova ou me silencie de uma vez por todas. Entre um trabalho e outro, rego minhas plantas e com a mesma calma que elas levam a vida, tento sossegar-me e confiar nEle.

“Ama a simplicidade
Ama a vida
Ama a beleza
Ama a Poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama Deus”.  – Rubem Alves

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Quando a melhor escolha é ficar

Na faculdade eu tinha duas metas de vida, a primeira era me formar e a outra morar fora por um ano. Durante todo o tempo que passei estudando planejei meu futuro dessa forma. Passei a economizar dinheiro e a guardar meu salário do estágio para essa finalidade. Quem me conhece sabe o quanto isso era importante para mim, o quanto havia planejado morar em outro país.

Mas se tem uma coisa que preciso aprender é, “nunca, nunca, dê planos futuros como certos”. O ano de 2014 foi uma loucura sem fim! Com o TCC, formatura e a necessidade de tomar escolhas que influenciariam profundamente o percurso da minha vida, me vi reavaliando meus conceitos sobre o que era liberdade, responsabilidades e o que eu gostaria de construir com as oportunidades que surgiram. No segundo semestre de 2014 algumas portas se abriram de maneiras inesperadas! E tive duas opções; pegar o dinheiro que juntei e tentar a vida lá fora e no prazo de um ano voltar para o Brasil e recomeçar do zero, ou aproveitar as chances que apareceram para abrir meu próprio negócio, me estabilizar e poder trabalhar em qualquer lugar do mundo.

Minha mãe sempre me disse “Hadassah você é muito exigente consigo mesma”, eu pensava que isso era um defeito. Mas hoje mudei de ideia, e levo como um ponto forte. Sim, sou muito exigente e isso às vezes é meio ruim, ao passo que também me ajuda a lutar comigo mesma todos os dias, a superar minhas fragilidades e buscar dar o melhor das minhas forças. Eu sou a favor da liberdade, de escolher seus próprios caminhos, mas tenho uma grande noção do que eu preciso fazer, independente das minhas vontades. Sempre fui assim. Vejam bem, nunca fui uma pessoa rica. Minha família conquistou tudo com muito trabalho, somos abençoados e não tenho do que me queixar, mas desde pequena aprendi com meus pais a dar valor ao trabalho, a ter responsabilidade e a pensar no meu próximo. A grande verdade é que tudo isso pesou. Em pouco tempo farei 23 anos, e quando percebi que não sou mais uma menininha decidi assumir o papel de mulher, tomar minhas oportunidades e crescer, mesmo que isso signifique mudar de planos.

No fundo eu sabia que a maior loucura seria ficar. Abrir um negócio e trabalhar por conta própria. Não tenho experiência, acabei de me formar e estou metida a andar sozinha, isso sim é um desafio! Mas graças a Deus tenho o apoio da minha família e estou feliz em ter voltado para o interior, de poder trabalhar do quintal da minha casa e ter a flexibilidade de unir projetos pessoais com o profissional. Ainda estou no começo e não posso garantir que esse será o trabalho para toda vida! Mas sei que estou aprendendo muito sendo minha própria chefe e morando aqui no meio do mato (hahahaha). Sinto que faço a coisa certa, não sei como nem tentarei explicar, mas estou com a paz de estar em paz com tudo.

Não sei quantos aí vão optar por trabalhar por conta ou vão desistir de uma viagem para abrir o próprio negócio. Também pode ser o contrário, desistir de tudo que tem para viver rodando o mundo, quem sabe. As histórias e realidades são diferentes. Mas se tem uma coisa que posso dizer é, tenha um propósito de vida e não apenas metas. Metas são etapas a serem conquistas e isso é muito importante, mas propósito é o desejo de alcançar algo além de metas. É um designio, um objetivo de vida. Eu mudei algumas metas na minha vida, mas não mudei meu propósito. Com isso em mente estou conseguindo lidar melhor com as decepções, ficando mais flexível e aproveitando as oportunidades.

Fazemos muitos planos para o futuro e às vezes eles não acontecem, seja por influências externas ou até por nossas próprias escolhas. Mas há certas pessoas que se desesperam quando as coisas não saem ao pé da letra, e outras que não se preocupam em mudar de ideia pelo caminho e tomar uns atalhos. E sinceramente não estou afim de me desesperar pelos tropeços da vida, e você?

 

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