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Nessas manhãs de frio

Eu e meu pai somos parecidos em algumas coisas, e uma delas é nosso amor por dias frios e nublados. Ontem o sábado amanheceu lindo, com o céu fechado e vento gelado. Achei meu pai no quintal observando pássaros com seu binóculo e perguntei, “pai, vamos caminhar?”.

Tomamos o caminho de costume, contornando nosso sítio até chegar em um ponto bem alto em que é possível observar as montanhas a quilômetros e quilômetros de distância. Essa é uma das vistas preferidas do mundo inteiro! Gosto de observar as montanhas em seus contornos azuis cobertas de plantações, matas e casinhas. As criações comendo o pasto calmamente salpicam as encostas com vida, misturando-se ao som de passarinhos, insetos e farfalhar das folhas nas copas das árvores. E acima de nós o céu como um cobertor denso, às vezes azul radiante, outras em laranja com tons de roxo como numa aquarelas, e dias como ontem, em que ele fica cinza com nuvens bem escuras.

Ontem o dia estava especial! Parecia que Deus tinha planejado tudo para deixar-nos felizes. Durante todo o trajeto conversamos. Meu pai falou sobre pássaros, me aconselhou sobre diversos assuntos e no final voltamos para casa morrendo de fome, com as botas úmidas, mas felizes e com algumas fotos de recordação.

Dias frios podem significar um dia perdido para algumas pessoas, mas não para mim. Quando todo mundo se enrola nas cobertas, ou reclama do tempo fechado, eu fico feliz.

Hoje amanheceu um dia ensolarado, não reclamo, minha mãe diz que precisamos agradecer tanto pelo sol quanto pela chuva, mas ó… não reclamaria se umas nuvenzinhas parassem por aqui por mais alguns dias.

frio que faz lá fora

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Diário Fotografia

Coisas selvagens

Semana passada um beija-flor entrou em casa, e enquanto minha mãe corria de um lado para pegar o bichinho eu corria do outro para pegar a minha câmera. Na hora de sacar as fotos fiquei admirada ao notar como ele tentava de todas as maneiras se ver livre das mãos da minha mãe, com toda as forças que seu pequeno corpo permitia ele dava tudo que tinha para ganhar liberdade. “Solta mãe, ele precisa voar”, eu disse enquanto desligava a câmera. E em um segundo ele já havia sumido.

Hoje pela manhã quando fui cuidar do nosso papagaio notei que dois azulões tinham entrado por engano em uma gaiola vazia no jardim. Um deles conseguiu achar a saída, o outro passou um bom tempo se esforçando, mas sem muito progresso. Para ajudar enfiei a mão por dentro da entrada e me aproximei do passarinho, bem a tempo de levar uma bela de uma bicada. Ele não estava colaborando. Munida de um pano de prato consegui acalmar o bichinho e tirá-lo da gaiola. Quando fui soltá-lo nem foi preciso abrir as mãos por completo, foi só ele sentir a “prisão afrouxar” para tomar impulso e ganhar o céu. Pela tarde a Eliza veio do jardim trazendo uma borboleta à beira da morte. Ela voava e voltava a cair, e mesmo sem forças ainda tentava bater as asas. Colocamos a pobrezinha em uma árvore para poder finalmente descansar.

A natureza me ensinou que há seres que são belos por serem essencialmente livres e selvagens, retê-los ou querer possuí-los por puro capricho tira a beleza do que foi feito para viver sem amarras, sem sufoco. Você não precisa segurar algo com as mãos para ser feliz. Aceite que certas coisas nunca vão lhe pertencer e nem por isso há motivo para ficar triste. Abra as mãos. Não há nada mais corajoso do que respeitar a liberdade alheia.

Viva sem querer possuir tudo que lhe aparece pela frente, aprenda a conquistar. Ao invés de aprisionar os passarinhos aprenda a cuidar do espaço proporcionando, assim, um bom convívio. Plante árvores e espalhe comedouros com frutas, um dia eles voltarão por vontade própria. E então você poderá compartilhar momentos de alegria sem precisar tirar a liberdade de ninguém.

Isso vale para as pessoas também.

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho! – Mário Quintana

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azulão

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Feira de Antiguidades

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Juntar velharia, garimpar peças de segunda mão e tudo que envolva esse universo é algo cotidiano para a nossa família. Salvar armários antigos que iam parar no lixo (mas que ficam lindos depois de uma reforma), porta e janela de casas demolidas (inclusive no telhado do meu cafofo foram utilizadas telhas de uma antiga senzala que havia aqui na região onde eu moro)  e usar roupas de segunda mão compradas em brechó, é algo totalmente normal para nós! Muitos por aí vão às compras, mas nós gostamos mesmo é de garimpar!

E tudo isso graças a minha mãe. Ela é do tipo de pessoa que encontra utilidade para qualquer coisa, vestido antigo e rasgado vira novo depois de uma reforma, pequenos objetos garimpados em brechós e feiras são para a decoração e assim por diante. Desde que me conheço por gente a política aqui em casa é “aproveitar ao máximo” e “coisa antiga é coisa legal”. E acho incrível minha mãe ter esse jeito, aprendi e ainda aprendo muitas coisas com ela.

Semanas atrás eu e a minha irmã, Elissa, estávamos em uma feira de antiguidades e bugigangas e acabamos parando em uma das barracas para experimentar armações de óculos. E como havia levado a câmera aproveitei para fotografar a minha “irmãzinha”, que já não é tão “irmãzinha” assim. A bicha cresceu e está uma mulher linda! Até pensei em fotografar mais coisas para vocês, mas optei por guardar a câmera na mochila e aproveitar os momentos. Nem sempre dá para fotografar tudo, precisamos viver também.

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Diário de uma publicitária em busca do trabalho dos sonhos

Semana passada dei uma sumida do blog por alguns dias, motivo? Trabalho. Fiz uma viagem para atender um cliente em outra cidade e não pude me dedicar a nenhum conteúdo do VUOU. Agora que estou de volta decidi compartilhar um pouquinho sobre o meu trabalho e o que estou aprendendo com o passar do tempo. Talvez me ajude a organizar as ideias e quem sabe inspirar ou dar uma forçinha para alguém aí do outro lado.

A última semana foi muito boa para mim, profissionalmente falando. Principalmente porque descobri que a maneira como trabalhamos está mudando, mesmo com uma certa resistência estamos progredindo no mercado. A tecnologia está facilitando o nosso trabalho para que possamos ter mais tempo para focar em qualidade de vida. Um exemplo que aconteceu comigo foi que semanas atrás recebi o contato de uma empresária interessada em alguns serviços de produção de conteúdo, conversamos por telefone e ela perguntou minha disponibilidade de visitá-la em uma cidade no interior de São Paulo. Expliquei que nos próximos dias seria meio difícil, mas como ela estava com uma certa urgência no assunto acabei sugerindo uma reunião por Skype, ela aceitou. Segunda-feira nos conectamos, ela na sala de sua casa e eu na minha varanda, e foi muito legal! Ainda mais porque ela não havia experimentado esse formato de reunião, uma mudança que foi super bem aceita pela minha cliente, ela inclusive elogiou essa opção. Nossa conversa foi bacana e descontraída e depois de uma hora de papo havíamos fechado o negócio, ambas felizes e sem a pressão e cansaço de uma reunião presencial. Através dessa experiência descobri que é sempre bom sugerir opções para o seu cliente, e que a tecnologia está aí para ajudar! Mostre-se interessado pelo trabalho, sugira opções que irão facilitar os processos e apresente um resultado de qualidade. Não tem como errar! Claro que há clientes que não vão se encaixar nesse formato, mas tendo algum que encare esse estilo aproveite! E lembre-se, há empresas que valorizam processos não convencionais, não tenha medo de tentar!

Como disse lá no começo do post eu fiz uma viagem a trabalho e aproveitei que estava na mesma cidade onde fiz minha faculdade para visitar alguns amigos. Andando pelos corredores encontrei uma professora muito querida. E conversa vai, conversa vem acabamos caindo no assunto sobre carreira e o que esperávamos do futuro. Foi maravilhoso ver como concordamos sobre muitos assuntos, sobre o trabalho colaborativo e a nossa geração que está em busca de satisfação na carreira, arriscando tudo por um sonho ou ideal e não necessariamente focando em um cargo de importância ou salário. Inclusive ela mesma deixou um bom emprego, diminuiu as aulas e agora está focando em projetos pessoais. Ela me contou que muitos de seus amigos estavam largando cargos em empresas para abrir os próprios negócios, porque para eles era mais importante fazer algo focando o amor pelo projeto aliado à qualidade de vida. Essa conversa me deixou ainda mais motivada a continuar na minha tentativa de ser autônoma.

Falando em correr atrás de sonhos, conheci uma chef de cozinha que se mostrou super interessada no meu trabalho. Conversamos muito sobre sonhos e projetos. E o dela é fazer um livro de culinária e ministrar palestras. Só que ela não sabia como, nem por onde começar. Lembrei que a vida é meio curta para a gente ficar se preocupando se devemos ou não arriscar nos nossos sonhos. Sugeri que ela devia abrir um blog, criar um conceito para as receitas, uma cara só dela… enfim. Disse que eu poderia assessorá-la nesse quesito. Ela ficou bem animada com a ideia. Se vai ter coragem de encarar o desafio aí já não sei, isso deve ser uma escolha individual. Mas quem sabe no futuro eu volte aqui no blog contando mais novidades sobre essa história e com possíveis parcerias! Ah, inclusive se alguém aí tiver alguma ideia legal ou quer investir em um projeto pessoal e achar que eu posso colaborar com os meus serviço é só entrar em contato clicando aqui. Vamos conversar! 😉


Por fim, no final da semana refiz minhas malas e voltei para casa com o coração grato.

Sou grata por ter um trabalho e clientes que confiam nos meus serviços, porque estou me descobrindo como profissional e conseguindo focar em projetos que se encaixam na minha escolha de vida. E grata porque sinto a mão de Deus em tudo isso, Ele tem sido muito bom para comigo e sei que vai colocar as pessoas e as oportunidades certas na minha vida, só preciso saber aproveitar.

E não importa se você tem a mesma crença que a minha ou se encara o mundo de uma maneira diferente, há uma língua universal que toda a humanidade compreende, e essa língua e o AMOR. Faça as coisas com amor, ame as pessoas, se engaje em boas causas e busque sempre fazer o melhor que puder. Acredito que essa é uma boa maneira de começar a carreira.

Nos vemos na próxima!

 

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Vai com calma coisinha

As duas últimas semanas andam meio atípicas. Estou tirando minha carteira de motorista e isso me irrita um pouco já que passo muito tempo trancada em uma sala de aula ouvindo um assunto meio chato. Quem me conhece bem sabe que não gosto da sensação de estar presa. Além disso, o tempo anda curto. Por morar no sítio não é tão fácil assim me locomover com transporte público, demora um bocado para pegar o ônibus e outro tanto para chegar até em casa andando. Mas não posso reclamar, como meu pai diz “devemos fazer aquilo que precisa ser feito.”

Às vezes a rotina nos pega e arrasta para um redemoinho de compromissos e muitas vezes isso nem sempre é agradável. Óbvio que gostaríamos de estar fazendo outras coisas, mas acredito que há tempo para tudo, inclusive para a correria. Quando cheguei hoje em casa eu sabia que não teria tempo de sobra para fazer minhas coisas favoritas ou descansar, mas  tudo bem. Tomei um banho, preparei meu almoço, sentei um pouco no gramado e observei as flores. Depois abri o meu computador e comecei escrever alguns conteúdos para um dos meus clientes. Na pausa li algumas páginas da minha atual leitura, que inclusive é uma distopia incrível que em breve resenharei por aqui. E assim passei o restante da minha tarde, entre trabalhos e pausas para colocar a cabeça em ordem.

Ei vida eu sei que as coisas andam corridas, mas vai com calma viu… eu estarei bem aqui pronta pro que vier, mas anota; sempre terei um tempinho para me dedicar à simplicidade da vida, porque só assim me encontro. Vivendo um dia de cada vez, superando os obstáculos e aproveitando as coisas boas que você tem a me oferecer.

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