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Meus finais de semana na cozinha

Em menos de um mês estarei fazendo as primeiras avaliações do curso de Gastronomia. Estou empenhada em dar o meu melhor, mas nem sempre é fácil passar o final de semana estudando. Vez por outra bate uma preguiça e desânimo.Tô com saudades de fazer outras coisas que eu também gosto, mas por outro lado também sei que tudo tem um preço e a vitória só se destina a quem estiver disposto a pagar por ela.

Então visto a dólmã e vou para a cozinha e passo o dia treinando, pego os cards de resumo e releio, escrevo e treino um pouco mais. Vocês também estão nessa? Acho o seguinte, se a gente não correr atrás quem correrá? Se a gente não fizer o mais rápido possível então quando faremos? É hoje, parte de cada um de nós. Desculpas nunca suportaram sonhos. Então vamos respirar fundo e encarar os desafios, e se eles vierem acompanhados de uma boa xícara de café fresco já é um bom começo 😉☕

Com amor,

Hady

 

Obs: Fiz essa postagem originalmente no meu Instagram, mas quis guardar e compartilhar por aqui também.

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Diário Vida

Diário de um feriado

Hoje dei-me ao luxo de ficar enrolando na cama até as 10:00 da manhã. Acordar devagar, fazer um chá, andar no quintal de pijama e começar o dia só depois das onze. Às vezes é bom né? Infelizmente não posso dizer que passei o dia numa boa, as provas do meu curso de gastronomia estão chegando e ainda tenho uma porção de receitas para fazer e outro tanto de material teórico para estudar. Preciso desabafar, achei que esse curso iria ser mais fácil, mas me enganei. Enfim…

Enquanto tomava chá fiz essas que estão no post. Tava tudo muito lindo, muito bom, mas eu precisava estudar. Troquei de roupa e fui até a cozinha para separar os ingredientes das receitas, e foi aí que dei uma daquelas mancadas feias.

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Ontem minha mãe me ajudou com as compras dos ingredientes. Eu estava muito enrolada com o trabalho e ela me deu uma força comprando as carnes que eu precisava para fazer as receitas. Só que ela não entende muito de carne e acabou trazendo os cortes errados. Quando percebi que eu não teria todos os ingredientes necessários para fazer as receitas que eu tinha colocado como meta entrei em parafuso. Fiquei muito irritada e chateada, aí fui tirar satisfação com a minha mãe. Perguntar porque ela não havia comprado os ingredientes que eu havia descrito na lista. Só que o meu tom de voz estava meio alterado. Obviamente a conversa acabou numa discussão. Não vou dar muito detalhes, mas no resumo me comportei muito mal, pensei só em mim e fui injusta com ela.

Quando a poeira baixou e eu voltei para a cozinha a ficha começou a cair. Cozinhar me ajuda a pensar, a reorganizar meus pensamentos. O trabalho solitário, o som das panelas quentes, a água caindo pela torneira e os movimentos contínuos, acho que toda essa atmosfera parece me colocar em ordem. Eu errei, fui estúpida e mimada. Minha mãe não era obrigada a saber os cortes das carnes. Ela se disponibilizou para me ajudar e só por isso eu já devia ter sido mais grata, mesmo que a tentativa dela não tenha dado muito certo. Minha mãe erra, e não tem nada de errado nisso. Eu que estou errada de não levar isso numa boa. Acho que eu estava tão sufocada pelos prazos de entrega das atividades, tão preocupada em fazer tudo certo que esqueci que ter os ingredientes certos era meu dever e não o dela. Minha mãe só queria dar uma força, mas era meu o papel de garantir que tudo estivesse correto.

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Já percebi que muitas vezes sou exigente com os meus pais, como se eles fossem meus eternos protetores. Mas eles são pessoas que não sabem todas as respostas, que se cansam, que ficam tristes, que ainda podem estar perdidos e cheios de dúvidas. Eles não vão corresponder à todas as minhas expectativas e pedidos. E esse nem é o papel deles.

Felizmente minha mãe sempre vai ser minha melhor amiga e sempre vai me perdoar, apesar dos meus erros (nisso eu acredito). Eu é que preciso amadurecer. Tenho tanto sorte em tê-la, apesar de ela às vezes se meter na minha vida hahaha, ela é tudo para mim.

Estou tentando aprender com os meus erros e não quero fingir que sou perfeitinha. Por isso estou escrevendo esse post, para dizer que eu também faço minhas mancadas, que sou egoísta e injusta.

Se eu pudesse te dar um conselho, caro(a) leitor(a), esse seria: Se você ainda tem a sorte de ter os seus pais por perto, ame-os independente dos seus atos, encare-os mais como os seres humanos que são, tenha paciência e seja amável. Os cabelos brancos significam experiência, mas não os isenta dos erros. Vai com calma nos seus julgamentos e exigências. Muitas das vezes eles precisam mais de um amigo ao invés de um filho reclamão.

Sabe aquela música do Legião Urbana, Pais e Filhos? Tem uma parte que diz assim…

Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer

Um dia vamos estar do outro lado, na pele deles. E um dia eles não vão estar mais aqui e não vai adiantar ficar lamentando por aquilo que não fizemos ou por aquilo que podíamos ter evitado. “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar na verdade não há”. 

Vamos aproveitar mais o tempo que nos resta? 

Com amor,

Hady

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Boas notícias do lado de cá

Hoje saiu o resultado da minha nota do trabalho e defesa do TCC da pós. Estou tão aliviada. Terminou, e terminou bem!! Sabe, sou uma pessoa que se preocupa demais com os resultados e sempre acho que não sou capaz, não sou suficientemente boa. Isso às vezes me deixa infeliz. Acabo me cobrando demais, ficando tensa e perdendo algumas noites de sono. Sei que isso não está certo, porém eu também deixei de tentar me mudar nesse quesito. Eu sei que se eu tentar vou me cobrar demais para mudar essa cobrança que já faço na vida em geral. Vai ser cobrança em cima de cobrança. Hahahaha confuso, eu sei. Então estou tentando tirar o melhor disso. Equilibrar.

Porém esse meu defeito também possa ser uma grande qualidade, difícil dizer. Me cobro porque quero ir além, mas também estou tentando relaxar o cabeção quando não tenho muito o que fazer além de esperar. Não é fácil, mas vou seguindo aos trancos e barrancos. Essa pós-graduação em Gestão Empreendedora me ensinou muito. Foi meu primeiro curso em EAD, precisei ter mais responsabilidade, andar uma milha a mais e buscar bons resultados. Apesar de ter me tirado o sono e ter arrancado algumas lágrimas, eu fico feliz por tudo que aprendi. Principalmente por aqueles momentos que tive que ligar o f**da-se para poder viver um pouco em paz comigo mesma.

Sim, deu tudo certo. Se deu para mim que sou a rainha da neura, vai dar para você. Por isso que estou escrevendo isso. Para reforçar com você que está lendo esse texto agora. Você vai conseguir. Dê o seu melhor e aprenda a largar mão quando necessário. E se der errado, porque essa também é uma possibilidade, saia com esperança e com novas lições aprendidas.

Respira fundo, não é fácil e deve ser muito pior para algumas pessoas. Já parou para pensar que ainda temos muita sorte?

Tem uma palavra que é uma das minhas favoritas, RESILIÊNCIA, ela exemplifica tudo o que busco na minha vida. Voltar sempre inteira, apesar das adversidades. Eu sei que vamos conseguir, e vai ser ainda melhor se seguirmos nos ajudando mutuamente, aprendendo e compartilhando aquilo que podemos e temos de melhor. Hoje o que tenho para dividir são só algumas palavras e lições que aprendi das minhas experiências. Mas saiba que é de coração 💙

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Nuances de verde

A minha horta não é das mais organizadas, legumes nascem perto de temperos, o mato toma conta de alguns canteiros, mas eu sempre sei onde cada espécie está, e depois de muito tempo esperando e acreditando que eu não tinha muito jeito para coisa finalmente comecei a colher os primeiros legumes. A horta está ganhando vida!

Aproveitei o sábado para me dedicar na limpeza dos canteiros, na verdade começar. Com a chuva que está caindo nos últimos dias as ervas daninhas tomaram conta de quase tudo. Mas fiquei feliz em ver que assim como o que não presta cresceu, aquilo que é bom também progrediu. Colhi pimentões, cenoura, salsinha e em breve teremos berinjelas! Gosto de colocar a mão na terra, sentir que consegui completar um ciclo. Lembrar que lá no começo de tudo preparei o solo, escolhi as mudas, plantei, cuidei, aguardei e agora a natureza está devolvendo o meu esforço com lindos frutos orgânicos e fresquinhos. Minha horta é meio que o espelho de mim, um dia parei para pensar nisso, vejo tudo como um caos mas no fundo tudo faz algum sentido, pelo menos para mim.

Alguns dias atrás precisei viajar e quando voltei lá fui arrumar as malas de novo, indo de um lado para o outro por causa de compromissos profissionais. Cheguei ontem em casa e a primeira coisa que pensei “cara… que saudades que senti desse chãozinho”. O Salvatore, o nosso cachorro, ficou bem doente nos últimos dias e minha mãe passou por uns maus bocados. Eu queria estar perto, poder ajudar, e mesmo longe meu coração queria entrar pela porteira do sítio. Acho que não sou totalmente livre, há algo que me arrasta para cá. É como dizem, lar é onde seu coração está. Posso estar em qualquer lugar do mundo, mas sou parte desse lugar. E apesar das lutas vamos aos poucos encontrando uma maneira de coordenar os ponteiros. O importante é que sempre tenho um lugar para voltar, tenho um lugar para plantar, colher e sou muito grata por isso.

Ando pensando que quanto mais idealizamos as coisas menos felizes ficamos com o que já temos, quando criamos muitas expectativas mais críticos ficamos e aos poucos as coisas vão perdendo a graça porque sempre almejamos aquilo que ainda não podemos ter. Digo a mim mesma que preciso ser mais grata por aquilo que tenho nas mãos, claro, posso e devo sonhar, mas que meus sonhos não sufoquem o presente, aquilo que me é concedido por Deus, o hoje e a esperança de algo melhor no futuro. Não é fácil, mas que tal pensar em um problema por vez? Aproveitar tanto a felicidade quanto a tristeza, afinal existe propósito em ambas. Deixe a roda girar, sinta os dias passarem… nada é garantido, ainda temos tanto que aprender.

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  Som bom de hoje…

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Exposição Frida Kahlo

Quem me acompanha pelo Instagram viu que ontem dei um pulo até São Paulo para conferir a exposição “Frida Kahlo, conexão entre mulheres surrealistas no México“. E pessoal, está incrível! Sou suspeita para falar já que o trabalho da Frida ocupa um lugar muito especial no meu coração.

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A exposição, que está no Instituto Tomie Ohtake, trás ao público uma mostra da produção mexicana realizada por mulheres que traçaram uma visão potente do país recorrendo a questões oníricas, fantasias e sonhos, subjetivas e de raízes populares, como características do surrealismo. São pinturas, fotografias e esculturas que propõe um diálogo entre esse grupo de mulheres artistas, mexicanas e estrangeiras, que gira em torno do surrealismo tendo como figura central Frida Kahlo. Gostei de tudo! Aprendi um pouco mais sobre o surrealismo e principalmente descobri novas artistas que usaram esse movimento como catalisador de liberdade criativa, como uma maneira de explorar seus desejos, angústias e sentimentos.

Não tirei muitas fotos, até porque queria aproveitar a exposição do jeito certo, fiz só essas daqui para compartilhar aqui no blog. Espero que vocês também passam passar por lá para conferir.

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Endereço: Rua dos Coropés, 88. Pinheiros – São PauloSe você for de metrô é só pegar a linha amarela Estação Faria Lima Via Quatro, fácil fácil.

Até a próxima pessoal!

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