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Comportamento

Depois de algumas taças de vinho foi inevitável, falamos sobre sentimentos

Como é difícil falar desses sentimentos que levo dentro do peito, desses pensamentos que orbitam na minha cabeça… calma, pensando bem não é tão difícil assim. Talvez isso que seja difícil, não ser tão difícil. Se você mostrar interesse eu me abro, que nem flor de cacto em terra seca. Por entender que humano é bicho frágil eu aceito minha condição de não racionalizar tudo, de sentir tudo. Involuntariamente desabrocho em mãos alheias. Aí me arrependo do dito, porque sei que a medida do outro difere da minha. O olhar do outro é diferente, a reação do outro não é a que espero ou pior… nunca é a que eu quero. O que digo soa diferente quando bate no ouvido do outro. Uma tempestade não passa de um assobio, uma brisa soa como trovão. Difícil colocar-se no lugar do outro. Difícil e dar-se para o outro.

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És universo, não esquece

Ela sempre soube, mas fizeram com que ela sentisse que fosse loucura, colocaram na sua cabeça que ela não tinha força, que ela não sabia do que estava falando, que ela não tinha escolha, que era frágil demais para isso, que seu corpo era muito delicado para resistir, que seus olhos eram meigos demais para encarar a realidade, que suas ideias eram românticas para um mundo que não dava a mínima… mas ela sabia. Ela tinha seus instintos e estava cansada de sucumbir toda vez que tinha coragem. Sua natureza uivava por dentro, como uma besta selvagem ela queria livrar-se de todas as amarras, todas as palavras e ações que a levavam para debaixo da terra e a faziam sentir medo da escuridão. Ela queria correr, voar, nadar, escalar e chegar até o fim do mundo. Apostar, lutar, amar, fazer valer, chorar, levantar e chegar mais perto de si mesma.

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Comportamento

Será que sou quem eu gostaria de ser?

Fazem alguns meses que eu não escrevo aqui no blog um texto bem sincero. Talvez eu tenha perdido a mão, sei lá… as ideias voam, as palavras misturam-se com as anotações de deveres que parecem gritar pelo meu nome e exigir minha total atenção. Acabo deletando cada letra dos textos que começo, uma a uma, como em um tiroteio, até que não resta nada além de um espaço branco na tela. Me falta paciência, aí fecho a janela do blog e vou responder algum e-mail da caixa de entrada ou terminar uma tarefa por fazer. Aos poucos estou deixando que o trabalho e estudos me consumam. São escolhas. Falando em escolhas…

…Quando eu tinha dezoito (ou dezenove) anos me apaixonei. Só que eu SÓ tinha dezoito (talvez dezenove) anos. Faz diferença, fique sabendo. Eu era inconstante e cheia de medos. Entre palavras não ditas e outras tantas atravessadas acabou que cada um seguiu por caminhos diferentes. A vida tem dessas, afasta, retoma, destrói, refaz, e no final nos ensina somente com um bom chá de cadeira. Regras são regras. Você pode debater-se, complicar e fazer drama. A vida apenas rirá da sua cara e dirá; “senta aí e espera, você precisa aprender umas e outras”.

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Comportamento Simplicidade Vida

De onde vem a calma

Costumamos gastar um bom tanto da vida só esperando. Esperamos que tudo esteja bem ao nosso redor para podermos ser felizes. Esperamos que as pessoas nos aceitem para que possamos nos amar de volta. Esperamos que a vida se mostre gentil o suficiente para que possamos encontrar a paz. Esperamos que as oportunidades caiam do céu para tomar uma iniciativa.

Não esperamos só por paciência, antes fosse! Paciência tem um bocado de calma e fé. Sentimentos bons de cultivar. Mas na real, boa parte das vezes esperamos por medo e insegurança. Quem nunca né? Ficou morgando na sala de espera da vida por escolha própria.

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