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Dear Prudence

Hoje o dia amanheceu nublado, nossa… que alívio ver aquelas nuvens cinzas no céu. Amo tanto quando o tempo está assim. Minha alma é nublada hahaha.

08:00 e eu já estava na cozinha desossando um frango. Fui uma negação, como em todas as outras tentativas. Fazer gastronomia está se mostrando um desafio além do que eu previa. Em todas as aulas eu preciso sair da minha zona de conforto e aprender a lidar com situações novas, como preparar carnes (sou vegetariana desde que eu era um mero feto). Isso me faz sofrer, me sinto impotente e desanimada. Mas eu continuo em frente, lembro do que o meu pai fala para mim de vez em quando “um Sorvillo não desiste, começa e termina”. Tento levar isso comigo. Só desisto do que estou fazendo quando a opção de continuar insistindo na situação se mostrar um erro terrível. Fora isso, levanto a cabeça e sigo apesar das perdas e dor.

Quando terminei de desossar o pobre do frango sentei no chão da varanda enquanto uma garoa fina caia no lado de fora, parei um pouco para contemplar. Peguei o celular e coloquei para tocar Dear Prudence, cara, como eu amo os Beatles. Essa música sempre me anima. Para mim ela funciona como um convite à enxugar as lágrimas, tentar perdoar os meus e os erros das outras pessoas, lavar o rosto, colocar uma roupa limpa e sair. Dear Prudence, won’t you come out to play? Dear Prudence, greet the brand new day. Posso ser sincera com você? Eu não me sinto bem, mas tá tudo bem, eu vou ficar bem. Esse tem sido meu mantra nos últimos tempos, “vou ficar bem”. Dear Prudence let me see you smile. Dear Prudence like a little child. The clouds will be a daisy chain, so let me see you smile again. As coisas vão se ajeitar, eu sinto. Na verdade, elas já estão. Dear Prudence see the sunny skies. The wind is low the birds will sing, that you are part of everything. Dear Prudence won’t you open up your eyes?

Sou muito sortuda perto de tantas outras pessoas, mas às vezes esqueço que devia agradecer mais. Então perdoem se o meu desabafo soou infantil. É que o peso dos acontecimentos desse ano estão me deixando atordoada. Se por acaso você também se sente meio perdido e desanimado, me faz um favor? Não desista.

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Fiquem bem <3

Com amor,

Hady

Ps: Eliza Victória fazendo uma participação especial. Ela tá uma moça e eu agradeço por estar vendo esse bichinho crescer <3

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Será que sou quem eu gostaria de ser?

Fazem alguns meses que eu não escrevo aqui no blog um texto bem sincero. Talvez eu tenha perdido a mão, sei lá… as ideias voam, as palavras misturam-se com as anotações de deveres que parecem gritar pelo meu nome e exigir minha total atenção. Acabo deletando cada letra dos textos que começo, uma a uma, como em um tiroteio, até que não resta nada além de um espaço branco na tela. Me falta paciência, aí fecho a janela do blog e vou responder algum e-mail da caixa de entrada ou terminar uma tarefa por fazer. Aos poucos estou deixando que o trabalho e estudos me consumam. São escolhas. Falando em escolhas…

…Quando eu tinha dezoito (ou dezenove) anos me apaixonei. Só que eu SÓ tinha dezoito (talvez dezenove) anos. Faz diferença, fique sabendo. Eu era inconstante e cheia de medos. Entre palavras não ditas e outras tantas atravessadas acabou que cada um seguiu por caminhos diferentes. A vida tem dessas, afasta, retoma, destrói, refaz, e no final nos ensina somente com um bom chá de cadeira. Regras são regras. Você pode debater-se, complicar e fazer drama. A vida apenas rirá da sua cara e dirá; “senta aí e espera, você precisa aprender umas e outras”.

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Essa metamorfose ambulante

Muito se engana quem pensa que ficará a mesma pessoa pelo resto da vida. Muito me admira esse medo, e até receio de mudança. Mudar é natural, mudar faz bem, mudar é necessário.

Eu, com meus 23 anos não me sinto muito confiante para dizer que já vi quase tudo da vida e que agora posso deixar meus conselhos, como pérolas de sabedoria, espalhados por aí. Não! Ainda estou no começo, deem um desconto. Continue reading

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Vida

Ainda é preciso um bocado de paixão

Fui criada em um meio artístico, e sou grata pelo fato. Minha mãe fez Belas Artes e sempre incentivou o amor por esse universo. Lembro que quando éramos pequenas, eu e minha irmã, sentávamos ao lado da nossa mãe para que ela lesse a biografia de pintores famosos. Outras vezes para pintar, reproduzir quadros e experimentar coisas novas na área. Era um gosto raro, lembro hoje com muito carinho.
Crescemos e cada uma enveredou por um lado, mas a apreciação pela arte em seu contexto mais amplo permaneceu. Foi por essa e outras situações que acabei me apegando, me apaixonando, pela história, por alguns artistas, suas obras e maneiras de expressão. Em especial Van Gogh.

Vicent Van Gogh não teve uma vida muito fácil. Quando jovem desistiu da carreira confortável de pastor para experimentar aquilo que o motivava de uma maneira ardente, a arte. Apesar do esforço, dos estudos, tempo e dinheiro investidos em pinturas, Van Gogh não teve reconhecimento em vida. Passou boa parte dos seus dias dedicado a sua paixão que o levou a uma constante série de fracassos. Vítima de chacotas, humilhações e indagações internas ele foi considerado louco. O artista suicidou-se em 27 de julho de 1890.

Embora seja uma história triste e com muitos outros detalhes que não consegui escrever na breve descrição acima, considero Van Gogh uma inspiração para minha vida. Louco, pobre, sem sucesso na vida profissional, amorosa e pessoal. Talvez você ache estranho alguém considerar o artista uma inspiração.

Um dos meus livros favoritos chama-se “Cartas a Théo”, que é uma compilação de cartas trocadas entre Vicent e seu irmão mais novo, Théo. E foi nessas folhas que descobri alguém além do fracasso e loucura. Van Gogh acima de tudo era um apaixonado por aquilo que fazia. Mesmo em sua dor e ridículo ele continuou perseguindo o que amava. Para mim suas pinturas são lindas pelo simples fato de serem de Van Gogh, mas observá-las com outra visão, sabendo o quanto custou de tempo, dedicação, paixão e coragem para criá-las deixa cada uma das obras mais belas e únicas.

Um dos pensamentos que mais gosto dele está escrita em uma carta de 9 de janeiro de 1878

A partir do momento em que nos esforçamos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente também pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espírito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente. É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito […] Se continuarmos a amar sinceramente o que na verdade é digno de amor, e não desperdiçarmos nosso amor em coisas insignificantes, nulas e insípidas, obteremos pouco a pouco mais e nos tornaremos mais fortes […] E é sensato fazer estas coisas, porque a vida é curta e o tempo passa depressa.

Toda vez que penso em Van Gogh gosto de analisar a mim mesma, e gostaria que você também o fizesse. Não acho que devemos usar o fracasso de Van Gogh como uma desculpa para nossos próprios erros. Pelo contrário! Considero o pintor uma inspiração por outros motivos. Não importa o que você esteja procurando, continue, busque de coração e dedique-se. Espero que você colha os frutos ainda em vida, diferente de Van Gogh, mas assim como ele que você viva aquilo que acredita. Por que acima das expectativas alheias e das pedras e buracos no caminho há a paixão, e é esse nosso combustível. Não se deixe enganar, ainda é preciso um bocado de amor para viver de verdade.

Às vezes precisamos lembrar disso para continuarmos na caçada pelos nossos sonhos.

Boa semana!

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Vida

Não sou o que você espera, e não preciso pedir desculpas por isso

Toda vez que vou escrever um texto começo logo pelo título, é uma maneira de não me esquecer da ideia principal. Meus pensamentos voam livres como pássaros e quando escrevo acompanho meu fluxo. Enfim. Título feito significa foco, ou pelo menos tentativa de foco.

Hoje sentei-me para escrever. São 8:42 da manhã, e estou pensando em escrever algo sobre expectativas alheias. Comecei com dois parágrafos que me pareceram muito bons, fortes e empolgantes. Estou relendo… não me convenci. Apago tudo. Folha em branco. Vou recomeçar. O título:“me desculpe por não ser o que você espera”. Faço uma pausa, estico os braços, e paro para analisar a porcaria de título que acabei de escrever. Desculpas? Espera aí, de onde eu tirei isso, desculpas pelo o quê mesmo?!

Não somos o que os outros esperam de nós e na maior parte do tempo ficamos lá pelo meio do caminho, na encruzilhada entre; escolher em correspondermos às expectativas alheias ou seguirmos o tal caminho da auto compreensão e do dane-se sociedade. E adianto que a segunda opção não garante a aprovação de ninguém, e nem um tapinha nas costas no final do dia. Mas e aí? Viver na sombra dos outros, ou do que os outros acham de nós, também vale o esforço?

Escolha pessoal, mas aí vai minha opinião.

Coloca na tua cabeça que você nunca, NUNCA, nunquinha vai estar 100% de acordo com as expectativas alheias. Sempre vai ter um camarada muito “bom”, “maduro”, dono da verdade, e “amigo”, para cuspir umas hipocrisias na tua cara. Como se ele tivesse a capacidade de ditar as regras para uma vida melhor, ou fosse moralmente superior a você. E você vai ter ir com calma, por que ele repara em tudo, e no mais leve deslize, pá! Você será motivo de chacota, fofocas e críticas. Errar não é uma opção se você quiser causar uma boa impressão nas pessoas. Deixa eu te contar uma coisa; a maioria de nós vive ainda naquele conto de fadas em que ninguém erra, em que ninguém é sacana uma vez por outra. E se você aceitar o fato que somos humanos falhos, vai ter que lidar com uns hipócritas aqui e ali. Mas a vida não e tua? Os erros e acertos também não ficam por tua conta? Só você sabe o quanto custa cada um deles. É simples, despache o “amigão” como a boa mala que ele é. Evite os “santos”, os cínicos, os felizinhos demais, os críticos demais. São todos falsos demais. Colocam nos outros os erros que não enxergam em si mesmos. Então mais vale tua sanidade e paz, do que estar na companhia de muitos e ainda assim se sentir sozinho. Papo de eremita, mas antes só do que mau acompanhado.

Raros serão os que vão te apoiar. Mas acredite, eles existem. E serão essas pessoas em que você poderá ter um papo aberto, ter liberdade para discutir, para discordar sem medo se elas vão ou não te apontar o dedo depois. Deus, tua família, teus amigos e olhe lá. São poucos, mas confie em mim, não precisará de muito mais. Cuide bem de quem realmente se importa com você, e não troque as prioridades.

O contrário também vale. Evite olhar para os outros com expectativa, eles não irão corresponder a tudo o que você quer. Desistas de ser júri quando tu também estás no banco de réus. Pisamos muito na bola, então aceite, erramos também. Cada um tem uma história, uma cultura, uma criação. Então esqueça e perdoe os outros e a si mesmo. Perdoe até o “amigão”. Você não quer carregar peso morto certo? Gosto de encarar a vida como uma viagem. Estamos caminhando só com uma mochila, caçando aventuras. Não podemos parar em um lugar (um problema) por muito tempo. Vamos levar o que importa. O resto, deixemos pelo caminho em algum lugar do nosso passado.

Chegará um dia que essa tua ânsia de agradar o mundo todo perderá a graça. Chegará o tempo em que você vai encarar a realidade; que é preciso melhorar, avançar, ter noção dos seus erros e pedir perdão por eles. Mas espero, sinceramente, que você nunca precise pedir desculpas por ser você mesmo.

São 09:33. Mudei o título do texto, agora sim. Publicar.

 

Imagem via Pexels

 

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