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Aventuras ao ar livre

Aprenda a montar um kit de primeiros socorros para aventuras na natureza

Não sou o tipo de pessoa que toma remédios ou vai ao médico com regularidade, para ser sincera eu fujo de hospitais e só tomo remédio quando estou passando muito mal. Não é qualquer dor que me faz tomar uma injeção ou comprimidos. Sou daquelas que diz, “vou tomar um chá e esperar que passe”. Infelizmente o chá não é solução para todos os males dessa vida e uma vez por outra temos que recorrer aos remédios.

Quando saímos para uma viagem é preciso pensar que sempre haverá variáveis que podem nos prejudicar e é bom estar preparado para uma situação em que a nossa saúde esteja em risco. Ainda mais quando essa viagem envolve lugares isolados, inóspitos e em meio à natureza. Montar um kit de primeiros socorros para uma travessia, montanhismo, pedalada ou qualquer outra atividade ao ar livre é muito importante. Mesmo que você não use ou ache o peso desnecessário, é importante lembrar quer um remédio ou curativo pode ser essencial em caso de infeções, picadas de insetos, ferimentos, etc. Quando estamos praticando ao ar livre esses riscos são reais. Então prepare-se!

Nesse post vou mostrar detalhadamente como montei meu kit individual para a Travessia da Serra Fina. É importante lembrar alguns pontos:

  • Montei esse kit pensando especificamente nas condições que eu enfrentaria na Serra Fina. Então ele é só uma base para você montar o seu kit de acordo com a sua necessidade;
  • Apesar de ser um kit individual (cada trilheiro deve levar o seu) acabei levando uma quantia extra, caso alguém precisasse. Porque eu sou assim mesmo hahaha, não ligo de levar mais peso e sempre penso que vai ter alguém que precise da minha ajuda. Mas isso vai de cada um 🙂
  • Montei o meu kit com o auxílio de uma farmacêutica. Há muitas opções de medicamentos, então compre aqueles que mais se adequam às suas necessidades e peça um auxílio do farmacêutico, eles sempre dão umas boas dicas.

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O QUE TEM NO MEU KIT

  • Para dor muscular: Torsilax
  • Para infeções, ferimentos e queimaduras: Pomada dermatológica de sulfato de neomicina + bacitracina zíncica;
  • Para enjoo e náuseas: Dramin (atenção! Um dos efeitos colaterais desse remédio é a sonolência, não é muito indicado toma-lo quando você estiver caminhando. Os efeitos podem prejudicar sua perfomance);
  • Diarreia: Magnostase;
  • Antiinflamatório: Nimesulida;
  • Antialérgico em cápsulas: Histamin > para bloquear o veneno de inseto ou planta direto na corrente sanguinea;
  • Antialérgico em pomada: Histamin > para passar em locais irritados pelo contato ou picada de insetos e plantas;
  • Antialérgico para espirro, coriza ou coceira: Loratamed;
  • Analgésico e antitérmico: Dipirona;
  • Antiácido para azia, gastrite e má digestão: Gastrol;
  • Spray antisséptico para ferimentos;
  • Gaze para limpeza e proteção de ferimentos;
  • Rolo de esparadrapo;
  • Soro fisiológico para limpeza de ferimentos, olhos, etc;
  • Band-aids;
  • Algodão;
  • Pinça e tesoura (que eu uso do meu canivete, mas que é aconselhável esterilizar antes de usar);
  • Álcool em gel.

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COMO MONTEI O KIT

Sou uma pessoa muito esquecida e atrapalhada, então eu sei que preciso colocar tudo em ordem para não meter os pés pelas mãos. Estou sempre revisando, conferindo, etiquetando e anotando deveres na minha agenda. Não que eu seja muito organizada, mas eu me esforço porque sei que os efeitos contrários podem ser desastrosos. Pode ser que a minha organização não seja a melhor forma para vocês, como também pode ser uma boa ideia. Então fica a critério do freguês 😉

O ideal é não levar muito peso na mochila então livre-se das caixas dos medicamentos. Eu costumo levar as bulas no kit porque informação nunca é demais, vai que seja necessário tirar uma dúvida sobre o remédio. Para ficar mais fácil de organizar eu separo os remédios em sacos plásticos tipo ziplock (ou zip lock, nunca soube qual é a maneira certa de falar). Em cada saquinho coloco o remédio, a bula e um pedaço de papel ou post-it escrito com as especificações do medicamentos e para que serve. Dessa maneira fica muito mais fácil localizar o medicamento que você precisa entre todos os outros. E para finalizar eu acomodo todos os remédios e afins em um ziplock maior. Gosto de usar esses sacos plásticos porque além de serem leves eles protegem os remédios da humidade, chuva, etc.

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E assim terminamos a montagem do nosso kit de primeiros socorros!

Ressaltando mais alguns pontos:

  • Na hora de montar seu kit pense no clima, no tempo de caminhada e o local. À partir daí monte ou revise o seu kit;
  • Não esqueça de verificar a validade dos medicamentos.

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Então é isso pessoal! Espero ter ajudado. Se alguém aí tiver outras dicas é só escrever nos comentários 🙂

Nos vemos na próxima!

Com amor,

Hady

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Diário de Travessia: Serra Fina, dia 2

Acordamos no topo do Camelo a 2.380 metros de altura. Depois da primeira noite na Travessia da Serra Fina estávamos tão animados para aproveitar cada minuto da experiência que nem ligamos para o frio da madrugada que formou uma camada de gelo nas barracas e no chão. Saímos dos nossos sacos de dormir aos pulos. Do lado de fora o vento estava de castigar, mas ver o nascer do dia nas montanhas valeu cada rajada na cara. O sol ainda não havia despontado, mas o céu estava clareando aos poucos criando uma atmosfera encantada. Tive a sensação de estar em um local sagrado. Me senti perto de Deus, perto do céu.

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Assim que o sol nasceu trocamos nossas roupas e começamos os preparos para começar a caminhada. Eu fui para o fogareiro para fazer o desjejum e meu pai foi desmontar a barraca. Depois de uma boa caneca de café quente, pão e frutas secas, colocamos todos os aparatos nas mochilas, fizemos uma oração e começamos a subida. Porque na Serra Fina é assim, subidas e mais subidas.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

A subida até o Alto do Capim Amarelo é bem íngreme, pelo percurso tivemos que nos agarrar a cordas e escalar pelos barrancos escorregadios e molhados. O que dificultava eram as mochilas e nosso corpo ainda frio. Nota; preciso lembrar de me alongar antes das caminhadas. O legal é que todo mundo do grupo apoiava um ao outro e se alguém escorregava a gente se divertia, ria e seguia em frente.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Durante a travessia há topos mais altos do que outros, eles são como pontos de referência e alguns deles possuem uma caixa de metal com um caderno e caneta dentro. Esses cadernos são um marco para os trilheiros e montanhistas. Neles deixamos nossos nomes e a data do dia que passamos pelo local. A maioria de nós também deixou um pequeno texto ou frase sobre a sensação de estar fazendo a travessia.

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É como dizem, tudo que sobe também desce, o que valeu para o segundo dia de caminhada. Assim que chegamos ao topo do Alto do Capim Amarelo tivemos que enfrentar a nossa primeira descida. Porém não é só uma simples descida, caro leitor. É uma descida chata pra caramba! A vegetação dominante é de bamboos fininhos e cortante, que pinicam a pele, enroscam nas mochilas e machucam as mãos e o rosto. Por isso, é essencial usar blusas de manga comprida, luvas e cobrir a mochila com a capa de chuva para evitar que as partes sobressalentes prendam nos galhos compridos dos bamboos. Não é lá muito gosto andar entre essa vegetação, entretanto preciso ser sincera, ela domina a trilha! Então o melhor a se fazer é focar na meta do dia e passar por cima desses galhinhos malignos.

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No segundo dia é essencial que chegar na Cachoeira Vermelha para abastecer a reserva de água. Então não teve choro nem vela, tivemos que manter um bom ritmo de caminhada durante todo o dia para chegar a tempo nos pontos de acampamento para pegarmos os locais mais protegidos do vento para podermos passar a noite. O almoço foi bisnaguinha, queijo parmesão e frutas secas. Não tivemos tempo para paradas mais longas e nem para cozinharmos.

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Pela frente, adivinhem… subidas e mais subidas! Andamos pelas cristas das montanhas, que é minha parte favorita! Andar por um caminho estreito com apenas uma grande queda a cada lado deixa tudo mais emocionante e desafiante.

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Assim que nos aproximamos da Cachoeira Vermelha o terreno começou a ficar mais ameno. Como ainda estava cedo e tinha luz do dia decidimos andar um pouco mais até o Rio Claro, aos pés da Pedra da Mina. Montamos nossas barracas, abastecemos nossas garrafas e tomamos nosso banho de gato (hahahaha). Ao final desse dia fiz uma baita janta, com arroz e feijão e tudo! E novamente apareceu um ratinho enquanto eu preparava a janta. Só que esse era mais atrevido do que o outro e tentou entrar na minha sacola de mantimentos. Tive que praticamente tirar-lo com as mãos.

Satisfeitos entramos na barraca às 19:00 horas, muito cedo para dormir então para garantir tomei Dramin para cair logo no sono. Tudo parecia estar bem, porém mal sabíamos o perrengue que íamos passar durante a noite. O frio dessa vez foi cruel. Meu pai e eu tivemos a nossa pior noite, acordamos muitas vezes com frio e reclamando dos pés gelados e dores no corpo. Ainda bem que a noite não dura para sempre e assim que o dia começou a despontar agradecemos a Deus, estávamos ansiosos para colocar logo as botas nos pés e subir a Pedra da Mina. Ficar na barraca estava sofrido.

CONTINUA…

1ª parte da viagem

 

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