Receitas

Receita: Sufflé de Goiabada e creme de Catupiry

26 de novembro de 2018
sufflé

Lembro da primeira vez que comi romeu e julieta (queijo mineiro com goiabada). Eu era ainda criança e estava no sítio dos meus tios. Vi minha mãe comendo junto com as suas irmãs, elas cortavam pedaços de queijo e completavam com uma farta colherada de doce de goiaba. “Prova Hady”, minha mãe estendeu a mão com o doce escorrendo entre os dedos. Lembro disso de maneira meio nebulosa, mas lembro também que fiquei com nojo. Queijo com doce mãe? “Come, prova.” Dei aquela mordida na borda. Uma mordida descrente, arisca e cheia de dúvida.

O fato é que aquilo me preencheu a boca com sabores tão complementares e gostosos que desde então eu como queijo com tudo que é geleia, doce, etc. Amo! 

A receita desse soufflé me trouxe boas lembranças, como também uma das minhas combinação favoritas da culinária. É o sabor do tradicional Romeu e Julieta, só que com outras texturas e apresentação. Um deleite!

Ingredientes

• 140g de goiabada pastosa

• 2 claras de ovo

• 25g de manteiga

• 50g de açúcar refinado

• 130g de catupiry

• 120ml de creme de leite

Modo de preparo

1. Amassar bem a goiabada com um garfo até obter uma pasta;

2. Bater as claras em neve em ponto macio;

3. Acrescentar à goiabada aos poucos, misturando delicadamente;

4. Untar os ramekins com manteiga e polvilhar com açúcar;

5. Despejar o creme nos ramekins preparados e assar em forno pré-aquecido à 200ºC por cerca de 10 a 12 minutos;

6. Numa panela pequena ferver o leite e acrescentar o catupiry;

7. Misturar até que o queijo tenha derretido e forme uma calda homogênea;

8. Retirar o sufflé do forno e servir imediatamente acompanhado da calda de queijo.

Receitas

Receita: Pão de Mandioca

26 de novembro de 2018
pão de mandioca

Eu tenho um caso sério de amor pela mandioca. Não apenas por causa do sabor e versatilidade dela, mas também porque eu as cultivo aqui no sítio em Pinhalzinho. Planto, colho, replanto e cozinho. E participar de todos esses processos me deixa completa, como cozinheira e como pessoa. É muito recompensador criar e transformar algo que você cultiva. Tem mais amor envolvido do que simplesmente pegar algo na gôndola do mercado.

Esse pão de mandioca lembra muito o comum pão de batata, levemente adocicado e úmido. Só que ele cresce muito mais! Uma delícia para comer com manteiga ou geleias.

Ingredientes

• 350g de mandioca; • 750g de farinha de trigo;

• 40g de açúcar;

• 10g de sal;

• 10g de fermento biológico;

• Azeite de oliva para untar.

Modo de preparo

1. Cozinhe a mandioca em panela de pressão até que esteja macia. Retire, esprema formando um purê. Separe 350ml do cozimento da mandioca, até que esteja fria.

2. Em uma bacia grande, coloque a farinha de trigo, o purê de mandioca, e os demais ingredientes, junte a água do cozimento da mandioca também. Amasse até obter uma mistura uniforme. Sove por uns 10 minutos.

3. Deixe descansar por 1h30.

4. Unte as assadeiras com o azeite. Sove a massa levemente para soltar o ar. Coloque nas assadeiras e deixe crescer novamente por mais 40 minutos.

5. Preaqueça o forno a 200°C e asse o pão por 20 minutos ou até que esteja dourado. Desenforme o pão e é só saborear.

Diário, Textos

Colcha

13 de novembro de 2018

Ontem eu estava pensando… pensando sobre a vida e cobertores. Conclui com meus botões que me pareço muito com uma colcha de retalhos. E que a vida em si também é, essa grande colcha de retalhos. Onde tudo é de uma estampa diferente, mas também tudo se une para formar uma coisa só. Onde nossas histórias cobrem nossos corpos e nossas memórias viram um esconderijo no final do dia. Em suma somos o que sobrou de cada retalho de vivência, de cada costura que fizemos dos fatos. De cada pedaço que atamos uns aos outros.

Eu não sou só, sou divisível. Ora isso, ora aquilo. Sou essa colcha que abro na cama. Retalhada. Essa que adorna e faz as honras dos meus segredos, onde me deito e onde convido outros a se deitarem. Ela que esconde o crueza da cama, de seus lençóis opacos. Essa colcha com algumas manchas de café, pequenos rasgos do tempo e cheiros que não saem. E que mesmo já não sendo nova, ainda me cobre e a cada dia mais me aquece. Dos meus erros e acertos, das minhas alegrias e tristezas, nada foi tirado, tudo tornou-se capa, manta, cobertura… deito em mim mesma e isso me consola. Sou mais minha a cada dia. 

Receitas

Receita: Trufa de laranja e conhaque

12 de novembro de 2018
trufa

Laranja e chocolate, conhaque e chocolate. Pessoalmente essas duas combinações me agradam demais! Agora, quando junta laranja, conhaque e chocolate… aí é uma explosão de sabores e aromas! Por isso, que gosto tanto dessa receita de trufa.

Além de ser saborosa e aromática a receita é bem simples de fazer. Me lembra um pouco brigadeiro. Enrolar chocolate e passar no confeite, que nesse caso é açúcar impalpável. Gostosa de fazer, gostosa de comer, essa, até agora, é a minha receita favorita de trufa! Bóra tentar?

Ingredientes

  • Chocolate meio amargo Nestlé: 900 Gramas
  • Creme de leite fresco: 120 Gramas
  • Laranja pêra ou Bahia: ½ Unidade
  • Suco de laranja concentrado: 30 Mililitros
  • Conhaque: 15 Mililitros
  • Açúcar impalpável: 200 Gramas

Modo de preparo

  1. Picar bem o chocolate. Separar e reservar 700g em uma travessa e 200g em outra.
  2. Ferver o creme de leite fresco, despejar sobre o chocolate de 700g. Misturar, até que o chocolate derreta completamente. Se caso não derreter completamente, levar o chocolate ao banho maria.
  3. Acrescentar o conhaque, o suco e a casca de laranja bem picada;
  4. Levar ao freezer e resfriar até obter o ponto de enrolar;
  5. Fazer bolinhas de cerca de 10 g;
  6. Banhar no chocolate meio amargo restante (200g) e temperado. Rolar sobre açúcar impalpável. Para saber como temperar o chocolate clique aqui para assistir um vídeo que explica bem direitinho o processo.

trufa

   
Diário, Textos

As pernas magrelas

9 de novembro de 2018

Sempre fui magrela, das pernas tortas e das costas curvadas. Sempre ouvi, “precisa engordar um pouquinho mais ou ajeita essas costas aí.” Muitas vezes me olhei no espelho e chorei. Não sabia o que vestir ou como parecer harmoniosa como as demais meninas. Não gostava desse corpo em que Deus encaixou a minha alma.

Meu cabelo da chapinha, secador e tratamentos já passou, mas ele sempre volta mais livre e indomável. Minhas olheiras eternas que me dão aquele aspecto cansado constante, por mais que eu tenha dormido. E todos os outros defeitos que eu poderia contar para vocês, mas acho que já tá bom né?

Por muito tempo não gostei da estranha que me olhava de volta no espelho. Já me escondi em maquiagens e roupas. Mas que besteira, alí não me achei!

Preciso ser sincera, eu não tenho uma grande história de superação, só sei que aos poucos eu percebi que essas pernas magrelas me levam para onde eu quiser. Que essas costas aguentam mochilas carregadas de histórias, que esses olhos mesmo com olheiras leram e viram coisas lindas. Que esse cabelo armado e indomável me lembra todos os dias que eu não posso controlar tudo nessa vida e que deve haver algo de livre dentro de mim também.

Eu não me olho todos os dias e me sinto bonita, não mesmo! Muitos dias me sinto acabada hahaha. Mas mesmo assim eu me olho todos os dias e vejo o quanto posso fazer com esse corpo. Esse corpo que é só uma casquinha da minha alma, e que essa sim vale muito mais! E eu sou muito grata pelo o meu corpo, por ele me possibilitar ver, tocar, provar, correr, nadar, escalar, pedalar, dançar, gritar, chorar, gargalhar… esse corpo magrelo que é meu lar, um templo. Um espaço imperfeito, mas que estou aprendendo a amar e respeitar. E não é aí que talvez more a beleza, na imperfeição tão única de cada pessoa?

Olhares treinados conseguem ver além dessa névoa que é a aparência. Tento me lembrar que a beleza está mais nos olhos de quem vê, do que na outra pessoa que é admirada. Por isso, eu sempre peço para ter olhos bonitos, não por fora, mas sim por dentro. Para ver do jeito certo, sabe? Com aquele tempero mágico e embelezador, o tal do amor. Amor por mim, amor pelo meu próximo.