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Cotidiano Fotografia

Pedaços do cotidiano #1

A vida é feita de fases e eu demorei um bocado para entender os meus ciclos. Sei que ainda não me entendo por completo, mas felizmente me sinto mais preparada para enfrentar algumas adversidades que no passado me faziam sofrer além do necessário. Como atualmente, em que os meus dias estão cada vez mais agitados e compromissados. Sinto que estou remando contra a minha vontade de viver uma vida mais simples e leve, isso me deixa um pouco desconfortável, mas eu também entendo que esse é o momento de arriscar, investir em alguns sonhos antigos, estudar, trabalhar e juntar recursos. Preciso aproveitar as oportunidades que surgem. Então eu respiro fundo, tomo uma caneca de chá e continuo em frente.

• Recentemente encomendei alguns livros pelo Book Depository. Acho tão legal que as livrarias gringas mandem marca páginas com os livros. Pena que por aqui as lojas virtuais não possuem esse costume.

• Os livros que encomendei são sobre estilo de vida e simplicidade. Comprei todos sobre o mesmo assunto com a pretensão de fazer algumas pesquisas para o blog, aprender conceitos e ideias novas para passar à diante para vocês. Porém lá no fundo eu sei que vai ser ótimo para a minha vida pessoal, confesso que estou precisando me reorganizar e pensar mais sobre as minhas escolhas e rotina.

• Minha mãe começou um novo projeto, pelo menos parece com um projeto. Ela está plantando suculentas como se não houvesse amanhã e espalhando os vasos pela casa. Tem suculentas na varanda, nas mesas e até no banheiro e na cozinha! Eu acho tudo muito divertido.

• Meses atrás meu pai viajou para a África do Sul e me trouxe de presente um elefante esculpido em madeira. Fiquei tão, mas tão feliz! Sou apaixonada por elefantes e fiquei encantada pelo trabalho tão cuidadoso do artesão <3

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E como estão as coisas aí do outro lado? Espero que tudo esteja bem com vocês!

Com amor,

Hady

 

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Diário de Travessia: Serra Fina, dia 2

Acordamos no topo do Camelo a 2.380 metros de altura. Depois da primeira noite na Travessia da Serra Fina estávamos tão animados para aproveitar cada minuto da experiência que nem ligamos para o frio da madrugada que formou uma camada de gelo nas barracas e no chão. Saímos dos nossos sacos de dormir aos pulos. Do lado de fora o vento estava de castigar, mas ver o nascer do dia nas montanhas valeu cada rajada na cara. O sol ainda não havia despontado, mas o céu estava clareando aos poucos criando uma atmosfera encantada. Tive a sensação de estar em um local sagrado. Me senti perto de Deus, perto do céu.

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Assim que o sol nasceu trocamos nossas roupas e começamos os preparos para começar a caminhada. Eu fui para o fogareiro para fazer o desjejum e meu pai foi desmontar a barraca. Depois de uma boa caneca de café quente, pão e frutas secas, colocamos todos os aparatos nas mochilas, fizemos uma oração e começamos a subida. Porque na Serra Fina é assim, subidas e mais subidas.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

O frio deixando suas marcas na nossa barraca.

A subida até o Alto do Capim Amarelo é bem íngreme, pelo percurso tivemos que nos agarrar a cordas e escalar pelos barrancos escorregadios e molhados. O que dificultava eram as mochilas e nosso corpo ainda frio. Nota; preciso lembrar de me alongar antes das caminhadas. O legal é que todo mundo do grupo apoiava um ao outro e se alguém escorregava a gente se divertia, ria e seguia em frente.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Desmontando o acampamento para começar o segundo dia de caminhada.

Durante a travessia há topos mais altos do que outros, eles são como pontos de referência e alguns deles possuem uma caixa de metal com um caderno e caneta dentro. Esses cadernos são um marco para os trilheiros e montanhistas. Neles deixamos nossos nomes e a data do dia que passamos pelo local. A maioria de nós também deixou um pequeno texto ou frase sobre a sensação de estar fazendo a travessia.

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É como dizem, tudo que sobe também desce, o que valeu para o segundo dia de caminhada. Assim que chegamos ao topo do Alto do Capim Amarelo tivemos que enfrentar a nossa primeira descida. Porém não é só uma simples descida, caro leitor. É uma descida chata pra caramba! A vegetação dominante é de bamboos fininhos e cortante, que pinicam a pele, enroscam nas mochilas e machucam as mãos e o rosto. Por isso, é essencial usar blusas de manga comprida, luvas e cobrir a mochila com a capa de chuva para evitar que as partes sobressalentes prendam nos galhos compridos dos bamboos. Não é lá muito gosto andar entre essa vegetação, entretanto preciso ser sincera, ela domina a trilha! Então o melhor a se fazer é focar na meta do dia e passar por cima desses galhinhos malignos.

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No segundo dia é essencial que chegar na Cachoeira Vermelha para abastecer a reserva de água. Então não teve choro nem vela, tivemos que manter um bom ritmo de caminhada durante todo o dia para chegar a tempo nos pontos de acampamento para pegarmos os locais mais protegidos do vento para podermos passar a noite. O almoço foi bisnaguinha, queijo parmesão e frutas secas. Não tivemos tempo para paradas mais longas e nem para cozinharmos.

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Pela frente, adivinhem… subidas e mais subidas! Andamos pelas cristas das montanhas, que é minha parte favorita! Andar por um caminho estreito com apenas uma grande queda a cada lado deixa tudo mais emocionante e desafiante.

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Assim que nos aproximamos da Cachoeira Vermelha o terreno começou a ficar mais ameno. Como ainda estava cedo e tinha luz do dia decidimos andar um pouco mais até o Rio Claro, aos pés da Pedra da Mina. Montamos nossas barracas, abastecemos nossas garrafas e tomamos nosso banho de gato (hahahaha). Ao final desse dia fiz uma baita janta, com arroz e feijão e tudo! E novamente apareceu um ratinho enquanto eu preparava a janta. Só que esse era mais atrevido do que o outro e tentou entrar na minha sacola de mantimentos. Tive que praticamente tirar-lo com as mãos.

Satisfeitos entramos na barraca às 19:00 horas, muito cedo para dormir então para garantir tomei Dramin para cair logo no sono. Tudo parecia estar bem, porém mal sabíamos o perrengue que íamos passar durante a noite. O frio dessa vez foi cruel. Meu pai e eu tivemos a nossa pior noite, acordamos muitas vezes com frio e reclamando dos pés gelados e dores no corpo. Ainda bem que a noite não dura para sempre e assim que o dia começou a despontar agradecemos a Deus, estávamos ansiosos para colocar logo as botas nos pés e subir a Pedra da Mina. Ficar na barraca estava sofrido.

CONTINUA…

1ª parte da viagem

 

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Filme: Renoir

filme-renoir-vuou Renoir é um pintor que me faz lembrar minha mãe. Quando vou ao MASP e vejo um dos seus quadros é sempre ela que me veem à mente, e sempre será. Lembro que quando eu era criança ela me mostrava seus livros de pintores célebres, e ela me contava o quanto amava os impressionistas e os jardins que Renoir pintava. Um quadro em especial me remete à essa fase. Chama-se Rosa e Azul. Onde duas meninas, aparentemente irmãs, ocupam a tela, vestidas com vestidos brancos de babados e rendas. A mais nova usa uma fita, meias e laço cor-de-rosa, e a mais velha meias e laços azuis. Mamãe dizia, “Hadassah é a menina azul e Elissa a rosa”. Eu passava um bom tempo olhando para as pinturas impressas nas páginas. Imaginava histórias, sons, luzes e aromas. Para mim os quadros de Renoir são repletos de vida. Sempre que posso vou ao museu para admirar suas obras. Amo Renoir por causa da minha querida mãe. Sou muito grata por ela ter me apresentado e incentivado a amar os impressionistas e a arte em geral.

Fiquei muito feliz quando encontrei na Netflix um filme sobre a vida do pintor, para ser mais exata, uma parte da vida dele. O filme mostra Renoir (Michel Bouquet) já velho, famoso e rico, mas atormentado pela morte da esposa, as dores da artrite e a preocupação com o filho Jean (Vincent Rottiers), que luta na Primeira Guerra Mundial. Nesse meio tempo surge em sua vida Andrée (Christa Theret), uma jovem bela e radiante que sonha ser atriz de cinema. Andrée desperta no pintor uma inesperada energia e motivação para criar. Rejuvenescido, Renoir a torna sua musa. Quando Jean retorna à casa do pai para se recuperar de um grave ferimento na perna, ele se envolve com Andrée e a torna também sua musa, mas de uma maneira diferente.

A história é ok. Apesar ser baseada em fatos reais não tem lá um grande enredo, mas mesmo assim é legal ver como era a vida do artista e da sua família. Porém, o que realmente me cativou foi a direção de arte! Caramba que coisa linda! Me senti dentro dos quadros de Renoir com as cores, natureza e atmosferas que ele transmita através das pinturas.

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Até mais pessoal! 😉

Hady

 

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Cansei do meu blog, um desabafo.

Meses atrás desabafei aqui no VUOU que eu tinha cansado. Cansado de publicar fotos, fazer vídeos, escrever. Principalmente escrever. Algo que me deixou triste, porque eu amo escrever. Deixar de escrever é como tirar um pedaço do meu corpo, é como fingir algo que eu não sou. Mas na real eu estava sem desejo. Pensei em desistir do blog.

Porém, antes de tomar essa decisão com cabeça quente, decidi fazer uma pesquisa para saber a opinião dos leitores. Fiz a pesquisa e deixei-a aberta para quem quisesse dar sugestões. Para a minha surpresa recebi uma boa quantidade de respostas que me fizeram relembrar a Hadassah de 9 anos atrás. A Hadassah tímida, com inseguranças (ainda mais inseguranças), que precisava extravasar suas ideias de alguma maneira e que decidiu montar um blog chamado Utopia. Do Utopia para o Senhorita Inconstante, onde tomei gosto real pela coisa, e agora o VUOU, nove anos se passaram. Mudei tanto que tenho certeza que se eu revisasse minhas antigas postagens sentiria uma ponta de vergonha pelo o que escrevi e fotografei, mas por outro lado acredito que preciso ter paciência comigo mesma. Aceitar minhas fases, todas elas, com a calma de saber que estou em constante mutação. Que errei, mas também acertei, e vou continuar errando enquanto tento acertar. E está tudo bem.

O cafezinho nosso de cada dia

O cafezinho nosso de cada dia, que no meu caso não vem da Starbucks, apesar do copo.

Tanta coisa mudou no universo dos blogs. Nossos diários online se tornaram rentáveis, máquinas de fazer celebridades, evoluíram ganhando outras redes sociais e formatos. E hoje em dia ser uma web celebridade virou meta de vida de muitas pessoas. Sem falar nos youtubers. Sem problemas com isso, sei que o mundo evoluí, tendências surgem e novas gerações despontam. Mas sinto falta dos blogueiros old school. Daquelas pessoas que criam conteúdos só por diversão, necessidade ou seja lá qual for a motivação, menos trabalho. E olha que eu trabalho com isso! Eu crio conteúdos para me sustentar, e talvez seja exatamente por esse motivo que eu cansei de postar aqui no VUOU. Saturou, sabe? Todas aquelas fórmulas e maneiras certas e erradas de fazer um blog.

Ao ler as mensagens que os leitores deixaram na pesquisa eu percebi que no decorrer desses anos fui esquecendo aos poucos a principal razão de eu ter entrado no universo de blogs, e com isso aos poucos perdendo minha essência. Não quero voltar a ser a mesma pessoas de nove anos atrás. Errando com os meus antigos blogs aprendi que preciso me preservar, não me expor além do necessário na internet, que preciso aprender a lidar com as opiniões alheias com mais serenidade e que a vida não é tão dramática quanto eu desenhava. Hoje o VUOU é um pouco dessa minha cautela, calma e busca pela simplicidade, mas sinto que preciso resgatar um pouco da Hadassah do passado. Não a Hadassah inexperiente, cheia de verdades, dramática e até um pouco fútil. Mas aquela Hadassah que estava apenas querendo se divertir com o seu diário virtual. Preciso encarar o VUOU como meu espaço para fugir um pouco da realidade maçante, um espaço para me expressar através dos meus textos e fotos, um espaço para compartilhar meus gostos e ideias, um local para organizar um pedaço da minha vida como eu quero, com as minhas regras. Preciso parar de pensar em tornar esse blog em algo somente interessante para os outros, com regras dos outros e no formato dos outros!

Li em algum lugar que o pior erro que podemos cometer é tentar agradar todo mundo.

Por exemplo, esse desabafo. Quem vai ler? Quem tem interesse de ler esse texto na correria do dia a dia? Não sei. Talvez ninguém. E quer saber? F*d*-se! Vou publicar, porque me deu vontade! Esse blog é meu, e se não agradar alguém, blz! Há milhões de outros blogs por aí para serem visitados e venerados. Hoje, para mim, se tem alguém que precisa amar o VUOU primeiro, esse alguém precisa ser eu.

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Gosto de entrar em livrarias mesmo sem a intenção de comprar. Só para admirar as edições caprichadas e as prateleiras abarrotadas. Gosto de pegar livros aleatórios, abri-los e sentir o cheiro das páginas.

Claro que as opiniões de vocês, meus caros leitores, também são importantes e eu levo isso em consideração. Tanto que sempre estou perguntando o que vocês acham dos conteúdos e se gostariam de dar sugestões. Mas hoje me caiu a ficha que preciso parar de analisar o VUOU através da quantidade de acessos nas publicações, a quantidade de visitantes únicos e dos likes. Não sou blogueira. Por acaso tenho um blog, por acaso escrevo na internet, mas aviso que é por gosto, por terapia. Isso daqui é prazer!

Muitos dos conteúdos vão continuar iguais, até porque gosto de fazê-los, mas em contra partida vou experimentar e me divertir mais por aqui! Vou deixar as regras, planilhas e metas para o trabalho. Preciso exigir menos de mim mesma.

O VUOU não está aqui para ser perfeito, super relevante ou bem produzido. Ele está mais para um meio de auto expressão de uma jovem de 25 anos ridiculamente normal, não tão esperta quanto gostaria, repleta de dúvidas, inseguranças, sonhos engavetados, horas extras no trabalho, doses altas de café, manias chatas, começo de rabugentice, olheiras profundas, risadas inesperadas, suspiros incontroláveis, batidas do dedão do pé em quinas de armários, rejeições doloridas, conquistas deliciosas, surtos de coragem, medos permanentes, filosofias rasas após algumas taças de vinho, clichês constrangedores e tudo mais que vem no pacote. Não sou tudo aquilo que eu espero de mim mesma. E muito provavelmente eu não seja tudo aquilo que vocês pensam. Lidemos com isso.

Aceito-me, ou pelo menos insisto em tentar.

Com amor,

Hady

 

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Não muito, nem pouco.

Hoje acordei me sentindo extremamente egoísta. Deitada na cama fiquei pensando nas desculpas que dei para as pessoas que eu amo. Desculpas para não conversar um minuto a mais pelo telefone, para não mandar uma mensagem dizendo um simples olá ou o tempo que gastei dentro de uma sala trabalhando ao invés de estar com que eu queria estar. Aos poucos essa rotina está ficando confortável. Eu trabalho até tarde, estudo, durmo um bocado aos sábados, tomo uma caneca de café reforçado e volto a trabalhar, estudar, trabalhar, estudar… A grande desculpa é; “não posso me focar em nada além disso, esse é meu momento de pegar o leão pela juba e lutar pelas minhas conquistas”. O que não acho que esteja de todo errado, mas por outro lado me sinto superficial com as minhas relações pessoais. Estou sempre falando de trabalho, de assuntos muito específicos, que não agradam a todos, ocupada demais para dedicar um tempo de qualidade ou cansada demais para qualquer outra coisa. Tento me fazer disponível, mas a lista de mensagens que demoro a responder e a agenda sempre com horários para cumprir piscam na minha cara. Quando meu corpo está presente, minha alma e pensamentos costumam se dispersar. Isso quando não me canso de tudo e me isolo aos finais de semana. Um claro sinal de que não estou conseguindo me manter em equilíbrio. Isso me incomoda. Quem também se sente assim?

Então hoje pela manhã assei um pão de grãos. Enquanto a massa crescia na forma e o cheiro impregnava a casa eu fiquei me questionando sobre a vida, exigindo de mim mesma melhorias. Sou extremamente exigente, meu Deus! Preciso de ninguém para ficar no meu pé, faço o papel com esmero. Quando o pão dourou formando uma casca crocante desliguei o forno e o cortei ainda quente. Uma boa passada de manteiga artesanal, uma caneca significativa de café e damascos secos. Foi o suficiente para eu esquecer tudo que perturbava a minha mente.

Já provaram algo mais gostoso que pão? Pizza é uma competidora forte, e mesmo que eu consiga não dá para comer pizza todos os dias. Agora pão… nossa, pão é básico, deliciosamente básico. Todos os dias na mesa e nós nem reparamos nele com cuidado. Mas ele sempre está lá para começar o dia. Não muito, nem pouco. Só o justamente necessário. Um pedaço de pão quente com a manteiga derretendo com o calor da massa me fizeram sentir abraçada de dentro para fora.

Às vezes corremos atrás de grandes conquistas. O que não tem nada de errado. Deus colocou em nós o desejo de criar, enfrentar aventuras e conquistar. Isso está no nosso sangue, precisamos dessas sensações para nos sentirmos vivos. Desafios são necessários e importantes. O problema é também esquecer da importância daqueles e daquilo que são como o pão. Tão simples e disponível, aquilo que nos dá força sem grandes firulas ou sem chamar muita atenção. Água, farinha de trigo, óleo e fermento são a base. Quatro ingredientes. Quer algo mais simples?

Não esqueçamos que a vida pode ser deliciosa sem grandes exageros, nem para mais, nem para menos, só aquilo que se encaixa justinho dentro de nós. Aquilo que nos espera todas as manhãs, sem fazer grandes alardes, às vezes imperceptível, mas sempre lá para nos dar uma força, mesmo sem dizer nada.

Deus mandou um pequeno presente para me lembrar que tudo ficará bem <3

Bom domingo para vocês!

Com amor,

Hady

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