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Fotografia

Cortes

Quando estamos ligados ao self instintivo, à alma do feminino que é natural e selvagem, em vez de examinar o que por acaso esteja em exibição, dizemos a nós mesmas: “Estou com fome de quê?” Sem olhar para nada no mundo externo, nós nos voltamos para dentro e perguntamos: “Do que sinto falta? O que desejo agora?” Perguntas alternativas seriam: “Anseio por ter o quê? Estou morrendo de vontade do quê?” E a resposta costuma vir rápido. “Ah, acho que quero… na verdade o que seria muito gostoso, um pouco disso e daquilo… ah, é, é isso o que eu quero.” […] No final, porém, iremos encontrar o que procuramos e ficaremos felizes por termos feito sondagens acerca dos nossos anseios mais profundos. […] A natureza não pede licença. Floresça e dê à luz sempre que tiver vontade. Como adultas, precisamos muito pouco de licença, mas, sim, de maior criação, de maior estímulo dos ciclos selvagens.

Trecho do livro: Mulheres Que Correm Com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés

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Autorretratos

Escuta essa música <3

VUOU
Cotidiano

Menininha não cresça mais não

Menininha do meu coração
Eu só quero você a três palmos do chão.
Menininha não cresça mais não,
Fique pequenininha na minha canção.
Senhorinha levada, batendo palminha,
Fingindo assustada do bicho-papão.

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Menininha, que graça é você,
Uma coisinha assim, começando a viver.
Fique assim, meu amor, sem crescer,
Porque o mundo é ruim, é ruim, e você
Vai sofrer de repente uma desilusão
Porque a vida somente é seu bicho-papão.

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Fique assim, fique assim, sempre assim
E se lembre de mim pelas coisas que eu dei.
E também não se esqueça de mim
Quando você souber, enfim,
De tudo que eu guardei.

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Segura esse rojão

Estou me sentindo uma reclamona nos últimos tempos. Se me perguntarem como a anda vida logo digo “Tá tudo bem”, mas se alguém mostrar um pouco de interesse nas minhas mazelas cotidianas logo complemento “uma loucura, tanto estudo, o trabalho então nem se fala, cansada, com sono…” Aí entra o meu modo reclamona. Mas fazer o quê… Semana passada tive vontade de chorar, sou boa nisso. As lágrimas brotam descontroladamente e sem muito esforço. E é bom, sabia? Lava a alma e alivia. Pois bem, semana tive vontade de chorar para desabafar, mas as lágrimas não brotaram. E logo vi que eu não tenho tempo para chorar. Sequei. Quem diria.

Não quero me estender nas reclamações. Então venho por meio desse post dizer que três coisas muito boas me aconteceram nas últimas três semanas. Tive minha primeira aula no curso de gastronomia, entreguei meu TCC e fiz a defesa da pós, entreguei um projeto profissional que me tirou o couro durante esse ano.

Mas posso reclamar de novo? O mundo anda tão estranho, as pessoas tão perdidas, tanto ódio, tanta intolerância… mas ainda tem tanta coisa boa, sorriso de criança, sorvete em dia quente, vento no rosto, pé no chão, subida de montanha. E assim continua a vida, uma puta sádica. Que me faz apaixonar por elas todos os dias, mas no fundo fico me perguntando se não é muito investimento por uns minutinhos de prazer.  Porém me sinto grata. Grata e reclamona… provavelmente bipolar mesmo.

No resumo, se me perguntarem como anda a vida repito Chico:

“Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate o sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão” – Meu Caro Amigo 

Então por favor me dá mais uma dose aí.

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Com amor,

Hady.

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Gastronomia, sonhos e coragem tardia.

Os meus sonhos costumavam vir, na maioria das vezes, embalados em expectativas que eu criava na minha cabeça, hora irreais e muito imaturos. Não há nenhum problema em sonhar, é até muito bom. Mas estou aprendendo uma coisa, as oportunidades não aparecem, pelo menos para mim, da maneira exata que imaginei. Sem desespero. A vida vai passando e com ela cai a ficha que todos os dias estou morrendo um pouco mais. Só tenho essa chance, não vou ser besta de ficar fazendo muitas exigências. Sempre sonhei em ter um restaurante, uma padaria ou café. Mas só sonhei mesmo. Muitas vezes eu me perdia em pensamentos sobre o assunto. Cozinhar é uma paixão antiga, mas ainda pouco explorada. Já pensei várias vezes em fazer Gastronomia, mas eu sempre colocava um empecilho. Curso muito caro, mudar para São Paulo, preparar carnes, e blá blá blá… Durante alguns anos eu matutava sobre o assunto, mas sem grandes avanços. Até que um dia eu me encarei no espelho e vi uma Hadassah cansada e com uma ruguinha aparecendo. O tempo tá passando. Entrei na Internet e comecei a pesquisar cursos de Gastronomia e encontrei um que se encaixava à minha atual realidade, minhas necessidades e ao meu bolso. Não era exatamente o que eu idealizei, mas deixei esse detalhe de lado e decidi dar o melhor de mim sem exigir o momento perfeito para encarar o desafio. Porque talvez o momento perfeito seja apenas uma ilusão, talvez o momento perfeito seja aquele que a gente cria. Fiquei pensando nisso… E  numa tarde na chuvosa São Paulo fiz minha matricula em Gastronomia. Deixei de lado minhas expectativas, preconceitos, medos, e decidi encarar o desafio de fazer um curso EAD, não abandonar minha carreira atual e descobrir como unir as minhas paixões a um propósito que não seja bom somente para mim, mas também para as pessoas que eu tiver a alegria de compartilhar. Não sei o que vai dar, mas tô animada em descobrir e aprender com as minhas quedas e conquistas. Sei que não vai ser muito fácil. Terei que me abster de certas coisas para me focar nisso, mas que venha o que vier eu vou encarar.

“A vitória está reservada àqueles que estão dispostos a pagar o preço.” – Sun Tzu

Espero que vocês também não deixem suas paixões e sonhos para depois.

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Com amor,

Hady.

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Há dias e dias…

Há dias que sou uma bagunça, um desastre ambulante, tudo que toco vira pó. Há dias que penso em desistir, bate o desespero, o coração aperta e as lágrimas teimam em sair. Há dias que nada dá certo e eu não consigo ser forte o suficiente. Para esses dias há o auto amor, o auto agrado, fazer por mim mesma o que eu faria por uma amiga amada. Nesses dias o café da manhã é caprichado e as flores vão para a mesa. Nesses dias faço uma lista de motivos para agradecer, e por mais trivial que pareça, essas pequenas ações costumam ajudar. Se a gente não se ajudar, se a gente não se completar, se a gente não der o primeiro passo, quem vai? Há dias que sou feliz e triste sozinha, e são nesses dias que aprendo a lidar melhor com a pessoa que carregarei pelo resto da vida. Que pelo menos fiquemos em bons acordos.

Com amor,

Hady

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